1 de maio de 2014

O xadrez petista e o espólio de Vargas

Com André Vargas fora do páreo os petistas do Norte do Paraná que disputarão uma cadeira na Câmara Federal começam a refazer seus cálculos e a definir estratégias para conquistar os votos do ex-companheiro. Na região Noroeste, onde Vargas mantinha uma boa base, reforçada pela saída de Paulo Bernardo da disputa , há um herdeiro natural desse espólio. Chama-se Ênio Verri, deputado estadual e presidente do PT no Paraná, que dessa vez pretende voar de Curitiba para Brasília. Lembro a propósito que em 2006, quando João Ivo Caleffi foi candidato a federal, dobrando com Verri em Maringá, por exigência partidária,  ele foi preterido na partilha das bases de Bernardo e quem abocanhou boa parte dos votos que o ministro tinha na região do Arenito foi exatamente Vargas.
Agora, Ênio corre sozinho por essas bandas,  de onde se conclui que só os votos do petismo o elegerá. A tira-colo ele levará por onde for, o irmão Mário, eleitoralmente viável por causa exatamente das composições que ora se encaminham. Nesse quadro, quem deve ser prejudicado, pela dificuldade de expandir sua campanha para fora dos limites do município de Maringá , é  vereador Humberto Henrique.  Henrique,  bom que se diga, é considerado desde a legislatura passada, o melhor  vereador da Câmara de Maringá e com um potencial eleitoral enorme aqui na cidade. Mas talvez isso seja insuficiente para cacifar sua candidatura a estadual. Seria bom para Maringá tê-lo na Assembléia Legislativa, esteja quem estiver no Palácio Iguaçu a partir de janeiro de 2015 - Gleisi, Requião ou o próprio Beto Richa.

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