28 de junho de 2013

R$ 6 bi a menos no C.U.

O Conselho Nacional de Justiça manteve liminar concedida à OAB/Pr que impede a transferência para o tal Caixa  Único do  governo Beto Richa dos R$ 6 bilhões dos depósitos judiciais que estão sob a guarda do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).
É menos dinheiro da C.U. para o governador trabalhar pensando na reeleição.

Tira o tubo!!!

O ministro Dias Toffolli alegou suspeição para julgar o caso Pupin? Nãaaaao, tira o tubo!

25 de junho de 2013

A linha tênue que separa a crítica do ataque às instituições



Que não se acuse a presidente Dilma Rousseff de estar de braços cruzados diante das mobilizações populares que tomam conta das ruas em todo o país. Depois de se reunir com governadores e prefeitos de capitais e propor soluções que ainda estão pra ser digeridas pela sociedade, hoje ela se encontra com os presidentes da OAB, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. Vai conversar com os três, principalmente sobre o plebiscito da reforma política e tentar, a partir dessa reunião, definir os caminhos a serem seguidos a partir de agora.

Dilma é culpada pela crise e pela explosão de insatisfação coletiva? Claro que tem sua parcela, como chefe suprema da nação. Mas as mazelas todas vêm de longe, passaram por vários governos. Cada presidente deixa para o sucessor a sua cota de demandas reprimidas. Por isso é que acho injusta a maneira como certos segmentos do reacionarismo nacional vem tratando a questão. Não se faz críticas ao governo, ridiculariza-se a presidente, chegando-se invariavelmente às raias do desrespeito.
Fico pensando às vezes: qual o objetivo dessas tentativas alopradas de desqualificação da figura da presidente? Quando a crítica deixa de ser crítica e vira ofensas gratuitas, temperadas por chacotas de extremo mau gosto, corre-se o risco de que as instituições também sejam atingidas, o que convenhamos, é um risco enorme para a democracia.
Percebe-se logo em muitas charges, fotos montagem e expressões agressivas, que tem muita gente aí com saudade do regime militar. Sentindo  isso, a presidente se vira nos 30 para dissipar essa fumaça que embaça o horizonte, sabedora  de que onde há fumaça sempre há fogo.

22 de junho de 2013

Haja interrogação



Na medida em que as ruas vão se esvaziando e os manifestantes se dispersando, fica na cabeça da gente uma grande interrogação: que movimento de massa é esse? Sem lideranças e sem um foco definido, o que se esconde por trás de palavras de ordem como “a democracia não precisa de partidos”? A destruição de bandeiras partidárias e os ataques a representantes de partidos de esquerda que sempre estiveram na linha de frente  das mobilizações populares, dão o que pensar.
O jornalista e estudante de Filosofia da USP, Artur Scavone lembra, a propósito,  que “a explosão  das massas enraivecidas com suas mazelas pode conduzir a muitas coisas, progressistas ou fascistas”.
Realmente, movimento de massas sem pauta de reivindicações não deixa espaço para o diálogo e nem canaliza forças para um horizonte transformador. Tudo bem, as manifestação vem chamando a atenção do poder político, fazendo com que as lideranças se espertem e comecem a tomar medidas emergenciais para resolver um monte de demandas reprimidas. Mas a questão é bem mais complexa do que parece. Confesso que me assusta a possibilidade de desmoralização total e irremediável do sistema partidário nacional, que é ruim e corrompido, mas não pode simplesmente ser varrido do mapa, sem que a própria sociedade o submeta a um processo de depuração pelo legitimo mecanismo do voto. Democracia sem partido não existe, é ditadura. E essa manifestação implícita de saudade da ordem e progresso por meio da  baioneta, confesso, me provoca calafrios.
Deixo claro que sou a favor dessa onda de protestos, chego a me entusiasmar com a multidão tomando conta das ruas, mas de repente, me pego pensando, com apreensão, nessas manifestações pontuais de violência e de intolerância social, à  moda skinhead. Isso é realmente de tirar o sono.
. Do facebook

A voz rouca do pato...


21 de junho de 2013

Naquela mesa está faltando ele...


Direto do facebook


Viva a criatividade!

Pincei do facebook

Vamos refletir sobre a nossa desordem?

