31 de dezembro de 2012

Que em 2013 devolvam a minha utopia

2013 será o ano do peixe, da redenção da nossa justiça e da nossa política, com o fim dos assaltos à bolsa da viúva. E que , enfim, São Pedro se apiede do Nordeste e mande chuva em abundância, mas sem tempestades, para aquele povo sofrido e guerreiro. Claro, o nordestino é antes de tudo um forte, como já dizia Euclides da Cunha, mas não há fortaleza que resista a tanto tempo de seca.
E que Alá ponha um fim na sanha belicista dos Benjamins Netanyahus da vida, bem como na irracionalidade dos fundamentalistas que habitam o Oriente Médio. O mundo quer paz, os brasileiros querem paz, alegria e ética na política. Eu quero que devolvam a minha utopia.
Feliz Ano Novo a todos os homens e muheres de boa vontade. Amém!!!

29 de dezembro de 2012

Pesquisa cria cenário inesperado na sucessão estadual



A Gazeta do Povo publica sondagem da Paraná Pesquisas para a única vaga do Estado no Senado da República em 2014. Álvaro Dias lidera com 64,63%, seguido de Ricardo Barros com 10,85%. Isso no primeiro cenário, considerando que Álvaro e Osmar não disputariam a mesma cadeira, pois isso faz parte de um pacto de família. No cenário em que Álvaro abre mão da disputa, Osmar fica com 61,63% das intenções de votos contra 9,82%  Ricardo.
Apesar de ainda estarmos a mais de um ano e meio da eleição, a pesquisa mostra que uma das três cadeiras do Paraná no Senado da República ficará com a família Dias. Os números indicam também que nem Álvaro e nem Osmar podem ser descartado na luta pelo Palácio Iguaçu. Continuando no PSDB, o problema de Álvaro será a legenda, posto que hoje ele é quase persona non grata no ninho tucano da província.
Tivesse Requião vencido a eleição para  o diretório estadual do PMDB, os dois poderiam se entender, já que Requião ainda terá mais quatro anos de mandato no Senado. De qualquer forma, Álvaro pode mudar para outro partido qualquer e numa composição meio “trio parada dura” , sair para governador, deixando o Senado para o irmão mais novo.
Essa pesquisa, por mais que pareça precipitada, ajuda a criar um novo cenário no Estado para as eleições do ano que vem. Aposto um suco de cajá como os dois Dias estarão na disputa, com apoio de Requião. Beto Richa que coloque suas barbas de molho.

A autocrítica de um petista ilustre



O governador gaúcho Tarso Genro, um dos melhores quadros do PT, disse em entrevista à Folha de São Paulo que seu partido  precisa esgotar a “agenda de solidariedade” aos condenados no mensalão. “Já falamos o suficiente sobre isso”, concluí.
A verdade é que o PT tem se transformado em verdadeiro “escritório de explicações” (expressão do próprio Genro). E claro, vive tentando justificar  o baton na cueca. O governador do Rio Grande do Sul tenta colocar as coisas no seu devido lugar, chamando o PT a uma espécie de reflexão sem dor:
“Nossa agenda não pode ser ficar a vida inteira explicando a ação penal 470 [o mensalão]. E nem uma agenda que seja predominantemente de solidariedade aos companheiros condenados. Eles têm de ter a solidariedade devida em função de um julgamento sem provas, mas é uma agenda que o partido tem de esgotar. Quando falo que nossa agenda não pode ser composta por um escritório de explicações quero dizer que já falamos o suficiente sobre isso. A ação penal, para nós, é história agora”.

27 de dezembro de 2012

Milton, Rolando Lero e a esgrima das palavras



O colega Milton Ravagnani, temos que reconhecer, é um verdadeiro esgrimista da palavra. Lendo sua coluna de hoje em O Diário , me convenci: o prefeito eleito de Maringá,  Roberto Pupin, não poderia ter escolhido Secretário de Comunicação melhor do que ele. Acertou na mosca, pois.
Milton tem habilidade para tentar justificar o que parece injustificável, neste caso específico, o número excessivo de CCs a ser nomeado pelo futuro chefe: “O que acontece é que a cidade cresceu e os serviços oferecidos, também. E, dentro dessa estrutura, parece compreensível que a administração mantenha nos postos avançados de atendimento ao cidadão alguém de confiança para implementar as políticas públicas negociadas com a sociedade durante a campanha eleitoral. Sem o controle da máquina, como imaginar que o prefeito vai cumprir os compromissos firmados com a população durante a campanha?"

Até certo ponto os argumentos são consistentes. Digo até certo ponto porque na seqüência Milton dá algumas escorregadelas na escada rolante da contradição. Por exemplo:"E nem sempre o objetivo de atender aos anseios da população é o mesmo de subgrupos com interesse eleitoral. Por causa disso, há no poder público um considerável aparelhamento de tendências partidárias que não pode ser desprezado”.

Milton considera normal o inchaço da máquina, em nome dos  acordos partidários feitos durante a campanha. Justifica , enfim, que para cumprir seus compromissos de palanque o prefeito precisa atender indicações de apoiadores, nomeando o que no popular se chamaria de apaniguados.

