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Não entra, mas sempre participa


Desde que foi restabelecido o processo de eleições diretas para presidente da república, o PMDB nunca apresentou um candidato viável. Apresentou o saudoso Ulysses Guimarães em 1989, mas todos sabiam que o "Senhor Diretas" não tinha potencial eleitoral suficiente para , sequer, chegar ao segundo turno. Nas eleições que se seguiram, ficou à margem do processo, mas sempre participando, por vias transversas, do poder. Até porque tem conseguido manter suas grandes bancadas na Câmara e no Senado, além de um bom número de governadores. O mais próximo que chegou (diretamente) do Planalto foi em 2010, com a vice de Dilma. Agora novamente, o PMDB não terá candidatura própria, embora o senador Requião volta e meia se insinue como pré-candidato.
Como diria os jovens, "pode tirar o zóio".  O partido vai novamente a reboque do PT,com Michel Temer novamente na condição de vice-presidente na capa de Dilma Roussef. O PMDB não entra, mas participa sempre, com a força que tem no Congresso e com a munição  que possui, por meio do seu espaço no horário da Justiça Eleitoral no rádio e na televisão. O PMDB é assim,então: participa mas não entra. Isso lembra algo?

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