“As coisas estão a tomar um açodamento muito estranho. Emissoras de TV quase a querer conduzir as manifestações. Pessoas até então lúcidas a agir e apoiar os mais destemperados atos. Sei não. Acho que o momento é de refletir sobre a nossa própria desordem”.
. José Maschio (jornalista em Londrina)

Meu comentário: Maschio (Ganchão), um dos grandes do jornalismo paranaense, está coberto de razão. Há muito destempero nessa onda de protestos. Claro que tudo isso é positivo, que podemos começar a partir daqui as grandes reformas que o país precisa, como a reforma política e a tributária, mas que tem muita gente se aproveitando da situação, ah isso tem mesmo. Os espasmos de destempero, entretanto, não podem servir como justificativa para que se criminalize o movimento, que é nacional. Quanto às hostilidades pra cima de partidos de esquerda, é compreensível, principalmente a partir da constatação de que a instituição partidária no Brasil está desmoralizada. Ainda que agremiações como o PSTU não entrem nessa panela, ele não escapa da generalização, do nivelamento por baixo. O próprio PSTU, depois de mitigar tudo isso, deve repensar suas práticas, que podem ser frutos realmente da sua utopia socialista, mas são radicais, fruto de uma utopia socialista que não tem qualquer sintonia com a realidade nacional.

18 de junho de 2013

Aqui como no resto do Brasil

Que me lembre , só a de 1968, quando uma multidão perseguiu e vaiou o governador Paulo Pimentel, se equipara ao que houve hoje em Maringá. Uns falam em 10 mil,outros em 15 e há quem fale em 20 mil pessoas, muitas das quais estavam até há pouco no Terminal Urbano e vaiando a presença da PM.
A manifestação deveria ser pacífica, mas diante do clima que se verifica em todo o país, sempre tem aquele grupo mais exaltado que acaba fazendo besteira. Em Maringá não foi diferente. Pelo que me informou um garoto que esteve presente, andaram quebrando vidraças na Prefeitura, o que é lamentável. O prefeito Roberto Pupin foi xingado, mas do jeito que os ânimos estavam exaltados fosse quem fosse o prefeito, seria hostilizado.
Aqui como no resto do país, os manifestantes fizeram questão de deixar claro que tratava-se de um movimento apartidário. Tanto que sobrou para o PSTU, que também em Maringá teve bandeiras arrancadas das mãos de seus membros.
Ainda no início da concentração em frente ao terminal, enquanto alguns jovens faziam discursos inflamados, vi um secretário municipal passar no meio dos manifestantes com ar de deboche. De longe, me pareceu desdenhar do pequeno número de pessoas ali existente naquele instante. Mal sabia ele que o protesto tomaria dimensões gigantescas hora depois.
Os discursos, claro, falavam de aumento das passagens de ônibus, o que talvez tenha sido o motivo do ar de muxoxo do assessor do prefeito.
Realmente, a passagem sofreu redução e não aumento. Mas foi uma redução meio mandrake, porque ocorreu pouco depois de ser majorada. E , se considerarmos as isenções fiscais concedidas à empresa que, certamente sairão do bolso do povo, os gritos contra o aumento não estavam assim tão fora do contexto,não.
É bom lembrar que a questão da tarifa de ônibus foi apenas pretexto para as manifestações, pois a insatisfação é contra uma série de demandas reprimidas. Os cientistas sociais tem se debruçado sobre isso e a conclusão é a mesma: o movimento não tem lideranças, é a partidário e todas as mobilizações tem sido articuladas via redes sociais. Portanto, como escreveu FHC, é preciso compreender o fenômeno, ao invés de reprimi-lo. Quanto aos atos de vandalismo, isso é outra coisa.

