30 de janeiro de 2007

Ainda o CCZ

O fechamento do Centro de Zoonozes foi o assunto do dia ontem e, como previsto, ganha espaço na imprensa local nesta terça-feira. O destaque dado ao fato está jornalísticamente correto. Mas convenhamos, faltou mostrar a indústria poluidora e falar das ações possíveis para a correção do problema. Será que a poluição atingia apenas os empregados? E os animais sofrem alguma consequência com isso? E a solução será mesmo a transferência da indústria de reciclagem de óleo para outra área? E a outra área,que seria um ribeirão, não estaria sujeita à mesma poluição?
O problema, pelo que deixa claro o próprio release da Prefeitura, está circunscrito ao processo de reciclagem de óleo. Ele já existia quando o Centro foi construído em 2004 e não deixou de existir em 2006 quando o CCZ foi colocado em funcionamento. Talvez fosse mais sensato tentar acabar com a poluição, o que não deve ser tecnicamente impossível. Até porque, ela não pode deixar de poluir uma área e passar a poluir outra, que é o que parece estar para acontecer, face o encaminhamento que a administração municipal está dando ao problema.Como diria aquela personagem da Zorra Total:"Chupa essa manga!".

29 de janeiro de 2007

Falta bom senso

Impressiona a pirotecnia que a administração municipal está promovendo em cima do Centro de Zoonozes, construído na administração passada. Foi constatado que o local é inadequado para o funcionamento do mesmo? Muito bem. Então porque resolveram colocar o Centro para funcionar em 2006? Se tem lá uma empresa poluidora, que é a causa da desativação, nao seria mais coerente forçar a empresa a se enquadrar nas normas mais elementares de preservação do meio ambiente? O CCZ fica desativado e a empresa vai continuar lá poluindo aquela área? Informa o site da Prefeitura que a administração deverá providenciar outra área para a indústria de reciclagem de óleo, lá pelas bandas do Ribeirão Colombo. Então é assim que a coisa funciona: não se resolve o problema da poluição, apenas o transfere. Deixa de poluir lá e vai poluir acolá.
O Centro de Zoonozes, que custou meio milhão de reais é uma obra importantíssima. Tão importante que os animais vão continuar lá e pelo visto, assim que a empresa poluidora for poluir em outra freguesia, tudo volta ao normal. Simples, não? O interessante nessa história toda, é o momento em que a Prefeitura decide encontrar mais um motivo para se justificar perante a população, jogando a culpa de um problema que não parece tão complicado assim de resolver, em cima da gestão passada. Só por coincidência, a pirotecnia ocorre justamente quando a coordenadoria da Região Metropolitana toma conta do debate político e coloca em evidência a figura do ex-prefeito João Ivo Caleffi. Por que será? Como diria dindinha Alvina, fã incondicional de Sir Arthur Conan Doyle:"Elementar, meu caro Watson!

O que é e como será?

