30 de abril de 2015

O infame Beto Richa



                                         . Direto do Blog do Luis Nassif 


" Hoje em dia, há uma disputa ferrenha para definir o governo mais inerte: se o de Dilma ou de Alckmin.
Mas nada se equipara ao desastre completo que se observa no Paraná.
O massacre que a Polícia Militar impôs, ontem, aos professores que manifestavam contra o governo entrará para a história política contemporânea como o dia da infâmia.                                                               
200 pessoas feridas, 15 em estado grave, uma covardia sem fim, cujo único gesto nobre foi o de 17 policiais que se recusaram a atacar os manifestantes – e foram punidos por isso.
É apenas o desfecho de uma gestão desastrosa, que quebrou o estado. Mas reflete um estado de espírito que se apossou do partido, quando substituiu os intelectuais por pitbulls de baixíssimo nível.
Nos últimos anos, a reboque da mídia, a única bandeira que o partido cultivou foi o antipetismo – como se fosse possível se tornar alternativa de poder sendo apenas anti.
Hoje em dia definha o PT e definha o governo Dilma, o país está rachado ao meio, há um ódio permanente no ar. A política econômica procede a aumentos sucessivos da taxa Selic, com a atividade econômica agonizante. E o governo patina sem um projeto de país para oferecer.
Seria o momento de se apresentarem os mediadores, os que conseguissem ser a síntese das políticas sociais do PT com a visão de mercado do velho PSDB desenvolvimentista.
Mas a miopia reiterada dos seus gurus, a falta de visão estratégica, o personalismo absurdo de uma geração geriátrica que se aboletou no poder, impediu a renovação do PSDB e permitiu que o infame Beto Richa se tornasse a cara do partido.
***
O que Richa fez foi apenas externar, com atos, a virulência desmedida da cara do partido, os Aloysios Nunes, Aécios Neves, Carlos Sampaios, Josés Serras.

Não foi à toa que, nas últimas eleições, a parcela mais moderna do empresariado paulista saltou fora do bonde do PSDB e tentou fazer alçar voo a candidatura de Marina Silva".

Testemunha ocular



"Só nos tempos da ditadura presenciei ato de tamanha covardia! 
Ninguém me contou, eu estava lá! Eram milhares de policiais fortemente armados, cães treinados, spray de pimenta, jatos d’água, balas de borracha e um impertinente helicóptero com intimidatórios voos rasantes cuspindo bombas sobre as cabeças de professores e professoras, trabalhadores da saúde, agentes penitenciários, jovens estudantes, cujas armas usadas eram apenas suas bandeiras, apitos, cartazes reivindicatórios e slogans que pediam respeito aos seus direitos, nada mais!
Dentro da Assembleia 19 deputados lutavam brava e heroicamente para não votar o projeto que saquearia aos recursos da previdência dos trabalhadores, contra 31 convencidos de que não tinham absolutamente nada a ver com a truculência que acontecia lá fora. De fato o que interessava ali era sem questionar, “fazer tudo o que o rei mandasse”...
Lamentável, assustador e brutal. O que aconteceu hoje em Curitiba reafirma nossa preocupação de que enquanto lutamos para consolidar a democracia, os dispositivos da ditadura continuam armados e prontos para serem usados a qualquer momento, bastando para isto ter por perto um incompetente e endividado alcaide que resolva brincar de governar!".


. Da vereadora de Londrina e ex-deputada estadual Elza Correa

29 de abril de 2015

Ditadorzinho

Ditadorzinho de meia tigela solta a tropa, também mal remunerada e tratada no chinelo, pra cima dos manifestantes que ocupam o Centro Cívico de Curitiba. Esta tarde, mais do que qualquer outra, está sendo marcada pela violência explícita das forças policiais contra quem luta pelos direitos, inclusive dos próprios PMs. Eita mundão velho de guerra!

Tiro no pé

As  mudanças na ParanáPrevidência pode ser um baita tiro no pé do governador Beto Richa. Se a  lei aprovada pela Assembleia Legislativa ferir de alguma forma a Constituição, ela será declarada inconstitucional. Nesse caso, o Paraná perde todos os repasses voluntários da União, segundo anunciou o ministro da previdência, Carlos Eduardo Gabas.

