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É preciso luz sobre o projeto de Niemeyer que Maringá abortou

Ao ler a coluna do Milton Ravagnani hoje no O Diário (impresso) , lamentei a ausência do ex-prefeito Said Ferreira, que já não faz mais parte do mundo dos vivos. Pelo seguinte: Milton, certamente com base em informações de Ricardo Barros, coloca no ex-prefeito falecido a responsabilidade pela não execução do Projeto Ágora, concebido pelo grande arquiteto Oscar Niemeyer. Ao próprio jornal, Ferreira teria dito em uma entrevista que o Agora foi inviabilizado pela dificuldade de continuação das avenidas Herval e Duque de  Caxias, mas para Ricardo (e claro para o Milton) o problema foi de carência de recursos financeiros.
O ponto que quero questionar é o da agora manifesta opinião de Ricardo Barros de que ele tentou  tirar o projeto original o Novo Centro da gaveta.
Said não está aí para desmentir isso, mas certamento o faria, lembrando que as lambanças dos terrenos daquela área teria sido feita no período 1989/1992. Quando voltou à prefeitura em 1993, Said se deparou com o imbróglio dos lotes que segundo me confidenciou uma vez,  dificultava o andamento natural do Projeto Agora por ele sonhado e colocado no papel pelo maior arquiteto que o Brasil já teve.
Hoje,  Said Ferreira certamente não fugiria desse debate com Barros sobre os descaminhos que  o belo projeto que Niemeyer tomou.
Aliás, aproveito para sugerir ao Advogado Alberto Abrãão |Vagner da Rocha, que foi procurador jurídico do município e ouvidor na segunda gestão Said e depois se tornou advogado do ex-prefeito, para que venha a público esclarecer essa questão. Tudo bem que agora o Alberto está do lado dos Barros (apoiou Pupin no segundo turno), mas acho que ele teria amplas condições de colocar os pingos nos is.

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