31 de outubro de 2014

A origem é a ignorância


Esse movimento, que é de um ridículo atroz, chegou a Maringá, onde Aécio Neves fez mais de 60% dos votos no segundo turno. Um dos líderes aqui é o ex-vice prefeito (gestão Ricardo Barros) Willy Taguchi, que eu reputava ter uma cultura política razoável e que  pelo menos conhecesse um pouco de história, o que o levaria à compreensão da importância que o Nordeste teve no desenvolvimento do Sul, inclusive do Paraná. Recomendo uma pesquisa sobre a história da criação e estruturação da provínvia do Paraná e depois do Estado. A contribuição nordestina para o Paraná ser o que é hoje começa exatamente lá, com o baiano Zacarias Goes de Vasconcelos.

30 de outubro de 2014

As pernas curtas da mentira


A mentira tem pernas curtas e quando descoberta o mentiroso pode sofrer sérias punições. É o caso de um certo instituto Veritá, de Minas, que na semana da eleição colocou Aécio com 9 pontos a frente de Dilma, o que fez com que institutos como o Datafolha, o Ibope e o Voxpopuly ficassem sob suspeita. Hoje a Folha de São Paulo deu o troco, com uma matéria sobre os dados enganosos do Veritá, utilizados pelo PSDB exaustivamente na propaganda de Aécio Neves. Segundo informa a Folha, a comprovação de irregularidade em dados estatísticos publicados, pode redundar em cadeia, de 6 meses a um ano. Nesse caso, então, é bom que os donos do Veritá e do DatSensu , cujas pesquisas mentirosas foram publicadas pela revista Isto é, coloquem suas barbas de molho. 

A Veja pode estar caindo do cavalo


Cada vez fica mais claro que que a Veja tentou dar um golpe, fazer com Dilma o que o Jornal Nacional fez com Lula em 1989, com aquela edição sacana do debate com Collor. A reportagem da edição da semana passada, que está provado, teve influência no resultado final da eleição , teria mesmo sido uma fraude. Informa o blogueiro curitibano Esmael Morais, que o advogado do doleiro,  Antônio Figueiredo Basto, é veemente no desmentido da Veja, cuja credibilidade foi parar numa lagoa de estabilização: “Nesse dia não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira”.
Diz Morais que Basto também nega uma versão pró-Veja que começou a circular após as eleições – a de que Youssef teria feito um depoimento e depois retificado: “Não houve retificação alguma. Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo”, acusa o defensor de Youssef.

Agora caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavaski, decidir (monocraticamente) o que fazer com o processo contra a Veja que pode ser obrigada a fazer uma capa com o desmentido. Seria algo semelhante, ou até pior do que o que ocorreu com a Rede Globo em 1982, quando o candidato Leonel Brizola entrou na marra em seu estúdio e exigiu ser colocado no ar para desmentir uma mentira que a emissora estava divulgando para legitimar a vitória de Moreira Franco, que já havia perdido a eleição para o combativo político gaúcho. Irônico, Brozola, que disputou o governo do Rio após retornar do exílio, convidou o todo poderoso Roberto Marinho a ir no dia 2 de janeiro de 1983 ao Palácio Guanabara, tomar um café com ele Brizola, que tomaria posse no dia 1o. 
O apresentador Fábio Perez, que anunciava os números mentirosos da apuração, não sabia onde enfiar a cara ao ter que engolir a fala de Brizola, ao vivo e a cores para todo o Brasil. Ou seja, desmascarando a Globo na própria Globo. É o que vai acontecer com a Veja. Quem viver, verá.


29 de outubro de 2014

Síndrome de Fluminense


“Aécio anunciou a contratação de 45 advogados do Fluminense. “Pretendo recorrer ao STJD. Parece que a Dilma escalou um elemento barbudo como cabo eleitoral de forma irregular. Pelo regulamento, tenho direito a 4 milhões de votos”, explicou.

Em paralelo, o governador da Flórida ligou para o senador, esbaforido. “Peço ao senhor Aécio Neves que atue de forma enérgica para impedir um êxodo de brasileiros para Miami”, implorou, de joelhos”.

PF investiga circunstâncias de depoimento de Youssef



Saiu no jornal O GLOBO , notícia reproduzida por Juca Kfouri no seu blog da Folha de São Paulo:

BRASÍLIA E CURITIBA — A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as circunstâncias do vazamento de trechos de um depoimento em que o doleiro Alberto Youssef cita a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.
Investigadores da Operação Lava-Jato suspeitam que Youssef foi estimulado a fazer declarações sobre Dilma e Lula, numa manobra que teria, como objetivo, influenciar o resultado das eleições presidenciais.
Trechos do depoimento foram divulgados pela revista “Veja”, quinta-feira passada.
Dois dia antes, Youssef prestara um depoimento, como vinha fazendo desde o início da delação premiada.
No dia seguinte, um de seus advogados pediu para fazer uma retificação no depoimento anterior.
No interrogatório, perguntou quem mais, além das pessoas já citadas pelo doleiro, sabia das fraude na Petrobras.
Youssef disse, então, acreditar que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem.
A partir daí, concluiu-se a “retificação” do depoimento.
No dia seguinte, trechos do depoimento foram publicados pela revista, com a informação de que o doleiro teria dito que Dilma e Lula sabiam das fraudes na Petrobras.