27 de abril de 2015

O Paraná de volta à greve

Os professores da rede estadual de ensino estão novamente em greve a partir de hoje. Os professores das universidades de Maringá, Londrina e Ponta Grossa, já estavam parados desde a semana passada. Nesta segunda-feira haverá manifestações no Centro Cívico, onde fica o Palácio Iguaçu e a Assembleia Legislativa. Os professores vão à guerra, certos de que enfrentarão um esquema prévio de segurança dos mais pesados e hostil a qualquer manifestação pública de protesto contra o governador Beto Richa.
Apesar de todo esse clima, Richa não desiste de pegar o dinheiro do fundo previdenciário para cobrir rombo das finanças do Estado. Os servidores, claro, temem pelo futuro da ParanáPrevidência  e sua capacidade de pagamento dos aposentados e por isso voltam às ruas com toda a força.” É boca escura”, como diria o Pinga Fogo.


Pra refletir

" Se misturamos a vontade de ter dinheiro com a política estamos fritos. Quem gosta muito de dinheiro tem que ser tirado da política. É preciso castigar essa pessoa porque ela gosta de dinheiro? Não. Ela tem que ir para o comércio, para a indústria, para onde se multiplica a riqueza".
. Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai

24 de abril de 2015

Este seria aquele amanhâ?


Diz o jornalista Kiko Nogueira (O Diário do Centro do Mundo) que Sérgio Moro tem tudo para ser um novo Joaquim Barbosa, que no STF encarnou um padrão de juiz vingador.Ambos servem ao mesmo propósito, que é se consolidar como salvadores da pátria, o sujeito que vai acabar com a praga da corrupção no Brasil. Não conheço pessoalmente Sérgio Moro, mas lembro dele ainda menino, em companhia do pai, Dalto Moro, que foi meu professor de Geografia na UEM.

23 de abril de 2015

Maringá-2016, o enredo não me é estranho



Quais serão os principais atores da cena política de Maringá em 2016? Ricardo Barros, com certeza,  estará acima do palco, com uma cruz de madeira numa das mãos, manipulando os fios de quem ele escolher para encantar a serpente e arrancar aplausos (e votos) do respeitável público.
 E quem irá roubar a cena, fazer com que os espectadores desviem sua atenção para o lado de fora do teatro? Haverá alguém com tamanho potencial artístico? Olhando para o cenário que a política local nos apresenta hoje, diria, sem medo de errar, que as opções são diminutas. No máximo poderemos ter a referência ética de Humberto Henrique contra o condomínio barroso , com o noviço rebelde Ulisses Maia correndo por fora, mas ainda procurando a trilha da terceira via.
A polarização PT dos Verri x PP dos Barro é certa, mas os atores ainda não foram definidos. No caso do primeiro, certamente haverá bate-chapa numa  tradicional pré-convenção, com Henrique revivendo o papel de João Ivo (2004), provavelmente contra Mário,  irmão de Ênio, já que dificilmente o deputado estará disposto ao sacrifício.
Digo sacrifício porque, quem quer que seja o candidato do PT a prefeito de Maringá em 2016 enfrentará a barra da repulsa coletiva  que a sigla carrega nos dias atuais. Por conta desse justificável temor, o  “petismo igrejeiro”  de Henrique deverá dobrar os joelhos e orar muito pela recuperação econômica do país , única forma de uma campanha majoritária ir para as ruas da cidade canção sem precisar esconder e, eventualmente até excomungar,  a estrela vermelha.
Do lado azul, ainda resta saber se juridicamente Pupin não estará impedido de disputar, lembrando  que a discussão sobre o terceiro mandado consecutivo não cessou com a decisão monocrática  do ministro Marco Aurélio Mello(confirmada pelo plenário do TSE  em 2013).
O nome a representar o condomínio é o de menos. Seja quem for, ele entrará na disputa com a vantagem que a máquina proporciona e com a força política que o grupo acumulou nas eleições de 2014. Se for Silvio, então, aí será mamão com açúcar. Isso pelo simples fato de que  o candidato petista ainda poderá estar  carregando nos ombros o peso da impopularidade da presidente Dilma Rousseff.
Por mais que se diga que eleição municipal é outra história e que valerá mais o nome do cabeça de chapa do que propriamente o do partido, não tem como dissociar uma coisa da outra. Por isso, me atrevo  antecipar o que estarão falando a Humberto Henrique  os “pilatos” de ocasião : “Quem pariu Mateus que o embale”.
Como figurantes do exército azul, veremos uma pá de candidatos a vereador, todos  com generosas cotas de combustível , santinhos à vontade e a obrigação (quase servil) de se virar nos 30 para cabalar votos, mais  para  o majoritário de do que para as próprias candidaturas. 
No comando do marketing do “por uma Maringá cada vez melhor” veremos o próprio RB que, sob a direção televisiva do competente Júnior Jacques, colocará no ar produções verdadeiramente cinematográficas. Nas ruas, será visível a presença do grande  exército azul de cabos eleitorais, entupindo caixinhas amarelas do correio com material impresso de campanha. 
Preparem-se para assistir a um festival de propostas irrealizáveis e de tiros ao alvo vermelho, disparados por aliados de quem, aqui no nosso quintal, é antiPT e em Curitiba é tucano de primeira hora, mas no cenário nacional acende uma vela pra Deus e outra pro diabo. 
Se você, amigo leitor, não estiver entendendo certas nuances da metamorfose ambulante, invoque o espírito de Franz Kafka ou vá ao terreiro mais próximo e tente incorporar Raul Seixas.

