“O mundo é muito duro com o pecado e mole com o pecador”.
Chamou-me atenção esta frase dita na homilia da Missa do Galo ontem à
meia-noite pelo Papa Francisco. Na hora me veio à mente o momento político
brasileiro, onde parte (a mais abastada) da sociedade tem sido muito dura com
um pecador e mole com o pecado. Ou seja, dura com um partido que ela julga
corrupto , e não sem razão, mas mole com outros igualmente corruptos e leniente
com a corrupção, que tornou-se endêmica no nosso país. Sendo assim, como esperar
que a indignação nacional manifestada nas ruas e nas redes sociais possa ter
algum resultado prático, se o alvo é um pecador e não o pecado? É de se pensar,
não?
Sérgio Moro deu entrevista à CNN e mostrou-se despreparado e por fora de tudo quando foi instado sobre problemas sociais. Não consegue se aprofundar em nada, não vai além do senso comum, seja qual for o tema abordado. Ele só não é tão raso quanto seu ex-chefe Bolsonaro, mas consegue ser pior do que o cabo Daciolo. O papo do ex-juiz tem a profundidade de um pires. Essa é a terceira via que a Globo e certos setores da elite e da classe média metida a besta defendem?
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