Muita gente, inclusive lideranças políticas, perguntam com insistência: o que é uma região metropolitana? Como ela funciona?
É compreensível esse desconhecimento. Afinal, o Brasil só passou a ter regiões metropolitanas em 1973, quando foram criadas as regiões de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Fortaleza, entre outras. A de Maringá foi criada em 1998, por lei aprovada na Assembléia Legislativa e sancionada pelo governador em exercício Cesar Lenz. O autor do projeto era o deputado estadual Joel Coimbra, um dos parlamentares mais atuantes que Maringá já teve. Joel pensou numa região metropolitana com oito municípios, mas o então Secretário do Planejamento , Miguel Salomão , era contra. Ele queria por que queria excluir iguaraçu e Ângulo. Joel insistiu e manteve os dois. Anos depois, mais precisamente em 2005, a deputada Cida Borgheti voltou a colocar a Região Metropolitana de Maringá na pauta das discussões. E, transcrevendo literalmente o artigo primeiro da lei original, acrescentou novos municípios. Mais tarde, apresentou outra emenda, ampliando o número para 13, o que na visão técnica de planejadores como Miguel Salomão, torna a região quase inadministrável.
Uma das conquistas básicas de uma região metropolitana é a integração do transporte coletivo, com pasagem unificada. Como fazer isso entre Maringá e Santa Fé e Maringá e Castelo Branco, por exemplo? O problema está criado e o o primeiro coordenador da RM de Maringá, João Ivo Caleffi, terá que se virar nos 30 para dar conta das cobranças que virão.
João Ivo, entretanto, deixa claro que seu papel será de coordenar politicamente as ações pela busca de melhorias para as cidades integrantes. Coordenação que será facilitada, ou dificultada, na medida em que as lideranças regionais (prefeitos, vereadores e entidades de classe) se envolverem na questão. Só a união de forças será capaz de ir buscar em Curitiba e em Brasília os recursos necessários à execução de projetos de infra-estrutura para cada uma das 13 cidades. João Ivo está focado nisso, e é o caminho da arregimentação de forças que ele quer trilhar. A partir daí,
buscar soluções definitivas para problemas comuns, como transporte, saúde e saneamento básico, principalmente nos municípios do entorno de Maringá.

Que fique claro, então, que a Região Metropolitana de Maringá não é uma panacéia. A seu coordenador não caberá solucionar os problemas que cada município tem, como andou dizendo o prefeito de Maringá, ao cobrar de João Ivo, antes mesmo dele assumir, soluções urgentes para a saúde e a falta de segurança nesta cidade.O desafio é grande, mas a tarefa de dar conta das demanda sociais aqui existentes será de todos os que tem poderes para propor e decidir.É o espírito coletivo e desprendido de vaidades pessoais dos persogans envolvidos neste projeto, que determinará o seu grau de sucesso. O resto é conversa pra boi dormir.

27 de janeiro de 2007

Aleluia!

Passei agora há pouco em frente ao número 1077 da Rua das Tipuanas, no Borba Gato, onde uma equipe da Saop está terminando de cortar a árvore gigante que ameaçava cair sobre a casa do Gilmar e da Isabel. O pedido para o corte é de outubro de 2005. O atendimento demandou muita reclamação, dezenas de telefonemas para a Ouvidoria , solicitações a vereadores, matéria na TV, etc e tal. Mas, antes tarde do que nunca. O corte começou na sexta-feira, o que já é um indicador do tamanho da tipuana ameaçadora. Dona Verônica, mãe do Gilmar, que todos na vizinhança chamam carinhosamente de Vó, suspirou aliviado: "Agora já posso dormir tranquila, sem acordar apavorada pensando que a árvore estava caindo. Aleluia!". Que Deus seja louvado, dona Verônica.

27/01/06

25 de janeiro de 2007

É ruim de aceitar!

O Rigon informou hoje que o prefeito Silvio Barros II quer Joel Coimbra na Procuradoria do Município. Depois de ouvir um sonoro não do advogado Wilson Quinteiro, tenho pra mim que Silvio ouvirá outro de Coimbra.
O ex-deputado e promotor de justiça aposentado tem um concorrido escritório de advocacia em Curitiba, em sociedade com o também promotor aposentado Ronaldo Botelho. Dificilmente, Coimbra trocaria o trabalho que realiza na Capital pelo cargo de primeiro escalão oferecido no município pelo prefeito.
Ocorreu-me a seguinte interpretação para este convite meio fora de hora: Silvio ficou irritado com a indicação do ex-prefeito João Ivo Caleffi para a coordenação da Região Metropolitana de Maringá. Por coincidência, o autor da lei que criou a mesma foi justamente Joel Coimbra, então um dos mais destacados representantes de Maringá na Assembléia Legislativa do Estado.

No viva voz

A irritação do prefeito Silvio Barros II com a confirmação do nome do ex-prefeito João Ivo Caleffi na coordenação da Região Metropolitana de Maringá ecoou numa sala fechada onde estavam, além de Nishimori, os deputados Odílio Balbinotti e Ênio Verri. Silvio teria falado cobras e lagartos do governador Requião. O aliado dos Barros Luiz Nishimori, que parece estar se desgarrando aos poucos, colocou o telefone no viva voz.