Ah, ia me esquecendo: quanto à terceira via, Ulisses, que não é Inca, não é Asteca mas é Maia, pode repetir o feito ricardista de 1988,  aproveitando-se do tiroteio entre os dois grupos rivais para  alçar voo solo e surpreender nas urnas. Parece Impossível? Não nesse cenário. Só rogo a Deus para que as urnas não produzam um novo capo na política maringaense.

22 de abril de 2015

O Brasil vai começar

Os 515 anos que nos separam da expedição cabralina nos leva a pensar sobre o verdadeiro significado da viagem de Cabral, que apenas chegou chegando, como diria o Chaves. E chegou, pelo que diz a historiografia não para fundar uma nação, mas para criar uma colônia que se perpetuaria não fosse o desencadear dos movimentos de libertação da América do Sul, a maior parte dominada pela Espanha e a parte menor, por Portugual, conforme estabelecia o Tratado de Tordesilhas. Hoje, portanto,  data em que se comemora  o descobrimento (já foi mais festivo o 22 de abril), invoco  chegança: 

18 de abril de 2015

Profilaxia. Ou se faz de A a Z ou esquece

Bastou Vacari Neto ser preso para direitistas extremados sair por aí pedindo a cassação do registro do PT. Calma gente, na democracia a coisa não funciona assim. Querem varrer da face da terra um partido só porque ele é alvo constante de denúncias de corrupção como ocorre com quase todos os outros? E os outros?
O que o país está precisando agora é de um amplo debate sobre a reforma política, mas uma reforma que se coloque como dique de contenção à roubalheira. De nada adianta a histeria coletiva que vem sendo alimentada pela mídia, principalmente a eletrônica, porque não é isso que vai passar o país a limpo.
Se tem que varrer o PT do mapa partidário do Brasil, o que fazer então com o PP, com o DEM, com o PMDB e o próprio PSDB? Como é possível imaginar o impeachment de uma presidente da república recém-reeleita com mais de 50 milhões de votos por conta de denúncias que não apontam concretamente, qualquer envolvimento dela com os malfeitos denunciados?
A dimensão que a corrupção tomou no país requer medidas duras, urgentes até, mas convenhamos, a exacerbação só ajuda a piorar o quadro e a lançar nuvens de fumaça sobre a podridão que toma conta de todos os quadrantes. Se a Operação Lava Jato desfia um novelo que não parece ter fim, que fim terá o gigantesco processo se a indignação da população for direcionada apenas para um lado, elegendo um único partido como alvo?
Bolas, se é pra fazer profilaxia, que se aplique o ante bactericida em todo o corpo infectado e não apenas em uma parte. Se políticos da maioria dos partidos, da base aliada ou não , estão no mesmo barco, como entender que as medidas punitivas sejam direcionadas a uma só agremiação?
Se os critérios que levaram Vacari Neto à cadeia forem aplicados pra valer em outros arrecadadores de campanha quem será que escapa? Não consigo engolir , tal engoliria um whisky 12 anos, essa “corrupção 12 anos”, como se de 2003 para trás, só limpinhos andaram dominando a política nacional.
Tudo bem, e nisso estou de pleno acordo, que se havia um partido que não tinha o direito de se corromper esse partido era justamente o PT. Isso explica, em certa medida, a frustração de quem sonhou com uma revolução ética no governo após a chegada de Lula ao Planalto, mas não justifica o salvo-conduto que estão querendo dar para outas agremiações partidárias, inclusive o PSDB.
Uma coisa aprendi em “A regra do jogo” (Cláudio Abramo) , meu livro de cabeceira: não existe a ética política, a ética partidária, a ética profissional. Existe sim a ética do cidadão. Se o cidadão é ético, ele vai ser ético onde quer que esteja atuando. Por isso, é bom que comecemos a pensar que ética não cabe na boca de muitos políticos que enchem o peito para falar nela diante das câmeras, onde aproveitam para jogar bosta na Geny, ou seja, no PT.