Pessutão se rearticula contra RR

Orlando Pessuti, que deu uma mão danada para a reeleição no primeiro turno do governador Beto Richa,com a quele depoimento detonando  Roberto Requião no próprio programa eleitoral do PMDB, tenta se rearticular para tomar o comando do partido. Pretende fazer isso com advertências aos aliados de que se "a gente bobear o RR toma conta do partido e aí ficaremos mal". Um amigo peemedebista recebeu mensagem no celular com o chamamento.

28 de outubro de 2014


Derrota em Minas. Como explicar?

A grande pergunta que se faz hoje é: por que Aécio perdem em Minas, estado que governou duas vezes e onde em 2010 se elegeu senador com um pé nas costas? Além disso, dizia ele na campanha que teve 90% de aprovação como governador.
Das duas uma: ou Aécio foi um governador muito ruim ou, tomado pela soberba, achou que Minas era macuco no emborná. Dizem lá em André Quicé , terra do saudoso Carlos Alberto de Paula, que foi soberba mesmo. Primeiro, porque Aécio tirou Pimenta da Veiga do sarcófago para ser seu candidato a governador. Segundo, porque achou que os aeroportos de Cláudio e Montezuma iam passar desapercebidos. Terceiro, porque imaginou que ficaria impune sua perseguição a jornalistas e seu desprezo pelo professorado da rede estadual. Não sei se há um quarto motivo, mas a verdade é que Aécio não conseguiu, por mais que se esforçasse, se livrar do tom arrogante do seu discurso, sempre muito dissimulado.

20 de outubro de 2014

Última pesquisa


A CNT (Conafederação Nacional dos Transportes) é a contratante da pesquisa, divulgada hoje

10 de outubro de 2014

Paraná Pesquisa queimou o filme


Murilo Hidalgo deve ser o diretor da Celepar, escolhido a dedo pelo governador reeleito Beto Richa. Parece estranho, então, que justamente o instituto do Hidalgo, a Paraná Pesquisa, tenha produzido a primeira pesquisa do segundo turno, divulgada um dia antes de recomeçar o horário eleitoral no rádio e na TV.
A pesquisa trouxe Aécio com quase 10 pontos a frente de Dilma e foi divulgada com estardalhaço pela revista Época e potencializada no programa de Aécio Neves que foi ao ar na última quinta-feira.
Na mesma noite o Ibope e o Datafolha trouxeram  suas sondagens, com Aécio dois pontos à frente, mas registrando empate técnico. Ficou mal para a Paraná Pesquisas, um instituto regional que estranhamente se aventurou para a pesquisa nacional, de maneira esquisita por demais.

Que os erros de agora não apaguem os de outrora


O pastor Everaldo abraçou com muito entusiasmo a candidatura Aécio no segundo turno. E como sinal de agradecimento, Aécio se derreteu no abraço ao candidato nanico, que no primeiro turno defendeu com todas as suas forças o estado mínimo. Por ele, privatizaria tudo, deixaria quase nada para o Estado administrar. O tucanato não chega a tanto, mas a julgar pelo fato de que o todo poderoso da economia num eventual governo Aécio será Armínio Fraga, dá pra imaginar o que aconteceria com as políticas compensatórias implementadas a partir de 2003.
Basta ver que a elite brasileira, principalmente ligada ao agronegócio, brilha os olhos quando fala em Aécio, apesar de que nunca um governo beneficiou tanto o andar de cima como o do PT. É apropriado sim dizer que Lula foi o pai dos pobres e mãe dos ricos. Que o diga a generosa política de liberação de recursos públicos para a iniciativa privada via BNDES.
Se é assim, como compreender a PTfobia? Como entender tanto ódio, explicitado nas redes sociais e em adesivos com a frase “Fora Dilma”, que se vê por aí em carrões de luxo?
Ah sim, o problema é a indignação com a corrupção endêmica que o PT acabou potencializando via escândalos mensalão e Petrobrás? Vendo a coisa por esse ângulo, os PTfóbicos tem razão. Minha indignação também é grande, principalmente porque se algum partido não podia se fartar desse caldo de cultura era justamente o PT que , até chegar ao Poder, era uma espécie de vestal da política brasileira.
Não dá pra suspeitar, por exemplo, das críticas duras que fizeram e fazem contra o PT e contra Lula, referências éticas tipo Hélio Bicudo e Plínio de Arruda Sampaio (que Deus o tenha). Mas também não dá pra fechar os olhos e tampar os ouvidos para escândalos da era tucana de Fernando Henrique, caso da compra de votos na Câmara Federal para a emenda da reeleição; para a venda, a preço de banana, da Companhia Vale do Rio Doce, dada quase de presente a um grupo privado liderado pelo megaempresário Benjamim Steinbruch.
Ora, ora, não dá para simplesmente ignorar as privatizações de bancos estaduais (vide exemplo Banestado).E também não dá pra isentar a mídia que, simplesmente, ignorou o lançamento e o sucesso editorial do livro sobre a privataria tucana do jornalista mineiro Amaury Ribeiro Júnior.
Já que perguntar não ofende, porque será que os jornalões passaram ao largo de escândalos como o da lista de Furnas, do “mensalão mineiro” liderado por Eduardo Azeredo e mais recentemente do propinoduto do metrô paulista?
Corrupção é corrupção, precisa ser apurada e a Justiça agir contra corruptos e corruptores de todos os matizes. Um erro, claro, nunca pode justificar o outro, mas o erro de agora não pode apagar o de outrora.