Governador confirma

O governador Roberto Requião ligou pessoalmente para o ex-prefeito João Ivo Caleffi e o convidou para o cargo de coordenador da Região Metropolitana de Maringá. Disse que virá a esta cidade em fevereiro dar posse ao ex-prefeito . O cargo, aprovado esses dias pela Assembléia Legislativa , tem status de secretaria de estado.

A RM foi criada em 1998 por lei de autoria do então deputado estadual Joel Coimbra e sancionada pelo governador em exercício Cezar Lenz, que assumira o cargo numa das muitas viagens do governador Jayme Lerner ao exterior. A lei previa, originariamente, 8 municípios, mas a deputada Cida Borghetti acrescentou mais 6, elevando a 14.O objetivo de Joel era, em primeiro lugar, conquistar a pavimentação da Estrada do Guerra , conhecida também por Estrada Miozótis, encurtando as diastâncias entre Maringá e Ângulo, Maringá e Iguaraçu e Maringá e Astorga. Com esta integração, ficaria mais fácil desenvolver a região e facilitar, principalmente, a conquista de recursos a fundo perdido para projetos de infraestrutura nos municípios limítrofes.
Os maiores beneficiados seriam Sarandi e Paiçandu, cidades conurbadas que se transformaram em grandes aglomerados urbanos, fruto principalmente de um processo de exclusão social promovido pelos gestores públicos de Maringá nas últimas décadas. João Ivo reconhece que Maringá tem uma enorme dívida social com Sarandi e Paiçandu, pois essas cidades acabaram experimentando um indesejável processo de inchaço, mercê da condição de cidades dormitórios que ostentam.

24 de janeiro de 2007

Pode não sair

O MEC não continua o mesmo com respeito a criação de novos cursos de graduação. É o que depreendo de entrevista concedida agora há pouco à Rádio CBN/Maringá pelo coordenador de assuntos universitários, Manoel Palácius, que aguarda cassação da medida cautelar que garantiu o curso de Medicina na Uningá. Ele criticou a medida judicial, lamentando que a Justiça dê ganho de causa a um mantenedor privado contra o interesse público. Se depender do Ministério da Educação, acreditem, o curso não sai.

23 de janeiro de 2007

CRM não gostou

O Conselho Regional de Medicina, por meio do seu delegado regional, Jorge Chamas, manifestou-se contrariado com a criação do curso de Medicina pela Uningá. O problema, justifica, é que a sociedade precisa de profissionais bem formados, em escolas com boa estrutura e curso criado a partir de critérios bem rigorosos. A preocupação do CRM, diz Chamas, não é com a quantidade, mas com a qualidade dos futuros médicos. O Cesumar também luta para implantar o seu curso de Medicina e a PUC/PR que já se encontra instalada em Maringá, pretende fazer isso também, mas vai dar um tempo. Quer se estruturar melhor.As primeiras informações dão conta de que a Uningá oferecerá, de cara, 100 vagas. A UEM, que já tem seu curso funcionanao há tempo, só oferece 40. Um detalhe: a mensalidade na Uningá, para os alunos aprovados já em fevereiro, deverá beirar os R$ 3 mil - 2.700, se ouvi direito na CBN.
Achei interessante a crítica do dr. Jorge, no que diz respeito à concepção elitista do curso ora criado. Só rico pode fazer Medicina. Isso exclui os vocacionados que não têm dinheiro.O MEC continua o mesmo com relação à proliferação de cursos superiores.As escolas superiores privadas se transformaram em verdadeiras minas.Ostentam instalações físicas suntuosas, enquanto as universidades públicas estão caindo pelas tabelas. Olhando o campus da UEM, dá uma tristeza danada de ver o estado de abandono de boa parte dos blocos. Enquanto isso, os campus privados são luxo só.Pesquisa e extensão? Bem, isso fica mais a cargo da universidade pública, onde realmente se produz o conhecimento científico.É bom sempre lembrar que a propdução do saber, por si só, não credencia país nenhum a galgar posição de vangarda.O saber acadêmico e o conhecimento são fundamentais para o desenvolvimento de um país, mas sem aprofundar na pesquisa científica, a sua caminhada será sempre a passos curtos. E trôpegos. Ainda mais quando o ensino torna-se refém do deus mercado.