Alguém em sã consciência pode levar a sério manifestações de indignação de um Agripino Maia, de um Ronaldo Caiado, de um Bolsonaro e mesmo de um José Serra? Façam-me o favor.

17 de abril de 2015

De olho no Palácio Iguaçu, Ricardo Barros protege suas mulheres


Blog do Esmael:

O deputado federal Ricardo Barros (PP), de longe, é quem mais fatura politicamente com a crise no governo Beto Richa (PSDB).
Conhecido no Centro Cívico como “Leitão Vesgo” — que mama numa teta olhando para a outra –, o marido da vice-governadora Cida Borghetti (PROS) já abriu um olho grande em direção à cadeira que hoje pertence ao tucano.
Pensando lá na frente, Barros também pediu para a filha Maria Victória, deputada estadual do PP, evitar “bolas divididas” na Assembleia.
A bela Vick não apareceu para votar, por exemplo, no requerimento para votar em regime de urgência o projeto que confisca a poupança previdenciária dos servidores públicos.
Igualmente, a vice-governadora não se meteu em confusão até agora. Ela tem preferido agir como chefe do executivo de facto, em Brasília, onde constantemente surge liderando comitivas de secretários.
O desgaste pela aprovação do “pacote de maldades 2″ tem recaído exclusivamente nos outros 18 parlamentares novatos da Casa, que são “carinhosamente” chamados pelos veteranos de “bucha de canhão”.
Os deputados que mais apanham são os do PSC, eleitos na aba de Ratinho Júnior — que reavalia a decisão de ocupar a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDU). Ele pode voltar à Assembleia em breve.
Em tempos de Lava Jato, Yousseff, Abi, Caramori, Gaeco e ameaça de impeachment, evitar desgastes e manter o time em permanente aquecimento parece ser a principal estratégia do “Leitão Vesgo”.


16 de abril de 2015

Bomba! Bomba!Bomba!




Ricardo Boechat comentou hoje cedo na Rádio Band News FM no programa Café com Jornal, que o procurador Rodrigo Janot vai entregar uma lista nova de políticos ao STF, possivelmente nesta sexta-feira. Na lista um nome de peso da oposição, mais propriamente do PSDB, que deve entrar na dança da Operação Lava-Jato. O nome ele não disse mas insinuou várias vezes tratar-se do senador Aécio Neves.

14 de abril de 2015

Governo tenta tornar menos pior o projeto da terceirização



Mas a preocupação do Ministério da Fazenda é mais com a receita do governo do que com os trabalhadores

O texto-base do projeto de lei que regulamenta a terceirização em empresas públicas e privadas já foi aprovado, mas o governo ainda negocia com a Câmara alterações que devem ser votadas na tarde desta terça-feira, 14. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), determinou que emendas sejam apresentadas até as 14h, duas horas antes do horário previsto para o início da sessão.
Antes disso, o peemedebista deve reunir-se com o vice-presidente da República, Michel Temer, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o relator do texto, Arthur Maia (SD-BA). O presidente da Câmara, que na semana passada negociou termos do projeto com Levy, disse esperar mudanças pontuais na questão previdenciária. “Terá alteração. Faremos acordo. Ainda não sabemos qual, mas haverá”, afirmou.
O impasse envolve o recolhimento do INSS das terceirizadas, o que é apontado por Rachid como uma ameaça à arrecadação fiscal. No final de semana, o secretário propôs que as empresas que não são especializadas em fornecer mão de obra terceirizada passasse a recolher como INSS uma fatia de 5,5% da receita. É o caso, por exemplo, de transportadores de valores, que lucram mais pela logística em carros-fortes do que com a oferta de seguranças. Essa categoria recolhe hoje até 20% da folha de pagamento.
Já no caso das empresas em que a maior parte do faturamento é com oferta de mão de obra – como as de limpeza e manutenção predial -, o recolhimento previdenciário atinge 11% da receita.
O relator contesta o argumento de perda de receita. “Uma empresa que fatura R$ 1 milhão e recolhe INSS sobre a folha porque não faz cessão de mão de obra paga hoje R$ 40 mil. Caso mude para a tributação sobre a receita, a empresa vai recolher R$ 55 mil de INSS”, exemplificou Maia.
O resultado do acordo entre Executivo e Legislativo será apresentado apenas momentos antes da votação na forma de destaque de emenda. Até ontem, havia 24 destaques de bancadas de partidos e oito individuais de deputados.
Embate. O PT se reuniu na noite desta segunda-feira para discutir as alterações a sugerir. Contrário a alguns pontos do projeto, o partido deve propor a restrição da terceirização para proteger as atividades-fim das empresas. O partido votou contra o texto base aprovado na Câmara.
Assim como na semana passada, quando houve confronto com a polícia em Brasília, o movimento  sindical promete organizar atos para marcar posição contra o projeto.

