12 de outubro de 2018

Sinal de alerta


À medida que o segundo turno caminha e Bolsonaro cresce nas pesquisas, mais a sua tropa de choque se assanha e se mostra violenta, quer nas ruas, quer nas redes sociais, quer nos pitacos que dá nos blogs. Confesso que está ficando meio assustador. Se Bolsonaro perde, o que é uma hipótese remotíssima, certamente a fúria será grande, porque não aceitarão a derrota. Se ganha, que é a hipótese mais provável, manifestarão violência talvez ainda maior, impulsionada pelo discurso do candidato, que é de sedimentação de uma cultura de ódio,  sem  precedente na nossa história republicana.

Liberei agora de manhã vários comentários a postagens que fiz no meu blog do odiario.com  A maioria não deveria ser liberada, mas fiz isso para mostrar a que ponto está chegando a intolerância. Assim, externo  publicamente a minha preocupação com esse clima de vendeta, que só Deus sabe no que vai dar.

8 de outubro de 2018

Para derrotar o PT era preciso ir tão longe?



                    .  por Ruth Bolognese (Blog Contraponto)
Primeiro a gente derrota o PT e depois vamos pensar no que fazer”, dizia a bela senhora da elite curitibana ao justificar o voto em Jair Bolsonaro na fila da votação. Resumia, com vivacidade e segurança, o pensamento do eleitor brasileiro esclarecido, aquele que conhece a insensatez do fenômeno em que se transformou o capitão reformado do Exército nestas eleições, mas, mesmo assim, viu nele a única saída.
O único problema da elegante senhora curitibana é que voto cai na urna e não é retornável. Derrotar o PT era uma questão de honra? Ok. A onda conservadora poderia ser plenamente compreendida se elegesse um Geraldo Alckmin, ou mesmo o Henrique Meirelles, com sua dicção de executivo do banco de Boston. Estaria dentro do script da nossa história de altos e baixos em busca da democracia mais plena ou menos plena. Ou, vá lá, depois do social, vamos optar por esse tal de neo-liberalismo e pronto.
O que ocorreu no país desde este domingo (7) não teve nada de mudar o rumo para, no final, continuar mais ou menos como estava. Voltar aos tempos do FHC e das privatizações a qualquer custo. Ou dar uma lição a “estes petistas” de como os brasileiros renegam a corrupção, os erros na economia, os malfeitos.
O que houve foi uma opção meio desesperada pelo caminho mais obscuro, vindo de gente que lutou pela democracia, com vocação para a tolerância e o pensamento democrático. E é isso o mais assustador. A senhora curitibana, certamente, não deseja viver numa sociedade onde as mulheres são colocadas em segundo plano, onde se espanca pessoas pela opção sexual, ou se prega o armamento da população como forma de reduzir a violência. Mas teve a coragem de dar seu voto para um candidato a presidente que prega tais barbaridades.
O custo de derrotar o PT não pode ser o caminho para o abismo. E a grande questão é justamente essa: qual é o preço que a sociedade brasileira, a elite esclarecida, os estudantes, os professores, os intelectuais, os produtores e os industriais estão dispostos a pagar para varrer o PT do Brasil? Se for o abismo, então não há nada mais a debater. Que venham as burcas e as barbas dos talibãs.

6 de outubro de 2018

Críticas ao 13o.empolga empresários que vão com tudo para a campanha do Bolsonaro


O TRABALHADOR ESTÁ PRESTES A CAIR NO CONTO DA FADA-MADRINHA
Depois que o vice de Bolsonaro detonou o 13o. e o abono de férias, setores significativos do empresariado fecharam com o candidato e começaram a fazer campanha abertamente em suas empresas, inclusive pressionando seus empregados, como ocorreu com a Havan e o Condor.
Isso está ocorrendo no Brasil inteiro, principalmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os empregados, pelo que mostram as pesquisas, vão seguir os "conselhos" dos seus senhores, que ficaram empolgados também com a proposta de criar dois tipos de carteira de trabalho - a azul e a verde e amarela. Quem for contratado pela azul, terá direitos trabalhistas básicos, quem for contratado com a verde e amarela não terá direito nenhum. Adivinhe que tipo de carteira terá preferência no mercado formal de trabalho?
O trabalhador brasileiro, que já se ferrou de verde e amarelo com a reforma trabalhista do presidente TEMERário, terá menos segurança jurídica ainda num eventual governo Bolsonaro.
Depois não vá dizer que a cigana lhe enganou.