A favor do golpe

O professor Manoel Gomes, que tem uma história a favor do ensino na região acaba de assumir a Secretaria Municipal de Educação e manifestar publicamente sua concordância com fim da escolha democrática dos diretores das escolas municipais, sacramentada na gestão Silvio Barros II. Uma pena!

22 de janeiro de 2007

Amigo da criança

Para dar a honraria de "Prefeito Amigo da Criança" , a Fundação Abrinq leva em consideração, entre outros itens, o índice de crianças na escola e nas creches, que passam a ter peso maior se forem, ao mesmo tempo, creches e pre-escolas. É o caso dos CMEIs de Maringá, criados pela gestão Zé Cláudio/João Ivo, em cuja gestão Maringá também foi contemplada pela mesma fundação. Os indicadores permanecem e graças a isso, Silvio vai receber o título que João Ivo recebeu em 2004. Se não inventarem de querer privatizar o sistema municipal de ensino, como ocorreu no passado com as escolas cooperativas, outros prêmios virão por aí. Parabéns para Maringá.

21 de janeiro de 2007

Só queria 7

Quando o deputado estadual Joel Coimbra apresentou o projeto da Região Metropolitana de Maringá, o então secretário do Planejamento do Estado, Miguel Salomão achava que nove municípios era demais.Ele era contra a inclusão de Iguaraçu e Ângulo. Joel insistiu. Até porque o objetivo inicial do projeto era conquistar o asfaltamento da Estrada do Guerra, reduzindo significativamente a distância entre Maringá e Iguaraçu e também, Maringá e Astorga. Hoje a RM tem 16 municípios, graças a emenda da deputada Cida Borgheti, que incluiu até Nova Esperança. O que pensaria dessa nova configuração da Região Metropolitana de Maringá o secretário do planejamento do governo Lerner? Salomão é atualmente consultor da ONU em Angola.

20 de janeiro de 2007

Objeto do desejo

A Coordenação da Região Metropolitana de Maringá é o objeto do desejo de 9 entre 10 lideres políticos, dirigentes partidários e executivos ligados à ACIM/CODEM.O cargo tem status de secretário de estado. O nome a ser referendado pelo governador Roberto Requião deverá ter densidade político-eleitoral. E claro, deverá ser ungido pelo trio Odílio Balbinoti, Luiz Nishimori e Ênio Verri, os parlamentares que Requião escolheu para comandar o processo de preenchimento dos cargos estaduais em Maringá e região da Amusep.

Saiu agora

O vereador Belino Bravin saiu agora há pouco do Hospital Santa Rita, onde esteve internado por alguns dias com problemas cardíacos. Pelas informaçoes que circularam nos meios políticos ele foi submetido a uma angioplastias, mas está tudo bem. Bravin já se encontra na sua casa, em Floriano.

O vereador, destaque do assistencialismo em Maringá, é o nome dos sonhos do deputado Ricardo Barros para ser vice de Silvio na busca da reeleição em 2008. O problema de saúde adiou a conversa sobre a ida de Bravin para uma secretaria de assuntos comunitários, criada especialmente para ele fazer com mais estrutura o trabalho de assistencia social nos bairros. É por causa dessa atuação que ele colhe votos de balaio a cada eleição que disputa. Na última, fez uma votação expressiva para deputado estadual. Quase chegou lá. Poderia ter chegado, caso não levasse algumas rasteiras do comandante do grupo que agora o afaga.

19 de janeiro de 2007

Surpresa maior...