Fonte: O Estadão.

Muita pretensão!


Informa Claudio Osti que este outdoor, que deve estar espalhado pelo Estado, foi colocado em  área nobre de Londrina o que, convenhamos, é um desrespeito à "Capital do Café" que rivaliza com Maringá em vários setores,  futebol à frente.

Para o jornalista londrinense, que pelo visto ão gostou nadinha do painel propagandístico, a prefeitura de Maringá deve estar com dinheiro sobrando. E ironiza: "Que bom é saber que a vizinha cidade de Maringá está com os problemas comuns na maioria das cidades como Educação, Saúde, Segurança, etc, bem resolvidos. Aí até sobra dinheiro em caixa para fazer campanha publicitária nas cidades vizinhas.Este outdoor, por exemplo, está em Londrina, na Avenida Waldemar Spranger, na zona sul de Londrina".
Será que se fosse o contrário o maringaense iria encarar numa boa Londrina fazendo festa no nosso terreiro? Regionalismo à parte, uma propaganda dessa significa você está dizendo na cara do habitante que a sua cidade não é tão boa pra se morar e criar os filhos quanto a nossa. É muita pretensão. Ou é descortesia mesmo?

13 de abril de 2015

O homem das "Veias Abertas..."


A América Latina perdeu uma de suas grandes referências literárias. O uruguaio Eduardo Galeano , que faleceu aos 74 anos, era um dos grandes pensadores da esquerda  sul-americana e autor do melhor livro que li sobre a história da exploração da América Espanhola. As Veias Abertas da América Latina é um clássico que vale a pena ter na estante. Na trilogia sobre a verdadeira alma da América Latina, é  imperdível também “Memória de Fogo”.

Aulas de história como terapia


O fotógrafo Beto Novaes, do jornal O Estado de Minas, foi agredido em Belo Horizonte quando trabalhava , apenas por  se parecer fisicamente com o ex-presidente Lula.

Ele levou chutes e recebeu ameaças quando parou para dar autógrafo para uma senhora que via nele a figura do ex-presidente. Esta foi apenas uma prova do radicalismo imbecil de muitos que foram à praça protestar com espírito  de skinhead.

Em todo o Brasil, onde  no protesto de domingo havia metade público  registrado na manifestação de março , houve exacerbação, do ódio e do preconceito. Em Maringá teve até um grupo separatista, que defende a criação do  Brasil-Sul, afastando o resto do país do Nordeste.
Para esse pessoal talvez não haja remédio, mas uma boa dose de leitura de livros de História do Brasil possa fazer um bem danado.

11 de abril de 2015

Mais poder para RB


"A (des)articulação do Palácio do Planalto resultou em mais uma aberração, na visão de muitos congressistas: Todo poder ao famigerado PP.
O deputado federal paranaense Ricardo Barros (PP), da terra do falecido Janene e ligado ao ex-ministro Paulo Bernardo (PT), será o relator do Orçamento para 2016. Engenheiro e empresário, Barros está no quinto mandato.
Com a corda no pescoço em metade da bancada na Câmara, por suspeitas fortes de envolvimento no caso do Petrolão, pelo visto o PP continua em alta cotação junto aos ministros palacianos".