É muito clara a posição pouco republicana do  futuro secretário quanto ao grau de confiança que ele tem nos servidores de carreira quando o assunto é execução de programa de governo defendido em palanque. Ora, até as pombinhas da Praça Raposo Tavares sabem que  Maringá tem um quadro próprio enorme, compatível com o tamanho da cidade e, justiça se faça, altamente qualificado.
 Não me vem à cabeça neste momento nenhuma lembrança do impagável Rolando Lero, mas ainda bem, meu caro Milton “que o funcionalismo é um corte longitudinal da sociedade, com tendências políticas e ideológicas definidas”.

26 de dezembro de 2012

Por meio de uma manobra contábil ridícula,os Barros continuam no palanque




A rejeição das contas de 2004 (administração do PT) é quase uma obsessão para um certo cacique político local, que  já em 2008 botava pressão sobre os vereadores da base, para que aprovassem o parecer do Tribunal de Contas do Estado. O TC não rejeitou as contas do ex-prefeito João Ivo mas as encaminhou à Câmara Municipal com recomendações para que o fizesse.
2008, afinal era ano eleitoral, e João Ivo,  candidato a prefeito, o mesmo acontecendo com Ênio Verri, Secretário Municipal de Fazenda no período em que Zé Claudio (+) exerceu o cargo de prefeito. Com o falecimento do titular, o vice João Ivo assumiu e Verri  passou a ocupar a Secretaria de Governo.
Estranho que quatro anos depois das investidas de Ricardo Barros pela rejeição das contas de 2004, o assunto volta à tona. Tentaram botar pilha durante o processo eleitoral mas como não deu, continuam insistindo . Por que, se a eleição acabou? Ora pois, não acabou ainda se considerarmos que a vitória do  prefeito eleito Roberto Pupin continua dependendo de decisão colegiada do TSE.
Mas é preciso esclarecer melhor os fatos que levaram à recomendação do TC pela rejeição das contas. Seguinte: João Ivo não conseguiu cumprir o percentual mínimo (25%) de investimento na educação em seu último ano de mandato. Não conseguiu em termos, porque as obras da área de educação que estavam em andamento ficaram empenhadas para serem pagar pelo sucessor. E o que fez o sucessor? Simplesmente cancelou os empenhos.
Segundo estudo do vereador Humberto Henrique , Silvio Barros II não só cancelou os empenhos como enviou relatório fiscal ao TC em desacordo com a legislação. Humberto Henrique, disparado o melhor vereador da atual legislatura joga um facho de luz na escuridão provocada:

“C, considerando o montante excluído do orçamento enviado para o TC, o município atingiu índice de 25,57% na área da educação, portanto acima do mínimo exigido, que é de 25%. Estes dados não foram analisados pelo Tribunal porque a administração dificultou o acesso aos dados contábeis”.

22 de dezembro de 2012

É Natal


                                                                             . Elza Correia


Sem nenhuma pretensão de ser desmancha prazer de ninguém compartilho teimosas reflexões. Normalmente, nesta época do ano, fico banza, cabisbaixa, quase triste! Tentar saber a razão deste sentimento, já desisti faz tempo! Tenho cá comigo que isto deva ter sido gestado ainda em minha infância, quando passamos vários Natais na maior penúria! No fundo, no fundo, esse consumismo exacerbado, a comilança beirando a gula, o corre-corre frenético atrás dos presentes, me dá gastura… E a árvore? Verdinha coberta de neve de mentirinha. O Papai Noel, sem querer generalizar, muitas vezes é trabalhador desempregado fazendo um “bico” para comprar seus próprios presentinhos, ardendo em chamas em suas vestes (que já foram verdes, agora vermelhas por intromissão da Coca Cola), barba falsa de algodão desfiado ao lado de trenó puxado por renas siberianas, distribuindo balinhas o dia todo, sentado em cadeirões nada confortáveis, badalando sininhos que devem tilintar até quando dormem… Que doideira!

. Elza Correia (vereadora eleita pelo PMDB de Londrina)




 É Natal II
 
. Padre Orivaldo Robles (resumido)




Nesta época de Natal, é comum pessoas afirmarem que são tomadas por tristeza, não por alegria. Mal começa dezembro e, para convocar todos às compras, irrompem melodias natalinas, não executadas, mas marteladas de manhã à noite em nossos desesperados ouvidos. No coração de boa parcela do povo se instala um sentimento de estranha melancolia. Bestificados pelo vulgar brilho de luzinhas chinesas e ruídos ininterruptos que dominam as ruas, não nos damos conta dos infelizes que tudo fariam, se pudessem, para deixar de atender a incontrolável volúpia de comprar.
Todo final de ano é a mesma ladainha. O Natal volta de novo. Faz renascer a esperança de que, desta vez, uma vez, quem sabe, conquistem o decantado feliz Natal e próspero Ano Novo. Cá para mim, calculo ser esse o motivo da incômoda tristeza que muita gente vive no Natal.
 Tempo houve em passado assim nem tão distante, quando não se acendiam luzinhas, não se tocavam musiquinhas nas ruas, não brilhavam shoppings nem se entupiam calçadas com gente carregando pacotes e sacolas coloridas. Em compensação, os rostos estampavam sorrisos. Havia verdade nas palavras, confiança nos olhares, franqueza nos corações. Não essa violência que agora tanto assusta. Ninguém queria ser melhor nem mais importante que ninguém. O Natal se festejava com uma refeição mais caprichada e festiva. E com mais pessoas à mesa. Talvez a gente vivesse Natal no ano inteiro. Ou, pelo menos, tentava.
É… Acho que muita gente tem razão de ficar triste nos natais de hoje.