Estive hoje de manhã no escritório do amigo advogado José Cícero de Oliveira, alagoano de quatro costados que acaba de voltar de Maceió, onde reviu parentes e amigos e tomou muita água de côco na praia. Disse que ficou surpreso com o resultado das eleições de governador e senador no seu Estado. João Lira comemorava a vitória, quando as urnas o surpreenderam, elegendo Teotônio Vilela Filho. O candidato dele ao senado, ex-governador Reinaldo Lessa, também caiu do cavalo. Os alagoanos preferiram eleger o ex-presidente Fernando Collor de Melo para ocupar uma das tres cadeiras de Alagoas no Senado da República.

O resultado da eleição deixou o grande usineiro e pai da bela Tereza Collor "vendendo azeite". Agora com a greve dos servidores e as dores de cabeça que o eleito sente devido a paralisação, certamente Lira está se sentindo vingado.

Mais de 500%

O advogado trabalhista Cícero Moreira dos Santos (ex-presidente do SINCOMAR) ficou irritadíssimo quando recebeu os carnes de IPTU de dois imóveis de sua propriedade. Uma data no condomínio horizontal Monte Hroum tributada em R$ 143,00 em 2006 teve seu IPTU elevado para R$ 792 agora em 2007. E a casa que ele tem na Rua das Camélias onde pagou R$ 244,00 no ano passado, terá que pagar R$ 666,00 este ano. Ele disse que pediu revisão nos dois casos, mas a frieza com que foi atendido na Prefeitura o desanimou.

Roubo inusitado

Uma mulher do Rio Grande do Sul foi presa em flagraqnte na última quarta-feira furtando livros no BIG, em Maringá. Até os policiais que a prenderam acharam curioso o tipo de produto furtado, que realmente não é comum por aqui. Entre os lívros que ela já tinha colocado na bolsa estava o Código Da Vinci.

Será?

Eu não ouvi, mas o amigo Elias Brandão publicou no seu blog que o novo chefe de comunicação da Prefeitura, jornalista Diniz Neto, disse na CBN que tem gente jogando lixo nas ruas para prejudicar a administração SBII. Será que o Diniz falou tamanha besteira? Se o Elias ouviu,confio no Elias. Era só o que faltava! Culpar a adminstração passada pela sua incompetência não dá mais, então a saída encontrada pela administração pepista (eu disse PePista), foi a do complexo de perseguição. É mole? Ainda bem que o Macaco Simão descobriu que "é mole mas sobe".

18 de janeiro de 2007

Camaleão

Em Brasília o deputado Reicardo Barros é da base aliada do governo Lula, em quem derriça a madeira quando chega por aqui. Dizem que é um dos articuladores da candidatura Arlindo Chinaglia a presidente da Câmara. Aqui, faz de tudo para aplicar rabos de arraia no PT. Aquí ele bate, lá ele assopra e beija o lugar da pancada.Qual a cor do primeiro irmão? Sabe-se lá, sô! Depende muito da posição do Sol.

Fome de anteontem

Um peemedebista grita para um amigo no meio da rua, bem no centro de Maringá:"Caramba! O PT está com uma fome danada no governo Requião. Está tomando conta de tudo. Em maringá , está dominando os cargos de chefia. Estão tirando até a Mônica Grilo, da Secretaria do Trabalho".
Lembrando: o novo Secretário do Trabalho será o presidente estadual do PT, deputado André Vargas. O governador quer manter o ainda secretário Emerson Nerone como diretor da Secretaria, cargo que exerceu quando o secretário era o Padre Roque. Mas o PT estadual não quer de jeito nenhum. em Maringá, André Vargas deverá nomear Thelma Maranho para o lugar da Mônica. Thelma foi Secretária de Assistência Social na gestão petista de José Cláudio (in memorian) e João Ivo Caleffi.