Coluna Esplanada (Leandro Mazzini) - UOL

Meu comentário: RB está nas alturas, só que acumula poder no Paraná e na União. Para quem tem um histórico de processos como ele (nenhum ainda transitado em julgado) colocar muito a cabeça para fora d´água é um perigo.Ainda mais nesses tempos de Lava-Jato em que o PP é um dos partidos que mais está na mira do Ministério Público, da PF e do juiz Sérgio Moro.Lembrando que Barros  teve ligações muito próximas (e afetivas) com José Janene, de quem teria herdado o espólio.

10 de abril de 2015

Efeitos práticos da terceirização


Tragédia entre Atalaia e Ângulo


    . Do Blog do Oséias Miranda

O acidente ocorreu na tarde dessa sexta-feira na PR-218 entre  entre Atalaia e Ângulo. Um micro ônibus da secretaria de Saúde de Atalaia bateu na traseira de um caminhão de combustível e pegou fogo. O motorista Mario Aparecido Semenssato de 52 anos e uma passageira Laudelina Emília da Silva, 78 anos, morreram na hora.
De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o micro-ônibus retornava de Maringá quando bateu na traseira de um caminhão de combustível que estaria parado na pista.
Após a violenta batida, o micrô-ônibus pegou fogo. Parte dos passageiros conseguiu sair do veículo antes que o fogo se alastrasse. Até a equipe do Graer foi acionada para atender as 18 vítimas que estavam no ônibus. Cinco delas sofreram ferimentos considerados graves. Outras informações em breve.

11a. Fase da Lava-Jato vem babando...

A Polícia Federal prendeu hoje os ex-deputados André Vargas, Luiz Argôlo e Pedro Corrêa, já como parte da 11a. fase da Operação Lava-Jato que começa a investigar crimes contra a Caixa Econômica. Também foram detidos Leon Vargas, irmão de André, um secretário de Argôlo de nome Elia e Ivan Torres, tudo como laranja de Pedro Corrêa. Nessa nova fase da Operação Lava Jato pode pintar surpresas e gente que acha já ter se safado das garras de Sérgio Moro. Vamos esperar pra ver que bicho dá.

9 de abril de 2015

Projeto aprovado pela Câmara é uma afronta aos direitos trabalhistas




Quem diz isso não são apenas os sindicalistas, os próprios juízes do trabalho, por meio da Anamatra , entidade que representa os magistrados, afirmam que o projeto desestabiliza as relações de trabalho, a favor do patronato, claro.

8 de abril de 2015

O PL 4330 desossa a CLT


Não é de hoje que entidades patronais falam (e criticam) os encargos sociais, como fonte alimentadora do mercado informal de trabalho. Agora o grande empresariado nacional mostra sua cara: a informalidade é condenável porque não amparada por uma lei que venha desmontar a CLT.

Enfim, o famigerado PL 4330 vai ser votado pela Câmara dos Deputados, porque assim decidiu o novo  “primeiro-ministro” Eduardo Cunha.Sobre este assunto, vale a pena ler (e refletir) sobre um artigo de Ricardo Melo, publicado hoje na Folha de São Paulo:

“Não é de hoje que o mercado de trabalho formal no Brasil tem sido fustigado. Ninguém se faça de surpreso. A figura do PJ, ou pessoa jurídica, ocupa espaço cada vez maior, seja qual for o ramo da empresa. Para o patronato, é uma tentação. Ele se livra de encargos legais e transfere para o trabalhador o ônus de uma mínima segurança no emprego. Já o assalariado fica entre a cruz e a espada: ou bem aceita a situação ou bem é lançado ao relento. O governo, por sua vez, perde uma importante fonte de arrecadação.
Usado num primeiro momento para seduzir gente do topo da pirâmide ou profissionais liberais, a praga se generalizou na irregularidade e bateu no chão de fábrica. Uma verdadeira esculhambação. Hoje em dia, mesmo salários irrisórios são contratados na base de PJ diante da vista grossa de autoridades. De tempos em tempos, ensaia-se uma fiscalização cenográfica, mas a prática só faz se alastrar.
A única defesa contra este ataque permanente é a legislação que o projeto Mabel pretende derrubar. Muitos empresários ainda pensam duas vezes antes de “informalizar” seus empregados – alguns por convicções, mas outros tantos por temer derrotas na Justiça. O PL 4330 acaba com este tipo de escrúpulo e libera geral a terceirização em qualquer atividade. É a chave da porteira da precarização irreversível.
Desde 2004, sindicatos, instâncias da Justiça do Trabalho e até algumas entidades empresariais acharam a ideia absurda e arrastaram sua tramitação. Hoje a conjuntura é outra. Considerando o vendaval reacionário vigente no Congresso, todo cuidado é pouco para os que vivem de salário”.