Deixem Deus fora disso


Seja o que Deus quiser? Não, não podemos invocar o nome de Deus para nos conformar com essa sujeirada toda.
Depois de apoiar ostensivamente a campanha "tudo, menos o PT", a Globo chega ao final da campanha vendo o provável eleito de braços dados com sua maior concorrente, a Rede Record do bispo Macedo.
E vislumbrando um acordo mais ali na frente, para minimizar o impacto da divisão das verbas publicitárias que sempre concentrou, a Globo minimizou a ausência de Bolsonaro no debate de quinta-feira. O mediador Willian Bonner limitou-se a informar, candidamente, que Bolsonaro não compareceu por ordem médica, sem questionar o circo armado em torno dessa ordem para poupar o mesmo do confronto , tete-a-tete , com seus concorrentes.
Enquanto os demais candidatos debatiam, discutiam propostas ou simplesmente colocavam suas ideias e confrontavam suas biografias, Bolsonaro ganhava 27 minutos de propaganda na Rede Record, ferindo de morte a legislação eleitoral que naquele momento já não permitia mais propaganda eleitoral gratuita na televisão.
Enfim, estamos diante de uma das eleições presidenciais mais contaminadas desde o restabelecimento das diretas.
É algo tão, ou mais grave, do que foi o segundo turno das eleições de 1989, quando a Globo conseguiu eleger um certo caçador de marajás, que todo mundo sabe no que deu.
Eu até poderia dizer "seja o que Deus quiser". Mas não vou cometer tal heresia , porque não quero fazer como vem fazendo pastores picaretas, que de forma despudorada andam invocando o nome do Senhor para justificar esta sujeirada toda.

Empresário comete crime contra a democracia


EM NOME DE UMA FALSA MORAL CRISTÃ E DO TERRENO FÉRTIL PARA A PROPAGAÇÃO DO NAZIFASCISMO
"Voto no Bolsonaro porque ele diz o que pensa; protege os princípios da família, da moral e dos bons costumes; luta contra o aborto e contra a sexualização infantil; é a favor da redução da maioridade penal e segue os valores cristãos”.
Foi o que disse Pedro Zonta, dono da Rede de Supermercados Condor ao se justificar perante a Promotoria Pública quando foi intimado para justificar o envio de carta aos seus 12 mil empregados, pressionando-os para votar em Bolsonaro.
Não só ele, grandes empresários da região Sul do país fizeram e estão fazendo isso. Outra grande rede de supermercados do Paraná, que ainda não teria sido intimada pelo MP faz o mesmo. E em Cianorte, donos de shoppings atacadistas de confecções, teriam prometido feriado e churrascada para os empregados caso Bolsonaro vença a eleição.
É um verdadeiro massacre contra a os primados da democracia. É sobretudo uma violação dos princípios constitucionais, que garantem o livre direito de manifestação, principalmente por meio do voto.

5 de outubro de 2018

O esperado debate da Globo,sem a presença do fujão




Acabou perto da uma da manhã dessa sexta-feria, 5, o último debate do primeiro turno entre os candidatos a presidente. Teria sido melhor se nele estivesse o líder das pesquisas, que amarelou, respaldado numa recomendação médica que não convenceu ninguém, a não ser a seus fiéis (e cegos) seguidores.

Mas de um modo geral, o debate foi bom, com alguns destaques e outros pontos altamente negativos. Na minha modesta maneira de ver, o grande destaque ficou com Guilherme Boullos, tão corajoso quanto articulado. Ciro também foi bem, porque normalmente vai tal é a sua capacidade intelectual.
Há que se reconhecer a firmeza de Fernando Haddad , que agredido e desrespeitado pelo pífio Álvaro Dias, o colocou no seu devido lugar logo no início da contenda. Marina até surpreendeu pela firmeza e conhecimento dos temas abordados. Meireles sempre com o mesmo discurso do chama o Meireles e da apropriação de programas de geração de emprego que ele toma pra si como houvesse sido ele o presidente da república que criou emprego, fez e aconteceu.