12 de janeiro de 2007

O vice do assistencialismo

O vereador Belino Bravin coçava a cabeça hoje a tarde na Câmara e resmungava quando perguntado:"Vô aceitá esse negócio não sô! Prefiro continuar sendo vereador, porque é isso que eu sou é isso que o povo quer que eu seja".
Bravin não deixa de ter razão, mas só não será Secretário de Assuntos Comunitários do Município se o deputado federal Ricardo barros não quiser. E Ricardo quer. "Se ele quer, seja feita a sua vontade", ironizou um outro vereador, que não tem dúvida sobre o fato de que Bravin tornar-se-a secretário municipal por livre e espontânea pressão.
Como entender a jogada dos Barros para fazer do vereador mais popular de Maringá o vice de Silvio ou de quem quer que venha ser o candidato do clã em 2008? Simples, quase elementar: Bravin é o campeão da assistência social na cidade e tem inserção muito forte na periferia, aonde quebra galho de todo mundo, arruma amblância,internações, cestas básicas e por aí vai.
E por que ele não conseguiria resistir ä um "pedido" não do prefeito, mas do irmão , o deputado Ricardo Barros? Bem, o tipo de assistência social que o verador faz na cidade não sai barato, não. Não dá pra imaginar que ele conseguiria fazer frente a tantos gastos com recusos próprios. Eis a questão: quem disponibiliza os meios para que Bravin faça assistencialismo com tanta desenvoltura? Um doce de côco e um picolé de baunilha para quem adivinhar.

9 de janeiro de 2007

O entusiasmo,a frustração...

Um caminhão coletor passou agora de manhã pelo Jardim Iguaçu, mais precisamente na Rua dos Gerânios, onde os sacos de lixo estão empilhados nas lixeiras e nas calçadas. Uma senhora que colocava o lixo domiciliar na rua, viu o caminhão se aproximar e, entusiasmada, não conteve a alegria. "Até que enfim, até que enfim, até que enfim!", cantarolou. O caminhão passou direto, a toda, com tres garis pendurados atrás. "Filhos da p!", reagiu, com um misto de raiva e frustração. Não foi dessa vez que sua majestade mandou tirar o bode da sala.

8 de janeiro de 2007

Antídoto

O marketing é um ótimo antídodo para a indignação popular. Quando a coisa vai mal, quando o gestor público se mostra incapaz de atender as demandas da cidade, marketing no povão insatisfeito. Nada como um comercial atrás do outro, um elogio de um apresentador amigo aqui, outro acolá. Verba para publicidade tem, afinal a lei permite o gasto e os denunciadores públicos nem sempre estão atentos ao conteúdo das mensagens que circulam no rádio e na TV.Sendo assim, qual o problema em negligenciar a manutenção da cidade? A colocação do bode na sala para posterior retirada é uma tática lendária mas que dá rsultado. Ainda mais quando a espessa nuvem da bajulação faturada, encobre a nudez de sua majestade.

Insatisfação geral

A manifestação de descontentamento de uma sra. da Zona 2 contra a administração municipal não é única e o lixo que se acumula naquele bairro nobre não é um fato isolado. A cidade toda está às moscas e os sacos de lixo acumulados nas calçadas fazem a alegria dos cachorros vira-latas, ou melhor, rasga saco. Portanto, o prefeito Silvio Barros II merece, com louvor, a medalha de honra ao mérito da Associação Maringaense de Proteção ao Cão de Rua que nunca, em tempo algum, teve tanto lixo para revirar como agora.

7 de janeiro de 2007

Despedida

A Paróquia Nossa Senhora de Guadaluppe despediu-se hoje do padre Luiz Knuppi, que assume em fevereiro uma função importante no Seminário Diocesano de Londrina. Antes vai a Florianópolis fazer mais um curso de especialização em teologia. Padre Luiz celebrou sua última missa neste domingo de manhã . Muitos fiéis - homens e mulheres - choraram ao se despedir do sacerdote, que vai deixar muita saudade, pelo seu carisma, pela sua determinação na luta pela construção do novo templo da paróquia e sobreduto, pela maneira carinhosa de se relacionar com a comunidade. Padre Luiz é um homem centrado nas questões sociais, não se afasta um milímetro da sua ação evangelizadora, mas está sintonizado na opção preferencial que a igreja da Rerum Novarum e de Puebla tem para com os pobres.

