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O golpe e o poder das ideias


         .  Editorial do site Carta Maior

À medida que apodrece a reputação dos centuriões do golpe (Cunha, Nardes, Agripino, Aéreo Neves), os golpistas jogam um jogo de vida ou morte nos próximos dias



O país vive horas cruciais. O assalto conservador ao poder joga uma cartada de vida ou morte contra o relógio político nos próximos dias.
 
À medida que apodrece a reputação de seus centuriões, e os savorolas da ética entram em combustão explosiva  --caso dos homens-tocha Cunha, Agripino, Nardes, Aéreo Neves etc, resta-lhes apostar tudo no estreito espaço de tempo entre a desmoralização absoluta e a capacidade residual de articular o golpe.
 
Arqueado sob R$ 31 milhões em depósitos suíços, segundo a Folha, Cunha negociou com a hesitação golpista: em troca do pescoço, articulou uma operação casada com o PSDB.
 
Tucanos salvam a aparência pedindo seu afastamento –‘para que possa exercer seu direito constitucional à ampla defesa’. Em troca, o personagem que não tem mais nada a perder acelera a operação do impeachment, como última estaca de sobrevivência antes do abismo.
 
A sofreguidão avança de faca na boca.
 
Um colunista de Veja é  transferido para O Globo; estreia numa hora em que o golpismo se enlameia;  a ‘república de Curitiba’ vaza para ele denúncia exclusiva do delator Fernando Baiano... contra filho de Lula.
 
Já serviu para deslocar a manchete de Cunha para o segundo plano na primeira página do isento veículo carioca. 
 
Vai por aí a coisa.
 

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