15 de julho de 2016

O dia em que Maringá caiu no "conto do avião de rosca"


Maringá foi levada não faz muito tempo a acreditar que sediaria uma fábrica de helicópteros, tornando-se em pólo industrial de aviões. O governador Beto Richa e seu Secretário do Desenvolvimento, Ricardo Barros, fizeram tilintar taças de champanhe, colocando também no ângulo de visão do fotógrafo oficial do Palácio Iguaçu, o prefeito Roberto Pupin.

Hoje, como tem insistido Ângelo Rigon em seu blog, já se sabe que tudo não passou de um grande calote. Ou seja, Maringá caiu no “conto do avião de rosca", aplicado por Luigino Fiocco,  tido então como um próspero empresário da industria aeronáutica na Sardenha. Agora, publica Rigon e reproduz Cícero Catani:  “um site especializado em whistleblowing (denúncia de atos ilícitos, especialmente de crimes de corrupção) inseriu informações, no mês passado, a respeito do italiano  Fiocco  e do ganês Andrew Stanley Quist”.

Resumo da opera: a tal  Avio International Group Holding, que investiria R$ 174 milhões em Maringá, fabricando 600 helicópteros  por ano, é um engodo total. Sem esquecer que antes de pintar por aqui, Fioco havia anunciado o mesmo empreendimento em Santa Catarina. Mal sabiam Beto Richa e seu açodado Secretário, hoje ministro da Saúde, que Luigino Fiocco tinha sido condenado na Sardenha por falência fraudulenta da Aviotech.

“Não é mais segredo pra ninguém que Fiocco e Andrew são especialistas em lavagem de dinheiro de forma sofisticada”, informa o site especializado em ilícitos. Em tempo: a dupla já andou anunciando a mesma fábrica que prometera a  Maringá, lá na China.



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