Não duvido nada!

Essa do Silvio B II no PMDB é o fim da picada.Mas como em política tudo é possível, não seria de espantar a gente ver boi voando por aqui. Todo mundo sabe os problemas pessoais que sempre existiram entre Requião e Ricardo, afinal, o homem que manda prender e manda soltar na atual administração municipal de Maringá. Ideologicamente a diferença é abissal. Silvio, que pensa igualzinho ao irmão, é neoliberal confesso, se pudesse entregava a administração pública à iniciastiva privada. Requião pensa exatamente o contrário. O governador é um defensor do estado forte, tem concepções sociais que passam milhas marítimas distante dos Barros. Se ocorrer esse ingresso absurdo do prefeito de Maringá no PMDB , caberão algumas perguntas: como ficam pemedebistas históricos como Crispim, Grilo e o exército formiguinha que há anos vem fazendo das tripas coração nas campanhas de Requião? E como entender o que se esconde atrás das intenções dos Barros, cujo articulador-mor não dá ponta sem nó? É esperar pra ver. Não acredito, mas duvidar não duvido.

5 de janeiro de 2007

A propósito da RM

Já que estou falando em exclusão social , em inchaço das duas cidades conurbadas, lembro que seria de fundamental importância, principalmente para Sarandi e Paiçandu, a Região Metropolitana sair do papel. Já se vão quase 10 anos da aprovação e promulgação da lei do deputado Joel Coimbra e até agora continua tudo no papel.
A deputada Cida Borgheti tentou capitalizar em cima da RM há um ano e pouco atrás, com a apresentação de um projeto que transcrevia literalmente o artigo primeiro da lei sancionada, mas acrescentando alguns municípios. E com a força de uma imprensa amiga, passou a imagem de que estava fazendo um grande trabalho pela implantação da Região Metropolitana de Maringá. Estranhou-me na época, o silêncio do ex-deputado Joel Coimbra, legítimo pai dessa criança. Estranhou-me também a passividade dos prefeitos Cido Spada (Sarandi) e Moacir (Paiçandu), diante daquela farsa toda. Achei , então, que tanto Cido quanto Moacir, os maiores interessados na questão, deveriam tomar para si a bandeira da implantação da RM, que para sair do papel continua dependendo apenas de um ato administrativo do governador. E para que isso aconteça, só mesmo com uma mobilização política das lideranças regionais, os prefeitos de Maringá, Sarandi e Paiçandu à frente. Só que as ações precisam ser apartidárias . E, necessário se faz, que a fogueira das vaidades acesa em 2005 se apague. Que digam não à política do p minúsculo!

