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Na contramão da historia




Informa o Diário de hoje que 74,6% dos maringaenses iriam aos supermercados nos domingos. Mas não precisam ir comprar aos domingos, porque os supermercados ficam abertos de segunda a sábado, alguns ate tarde da noite. O dinheiro que o consumidor gastaria no domingo e o mesmo dinheiro que tem para gastar durante a semana, apenas mudaria o dia das compras, o que seria extremamente injusto com quem trabalha em supermercados.

Alem disso, a abertura dos grandes supermercados no domingo, mata os mercados da periferia, onde trabalham os donos e familiares e que justamente  nos domingos e feriados, vendem pela semana.

Tenho certeza absoluta que a pesquisa deixou centenas de trabalhadores em supermercados com a pulga atrás da orelha. Imagine o comerciário trabalhar a semana toda e no domingo fica sem tempo para a sua vida social. Lembrando que em vários países da Europa, o comercio , exceto os shoppings não abrem aos domingos. Em alguns países do velho continente, nem sábado a tarde.

Quer dizer, a nossa concepção de progresso e modernidade parece vesga e na contramão da historia.  

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Pronto, falei !

 Sempre ouvi dizer que decisão judicial não se discute, se cumpre. Por isso,não há que se questionar as liminares cedidas a grandes supermercados de Maringá que insistem em abrir aos domingos, apesar do caos sanitário que a cidade vive, com 100% dos leitos de UTI ocupados. Não discuto também, mas fico indignado com tanta falta de humanidade, de quem abre e de quem permite que abram.

Covardia diplomática

  Já passa de 200 o número de mortos no confronto Israel x Palestinos. Por obra e graça de Benjamin "Bibi" Netanyahu, Tel-Aviv massacra os palestinos da Faixa de Gaza. Isso vem provocando reações diplomáticas em todo o mundo, mas o Brasil continua em silêncio sepulcral. Bolsonaro, que batia continência para Trump e beijava a mão de “Bibi”, tem medo de se manifestar. Sabe que se externar apoio a Israel fica mal com a colônia árabe, que é muito grande no nosso país. E se censurar os ataques do exército israelense, se indisporá com o primeiro ministro carniceiro. Além de reticente, o governo brasileiro é covarde.