Direto ao ponto


  •  As manifestações de protesto que surgem em todo o país não são contra Dilma, nãosão contra Lula, não são contra FHC. É uma insatisfação coletiva, fruto de muita demanda reprimida, da péssima distribuição de rendas, da moleza que o fisco dá para as grandes fortunas, dos gastos exagerados com a Copa. O aumento de passagens de ônibus é apenas um pretexto para a explosão social. É preciso compreender esse contexto, é um erro simplificar as coisas e achar que há um vilão ou uma vilã nessa história . A grande vilã é a classe política como um todo e nós eleitores, nos incluímos nessa, porque também votamos mal e porcamente. Se todos esses protestos tiverem , e felizmente não têm, apenas o governo como alvo, com certeza, a mobilização está fadada ao fracasso, não vai a lugar nenhum. Compreender o momento, fazer a leitura correta dos acontecimentos é tudo o que o país precisa nesse momento, até como forma de iniciarmos, pra valer, o processo de profilaxia de que tanto necessitamos. Essa é a questão, esse é o ponto.

O som da democracia


Qual outra explicação?

Por que será que o estacionamento que substituiu (temporariamente) o prédio histórico da Rodoviária Américo Dias Ferraz de Maringá amanheceu fechado, com correntes e cadeados? Bem ao lado, em frente ao terminal de ônibus urbano haverá uma grande manifestação de protestos hoje às 17 horas. Seria por isso, para evitar que a população ocupe este espaço? Se for, não creio que as correntes serão barreiras para que o povo adentre , sem pedir licença, ao local. Vamos aguardar.

Foto: Blog do Rigon

17 de junho de 2013

Do limão, JK fez uma saborosa limonada

A presidente Dilma, que previa as vaias e por isso nem discursou no "Mané Garrincha", ficou de maus bofes e tratou logo de declarar aberta a Copa das Confederações de 2013. Convenhamos, faltou a ela o que sobrou ao grande Juscelino Kubitschek : presença de espírito para tirar as vaias de letra. Conta a história que JK, estrepitosamente vaiado ao pegar o microfone para discursar para uma plateia repleta de estudantes, reagiu assim:

- Feliz é a nação que pode vaiar seu presidente.

Não deu outra: houve uma explosão de aplausos.

A fufa e o fole, companheiro!

A isenção total do PIS e Cofins para o transporte coletivo urbano vigora desde janeiro. Só isso justificaria a redução em R$ 0,10 na passagem da TCCC já a partir do segundo mês do ano. Mas ao contrário, o prefeito de Maringá autorizou um reajuste, para depois baixar o que havia majorado, quando na verdade a tarifa deveria ter caído ainda mais agora, por conta de outras duas isenções fiscais – o ICMs do óleo diesel e a isenção total do ISS, um imposto municipal.
Quando se pergunta porque há protestos em Maringá contra a passagem de R$ 2,55 é exatamente por isso, o que prova que a população não é boba, não passou batida nesse efeito sanfona. Nos meus tempos de moleque, brincando de salva na Favela Cleópatra, a gente chamaria isso de “gorpe da sarchicha”. Levando para o campo da música, especialmente do instrumento que para produzir aquele maravilhoso som precisa ter seu fole puxado, lembro da canção do gaúcho Garfunkel – A fufa e o Fole.

15 de junho de 2013

Debate no Face Book


  • Messias Mendes Almeida É muito importante esse debate da integração e da região metropolitana, mas alguns pingos precisam ser colocados nos is. Primeiro é necessário lembrar que a integração do passe para moradores de Sarandi e Paiçandu veio pela metade, porque esses passageiros vão ter que pagar uma diferença no segundo embarque, que é o que o coordenador da RMM, João Ivo Caleff não aceitava quando propôs o convênio, com intermediação do Estado, que o então prefeito Silvio Barros II e seu vice Pupin, se recusaram a assinar. O segundo ponto, é que todo o mérito da criação da Região Metropolitana de Maringá é do ex-deputado estadual Joel Coimbra. O que a deputada Cida Borghetti  fez, foi propor emendas, aumentando o número de municípios, inclusive descaracterizando o projeto original que previa 8 e hoje está com mais de 20. Em tempo: essa redução de passagem e integração meia boca vieram agora por causa da pressão da sociedade e por conta das isenções fiscais dos governos estadual e federal. E ainda por cima o município de Maringá teve que engolir uma isenção de ISS para a empresa que detêm o monopólio do transporte coletivo urbano.