Começou com o primeiro irmão

O IPTU era, até 1988, um imposto de somenas importância nos cofres da Prefeitura e no bolso do proprietário de imóvel. O município o tinha apenas como uma fonte de arrecadação menor - em torno de 3% do orçamento , para fazer frente a despesas de manutenção do Paço e secretarias. De lá pra cá os critérios mudaram, aqui e em quase todos os municípios brasileiros. Coincidência ou não, o fato é que foi a partir da administração Ricardo Barros que o IPTU passou a incomodar o bolso do contribuinte. E por conta de uma supervalorização imobiliária, em muitos casos propmovida artificialmente, Maringá tornou-se uma cidade excludente. Isso explica os processos de inchaço de Sarandi e Paiuçandu, este em menor escala.
Sarandi recebe hoje em torno de 70 famílias por mês. A maioria vem de fora para morar em Maringá. Não consegue porque o custo dos imóveis aqui é elevadíssimo - tanto para compra como para locação.
Portanto, Maringá tem uma dívida social enorme com os dois municipios vizinhos, principalmente com Sarandi.
A polêmica do IPTU, que ficou praticamente congelada nos quatro anos do governo do PT, que se bem me lembro, fez apenas uma correção da planta genérica, volta agora com tudo. Os contribuintes estão novamente irritados, porque há
casos concretos de aumento de até 100%.
Lembro-me bem que no final de 2004, já em dezembro, último mês da gestão petista, fizeram uma pressão danada pera que o prefeito João Ivo mandasse mensagem para a Câmara, majorando o IPTU em até 20%. Houve pressão também para que o prefeito aumentasse a passagem do transporte coletivo urbano , ao mesmo tempo em que se dispusesse a sancionar lei que os vereadores aprovariam a toque de caixa, isentando a TCC de ISSQN. Tal manobra facilitaria ao prefeito que iria assumir em janeiro, baixar a passagem para os níveis que havia prometido em campanha. João Ivo se recusou, chegando a sugerir que o prefeito eleito Silvio Barros estava querendo usar a mão dele João Ivo para bater na cara do povo.
Diante da negativa do prefeito petista, alguns vereadores , que já andavam irritados com João Ivo por este ter se recusado a enviar mensagem ao Legislativo antes das eleições, aumentando os salários do prefeito, do vice e do secretariado, ficaram fulos da vida com o episódio da passagem de ônibus. Lembro-me de um diálogo do João com o João - Ivo e Alves. "Peraí João, quem pode garantir que voce não será o próximo prefeito. É quase certo que será. Então será voce mesmo o beneficiário do salário mais alto", disse o presidente da Câmara. João Ivo respondeu"Não se preocupe com isso, porque sou professor, sempre vivi com salário de mil e quinhentos a dois mil. Portanto o que o prefeito ganha hoje para mim já é uma fortuna. Se for eu o prefeito a partir de 2007, o atual salário tá pra lá de bom. Se for outro, problema do outro". E encerrou o assunto.
Ressalto que o interesse dos vereadores na majoração do salário do prefeito tinha a ver com o fato de que fazendo isso, os vereadores se desgastariam menos ao aumentarem os próprios salários.
O que pretendia o grupo político vitorioso nas eleições de outubro de 2004? Naturalmente jogar o ônus das majorações impopulares em cima da administração anterior. Não conseguiram, mas com o passar do tempo mostraram à população a que vieram. Não concordo com a máxima de que cada povo tem o governo que merece. Sinceramente, Maringá não merece isso. Apesar do erro cometido nas urnas.

4 de janeiro de 2007

Estão exagerando

Lamento que os comentários de algumas notas que dou neste blog estejam servindo para bate-bocas e baixairas de pessoas que nem ao menos se identificam. Não sei ainda como fazer isso, mas vou me esforçar para não ser tão analfabeto informático para, pelo menos, excluir as ofensas pessoais. Enquanto isso, peço a compreensão dos leitores e um pouco de bom senso aos que andam passando dos limites. O espaço dos comentários deveria ser livre, mas infelizmente tem gente que se esconde atrás do anonimato para destilar um tipo de veneno que o Butantan certamente não aceitaria para a fabricação de soro antiofídico.

Coisas do cartel

O álcool e a gasolina recuaram novamente. O sobe-desce já está dando no saco do consumidor que,neste caso específico, prefere o desce. O cartel desafia os gestores públicos não é de hoje. Em Maringá, virou caso de PROLÍCIA - coisa para força tarefa entre Procon e Polícia.

Cresce o nariz

Em entrevista ao Paraná TV agora há pouco o chefe de gabinete do prefeito Silvio Barros II, Ulysses Maia, tentou ser polido ao falar do relatório da CGU. Se esforçou para ser imparcial, mas acabou escorregando no final da sonora .Disse que a esmagadora maioria das irregularidades é da administração anterior. O relatório está no site da Controladoria para quem quiser ver. O Rigon, que noticiou o relatório em primeira mão, já havia dado uma prévia. Está lá, claro como água da fonte: os problemas maiores e mais graves ocorreram de 2005 para cá. Ulysses, Ulysses!