Vitória de Pirro

A Câmara Municipal de Maringá mandou para seu arquivo morto a proposta de aumento de 15 para 23 vereadores. Palmas para a tal sociedade organizada que conseguiu uma grande vitória, o que prova que com pressão popular os políticos passam, forçosamente, a ter um pouco mais de juízo.  Mas o debate em torno desse assunto foi muito raso. Discutir se o Poder Legislativo deve ter 15 ou 23 vereadores sem questionar a qualidade dos 15 é dar às discussões a profundidade de um pires.
Agora, cabe a esta mesma sociedade organizada criar mecanismos que facilitem ao eleitor identificar quem deve ocupar as 15 cadeiras do Poder Legislativo Municipal a partir de 2017. Se 15, 21 ou 23, isso chega a ser irrelevante, porque poderíamos ter uma Câmara muito cara para o contribuinte com 9, desde que esses 9 se comportassem como se comporta a maioria dos 15 e como se comportaria a maioria dos 21 (se fosse o caso) ou dos 23.
O debate, portanto, teria que se dar em torno da qualidade dessa representatividade, que até o Observatório das Metrópoles andou tratando de maneira pouco responsável. Porque a ACIM e o Observatório Social, por exemplo, não preparam uma campanha de conscientização do eleitor para melhorar a próxima legislatura, para que tenhamos vereadores que pensem mais no coletivo do que no próprio umbigo? E mais: para que tenhamos uma Câmara independente, cuja maioria não se dobre a articulações de alguém que se julgue dono da cidade?
E que tal a sociedade maringaense começar propondo aos partidos mais rigor na hora de elaborar sua lista de candidatos para que a força do dinheiro e do marketing não acabe propiciando a eleição de políticos fichas sujas?


7 de abril de 2015

Vem aí uma monumental guerra de babuínos




Sem condenação até agora o ex-senador Demóstenes Torres, que diz ter cometido o crime da amizade (não é mais amigo) do contraventor Carlinhos Cachoeira, promete virar o jogo. Depois de cassado pelo Senado, segundo ele, sem direito do contraditório, está em pé de guerra com Ronaldo Caiado, a quem não poupa as piores qualificações que se possa encontrar no Aurélio. Vamos aguardar porque do embate dos enlameados costuma sair excrementos pra tudo que é canto. O tiroteio não se resumirá a Goiás, estado de Demóstenes, Caiado e Pirilo, a quem o senador cassado também não poupa "elogios". Torres promete jogar bosta no ventilador nacional, provocando mais uma fantástica guerra de babuínos. Aguardemos, pois.

5 de abril de 2015

O Outro lado da moeda


“Quando suas decisões afetam não apenas o réu e sua vítima, mas centenas, milhares de cidadãos, o promotor deve acusar e o juiz, julgar, com a mente e o coração voltados para o que ocorrerá, in consequentia”, escreveu o jornalista Mauro Santayana (Rede Brasil Atual) para alertar que a Operação Lava Jato está parando o país.
Este é um lado da moeda que os analistas pouco tem se dado conta. Realmente os problemas que afetaram a Petrobrás tiveram consequências drásticas em toda a economia e as suspeitas que recaíram sobre executivos das grandes empreiteiras forçaram a paralisação de grandes projetos estruturantes, levando o desemprego e atrasando obras que são vitais para a vida do país, como é o caso da Usina de Belo Monte, inconclusa num momento em que o Brasil está tão carente de energia elétrica.
O mesmo ocorreu com a Refinaria Abreu e Lima e com a transposição do Rio São Francisco, esta com consequências danosas para os Estados que sofrem com o fenômeno da seca. Santayana sugere como solução para problemas assim, a nomeação de interventores que pudessem investigar irregularidades e fiscalizar, in loco, cada obra, sem o que os burocratas de antanho chamariam de solução de continuidade.
“No contexto da Operação Lava Jato, centenas de milhares de trabalhadores e milhares de empresas já estão perdendo seus empregos e arriscando-se a ir à falência, porque o Ministério Público, no lugar de separar o joio do trigo, com foco na punição dos corruptos e na recuperação do dinheiro – e de estancar a extensão das consequências negativas do assalto à Petrobras para o restante da população – age como se preferisse maximizá-las, anunciando, ainda antes do término das investigações em curso, a intenção de impor multas punitivas bilionárias às companhias envolvidas, da ordem de dez vezes o prejuízo efetivamente comprovado”, diz o experiente e conceituado analista político Mauro Santayana..
O que estaria ocorrendo na visão dele é que “ juízes e o Ministério Público  andam interferindo, de moto próprio, na administração da União, ao tempo em que tentam substituir o Legislativo e o Executivo”.
Dá mesmo o que pensar esta situação em que vive o país. A corrupção precisa ser apurada e os envolvidos punidos com o rigor da lei quando provas consistentes houverem, como rtem havido. Mas está faltando economistas e planejadores mensurarem os prejuízos que as paralizações provocam e que , como disse Santayana, o próprio Ministério Público e os juízes, caso específico de Sérgio Moro,  levem em conta as consequências das investigações para a sociedade como um todo.