14 de junho de 2013

Quer sair no JN? Então, preste atenção

" Manifestação pública que se preza tem que sair no Jornal Nacional. E para sair ir lá, alguns ingredientes se fazem necessários: alguém ateando fogo nas próprias vestes, jovem com o roto sangrando, PM descendo o cassetete e dá-lhe jatos de água e bombas de efeito moral. Esse cenário ideal só  é possível com a conjunção de fatores como alguém se imolando e arruaceiros promovendo quebra-quebra, tudo dentro do horário que permita a cobertura das TVs, lá pelas 10 e 17 horas, em locais com grande concentração".

. Blog do Cícero Catani

13 de junho de 2013

Clima de terra arrasada



De um amigo, militante de esquerda que nasceu,mora e ama Sarandi, ao conversar comigo hoje no facebook::
“Sarandi parece terra arrasada, oposição muito fragmentada e principalmente, fragilizada. A situação numa sinuca de bico dessas e a oposição não consegue botar o bloco na rua. O estrago que as eleições proporcionaram aqui foi grande.
Agora mesmo a prefeitura quer aumentar o perímetro urbano na cidade – pra favorecer as loteadores novamente – e não tem mobilização de massa contra. Tá tenso”.
Ele lamenta a volta do Carlos De Paula, lamenta mais ainda a pasmaceira dos grupos políticos adversários e a ausência total de mobilização popular em defesa de uma Sarandi menos problemática

Twitadas que incomodam

As farpas do senador Requiao, atiradas via twitter contra  Beto Richa tem deixado os assessores diretos do governador preocupados. Isso porque , pesquisas internas apontam crescimento do adversário nas pesquisas de intenção de votos para 2014. O que mais tem pegado, sigla do Caixa Unico , criado com o objetivo de unificar as contas bancarias do governo estadual, virou motivo de piada. Como quem tem CU tem medo, Beto trata de desarmar essa bomba relógio, tentando encontrar saída para evitar que as twitadas requionicas se propagem pela mídia estadual.

7 de junho de 2013

Correio sentimental

  1.  
     
    Requião oferece para Pessuti, como prova de carinho e amizade


5 de junho de 2013

A tragédia da concentração de terras



Nem tudo é flores e motivo de entusiasmo na marcha do crescimento do agronegócio, indiscutivelmente a pedra de toque da economia brasileira nesse início de século. Os problemas sociais por ele provocado, principalmente no campo são terríveis, como constata o pesquisador Tiago Cubas.
Ao defender tese de  mestrado na Unesp de Presidente Prudente, Cubas fez revelações estarrecedoras, a partir dos levantamentos que fez durante o processo de pesquisa. Disse ele: “ O avanço do agronegócio, com a explosão da cultura mecanizada, intensificou nos últimos anos as conseqüências da concentração de terras no estado de São Paulo. A despeito da modernidade de técnicas, os pequenos e médios produtores vivenciam o acirramento de uma realidade colonial. Muitos são obrigados a abandonar ou arrendar suas terras e enfrentar um quadro trágico e violento. Em nove anos, morreram 16 pessoas e ao menos outras 53 foram ameaçadas por tentar interromper a lógica da concentração”.

3 de junho de 2013

Goernador estatiza pedágios no RS



O governador Tarso Genro  assumiu  sexta-feira cinco praças de pedágios de dois pólos rodoviários do Rio  Grande do Sul. Uma delas ,  localizada na Rodovia ERS-122, entre Farroupilha e Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, será desativada. As outras quatro passarão a ser administradas pela Empresa Gaúcha de Rodovias, a estatal EGR.
Recém-criada, a EGR anuncia que as tarifas serão reduzidas a índices próximos de 30%. Até quinta-feira, 6, de acordo com cada uma das seis categorias de veículos, os motoristas pagavam de R$ 7 a R$ 26,40. A partir de quarta-feira, 5, pagarão de R$ 5,20 a R$ 18,50”.
O rompimento com as concessionárias é promessa de campanha do governador petista.
“A disputa judicial entre o governo do Estado atual e as sete concessionárias não terminou. O governador do Rio Grande do Sul não renovará nem fará novas concessões e entende que as operadoras devem devolver as rodovias exatamente 15 anos depois de assinar os contratos, em datas que iriam de março a junho deste ano. As empresas afirmam que a exploração dos pedágios encerra-se ao fim de 15 anos de operações, no quarto trimestre do ano”.
Fonte: caderno Economia e Negócios, do jornal O Estado de São Paulo