9 de outubro de 2014

Sem reciclagem


Lixo é sempre lixo, mas o lixo fede muito mais quando transformado em fonte de enriquecimento ilícito. Vale a lembrança de que o lixo moral não é reciclável.

Justiça pune Casas Bahia por exigir de vendedora práticas lesivas aos clientes



A rede varejista Nova Casa Bahia vai ter que pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a uma vendedora. A empresa exigia da empregada práticas enganosas ao consumidor como forma de aumentar as vendas. Para a Terceira Turma do  Tribunal Superior do Trabalho  “o poder diretivo patronal extrapolou os limites constitucionais que ampara a dignidade do ser humano”
Na reclamação trabalhista a vendedora relatou que a empresa exigia cumprimento de metas mensais e de cotas diárias de vendas de produtos financeiros, como garantia complementar ou estendida, seguro de proteção financeira, títulos de capitalização e outros.  A prática conhecida como “embutech” consistia em embutir a garantia  no preço da mercadoria sem que o cliente percebesse. Outro procedimento era o “arredondamento  das taxas de juros e parcelas de financiamentos e a exigência de entrada nas vendas parceladas, mesmo quando a publicidade da loja informava o contrário.
A trabalhadora alegou que por diversas vezes foi chamada de “ladra” ou desonesta por clientes que retornavam à loja ao descobrir que foram ludibriados.  Ela apontou ainda outras práticas vexatórias, como obrigar os vendedores que nçao cumpriam metas a ficar “na boca do caixa” como castigo, “empurrando” produtos aos clientes.
A empresa contestou as afirmações da trabalhadoras, negando obviamente  as pressões denunciadas. Porém, o depoimento das testemunhas foram fundamentais para confirmar as denúncias. “A técnica era não informar ao cliente o preço promocional , que só aparecia no sistema. O cliente saia satisfeito pensando que tinha recebido  um desconto”, disse uma testemunha, confirmando as denúncias.
No recurso ao TST a empresa insistiu na tese de que a imposição  de metas não configura dano moral, tratando-se apenas de “técnicas de vendas, com o  único objetivo de oportunizar maior lucro e, consequentemente, aumento nas comissões”.
Para o relator do caso, ministro Maurício Godinho Delgado, a adoção de métodos , técnicas e práticas de  fixação  de desempenho e de realização de cobranças  “tem de se compatibilizar  com os princípios com os princípios e regras constitucionais” que protegem a dignidade da pessoa humana, a valorização do trabalho , do emprego , da segurança e do bem estar, entre outros. A decisão a favor da empregada foi unânime.

Fonte: site do TST (Processo RR-2145-17.2012.5.02 0362)

3 de outubro de 2014

Entrega geral

O doleiro Alberto Youssef deve passar este fim de semana depondo na Polícia Federal. Está entregando meio mundo e farta documentação sobre propinas , estimulado pelos benefícios da delação premiada. A casa de muita gente poderá cair. Fiquem de olho por que pode faltar papel higiênico na praça a partir da semana que vem.

2 de outubro de 2014

Justiça define que indenização trabalhista deve ser partilhada



O direito ao recebimento de salário, aposentadoria e honorários não se comunica ao fim do casamento. Mas quando essas verbas são recebidas durante o matrimônio, elas se tornam bem comum, o dinheiro ou os bens adquiridos com ele. Assim decidiu o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo o site da Corte, para a 4ª Turma do STJ, esse mesmo raciocínio deve ser aplicado à situação em que o fato gerador dos proventos e a sua busca na Justiça ocorrem durante a vigência do casamento, independentemente da data em que for feito o pagamento.

Por essa razão, a indenização trabalhista correspondente a direitos adquiridos na constância do casamento integra o acervo patrimonial partilhável. Esse entendimento está consolidado na 3ª Turma.

A tese voltou a ser discutida pela 4ª Turma no julgamento do recurso de ex-esposa que pleiteou a divisão de indenização trabalhista recebida pelo ex-marido após a separação. O processo tramita em sigilo por se tratar de direito de família.

Agora, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deve verificar o período em que foi exercida a atividade laboral que motivou a ação trabalhista.

Fonte: Valor Econômico.