4 de abril de 2015

Procura-se uma bandeira da ética

Nem tanto ao céu,nem tanto ao mar. O PT perdeu o status de vestal que achava que tinha ao chegar no poder e gostar da brincadeira de mandar e, por meio de alguns de seus membros mais destacados se lambuzar com a dinheirama fácil que brota de propinodutos vários. Se foi tudo em nome de um projeto político de dominação da máquina estatal por muitos e muitos anos , não importa, isso não serve como atenuante para escândalos como o mensalão e este da Petrobrás.
Quem alimentou sempre (e ainda alimenta) o sonho socialista, como é meu caso, começa a ser tomado de uma profunda decepção. Não há como negar os avanços sociais que o governo petista levou o país a ostentar. Isso não dá mesmo. Só se for por ignorância ou ma fé. Porém, se algum partido não tinha o direito de não ter membros seus delinquindo, esse partido era justamente o PT.
A verdade é, meus caros, que está cada vez mais difícil defender o PT, o partido não tem se esforçado para tornar-se defensável. Não no que diz respeito aos avanços sociais, isso não. Também não dá pra negar avanços na educação e na saúde (vide caso do Mais Médico) mas, convenhamos, a bandeira ética empunhada até o Lula chegar ao poder acho que anda por aí, abandonada em algum monturo (monturo é como se chama na minha terra os aterros sanitários caseiros). 

1 de abril de 2015

Sem dó e nem piedade

                                                                                                  .   Blog do Esmael Morais

A partir de hoje, 1º de abril, por determinação do governador Beto Richa (PSDB), caiu a isenção de ICMS para 95 mil produtos – dentre os quais estão gás de cozinha, arroz e feijão – que resultarão no aumento do preço do prato de comida para o trabalhador paranaense.
O reajuste no ICMS será de 25%, pois gêneros alimentícios, bebidas, materiais escolares, medicamentos, aparelhos eletrônicos, produtos de higiene e limpeza terão a alíquota aumentada de 12% para 18%.
Em 2008, o então governador de Roberto Requião (PMDB) reduziu os impostos e tributos desses 95 mil produtos. A ideia – que funcionou – seria arrecadar mais estimulando o consumo.
Richa percorre o caminho inverso: aumentou os impostos que restringirão o consumo, arrecada mais em um primeiro momento, mas depois provocará quebra de empresas e desemprego em massa.
“Vai aumentar o almoço do trabalhador. Infelizmente, nós teremos que reajustar os preços por causa do ICMS do gás de cozinha. As donas de casa também sofrerão o impacto”, lamentou ao Blog do Esmael Fábio Aguayo, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRABAR).
Aguayo adiantou que os empresários do ramo de restaurantes vão fazer um apelo ao governador para que baixe o ICMS do gás. “É preciso vontade política e sensibilidade do Beto”.
O aumento no IPVA foi ainda maior, 40%, e a questão foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). PT e PCdoB ingressaram com uma Adin pedindo a suspensão dos novos valores do imposto.
Esses tarifaços foram aprovados em dezembro de 2014 em sessão tratoraço da Assembleia Legislativa, portanto, os paranaenses têm muito que “agradecer” aos deputados – alguns da “Bancada do Camburão”.