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Salada brasileira e jogadas de mestre dos nossos gênios do mal

Severino Nunes de Araújo  é o manda-chuva do PSB no Paraná, e portanto, é o cara na coordenação da campanha de Eduardo Campos a presidente. Severino nunca demonstrou simpatia pelo governador Álvaro Dias, antes pelo contrário. Agora Severino acaba de ser efetivado como um dos suplentes de senador de Dias, que busca a reeleição. Então o seguinte é esse: Severino está agasalhado no ninho tucano, mas não vai dar nem pelota para Aécio Neves, porque Campos é seu tutor e nada lhe faltará. Assim é a política brasileira, que precisa de uma reforma urgente, urgentíssimo.
Calma, tem mais, muito mais: Ricardo Barros trabalha desde o início do ano para emplacar um dos seus na vice de algum candidato de ponta ao governo do Paraná. Como não estava conseguindo, colocou  Silvio no PHS, partido presidido no Estado pelo súdito Valter Viana e fez do irmão mais velho candidato ao Palácio Iguaçu. Beto Richa, que não tem simpatias pessoais pelo seu ex-secretário viu na deputada Cida Borghetti a tábua de salvação para sua candidatura, depois de perder o PMDB e levar um não rotundo de Ratinho Júnior.
Resumo da ópera: Ricardo atirou a esmo, a bala resvalou na placa de alguma indústria de incineração de lixo e atingiu o alvaro, ou melhor, o alvo. Enfim, a esposa será vice numa chapa de ponta. De quebra, terá a filha como candidata a deputada estadual, ele sai para federal com eleição garantida e ainda poderá ter o irmão também disputando uma cadeira na Câmara . Reconheçamos, pois: o cara é um gênio. Do mal, mas isso pouco importa, porque gênio é gênio e fim de papo.

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