Alckmin deixou bem claro que se encaixa direitinho nos 50 tons de Temer, definido lá atrás no debate da Band, por Boulos. Defendeu com unhas e dentes a reforma trabalhista e em nenhum momento sequer aventou a hipótese de rever o teto dos gastos. A fala do "picolé de chuchu" dá sono.
Quanto ao formato, achei muito bom. Esse estilo frente-a-frente, olho-no-olho obrigou os candidatos e serem mais verdadeiros, cada um a se mostrar como realmente é. E nesse quesito, Álvaro Dias foi o fiasco da noite, primeiro atropelando os tempos e passando pelo vexame de resumir a uma nota só o seu samba do crioulo doido.

2 de outubro de 2018

O confronto das rejeições



Bolsonaro tem uma rejeição recorde na história de candidatos a presidente eleitoralmente viáveis; o PT vê subir, meio assustado, a rejeição à sigla e ao seu principal líder. O resultado disso é a polarização de dois extremos, que coloca o Brasil diante do risco de termos uma eleição decidida entre os de maior rejeição e não necessariamente entre quem tem capacidade maior de seduzir o eleitor por suas propostas. É uma contradição que não nos permite prever para que lado o Brasil será conduzido a partir de 2019. Boas perspectivas é tudo o que não temos no atual momento em que assistimos a população se encantar pelo discurso fascista de um ex-capitão do Exército, cujo despreparo é evidente.

Estamos na reta final do primeiro turno e a pesquisa Ibope não dá indicativo de que possa surgir uma surpresa daqui até domingo. Por mais que Ciro Gomes apareça nas simulações de segundo turno como o único candidato que vence tanto Bolsonaro quanto Haddad, ele se mostra estacionado , com chances remotas de chegar lá.

Restará a Ciro e a Alckmin, que tenta recuperar os votos que perdeu para bolsonaro, o debate de quinta-feira na Globo, certamente com audiência maciça. Para que haja alguma influência, é preciso que qualquer um desses dois tenha um desempenho extraordinário e os dois da ponta, desempenho pífio. Se é que Bolsonaro vai aparecer, o que duvido muito.

1 de outubro de 2018

Lula põe o Brasil para dançar à beira do abismo


Matéria da Folha de São Paulo diz que "da cadeia, Lula isolou Ciro Gomes"

Não só isolou Ciro como abriu caminho para a possibilidade da eleição de Bolsonaro. Não fosse isso, o quadro hoje estaria diferente, bem mais favorável à democracia e a um futuro governo (fosse Ciro ou Haddad) realmente comprometido com o estado de bem estar social. A fritura começou lá atrás, quando já preso, Lula detonou o projeto de união do campo progressista com uma chapa Ciro/Haddad. Depois, sacrificou a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, para tirar o PSB de Ciro.
Alguns governadores de esquerda, e do próprio PT, defendiam a união, mas prevaleceu a palavra do líder petista, que se tivesse calçado a sandália da humildade, estaríamos, com Ciro e Haddad juntos, prestes a liquidar a fatura no primeiro turno.
Haddad cresceu em decorrência da transferência de votos e deve ir para o segundo turno com Bolsonaro, que encarna o que há de mais atrasado na política brasileira. A desidratação de Ciro Gomes serve como uma luva para a direita brasileira, que não quer Bolssonaro, mas que ante a impossibilidade de ter seu candidato predileto contra o PT no segundo turno agora pende para o lado do ex-capitão, meio que na base do "não tem tu, vai tu mesmo".
Por mais que Haddad apareça na frente de Bolsonaro na simulação de segundo turno, por maior que seja a rejeição do candidato da bala, vamos combinar que a rejeição do PT não é pequena. Diante desse quadro se acontecer o pior, a história vai cobrar isso de Lula, que sinceramente, não deseja o mal do nosso país, mas por querer brincar de Deus, como costuma dizer Ciro, nos leva a todos a dançar à beira do abismo.

29 de setembro de 2018

O Fla x Flu está dado





O eleitor do Bolsonaro é impenetrável. São alienados que não mudam de ideia de jeito nenhum,  mesmo que hajam provas contundentes de seus mal feitos, como ocorreu no caso do roubo do cofre, cujo impacto a própria  ex-mulher que o denunciou tenta minimizar dizendo que mentiu porque estava nervosa. É um eleitorado na faixa de 20%  que ,como diria o matuto  “haja o que hajá”, não deixa de votar nele por nada nesse mundo. Parte considerável desse eleitorado bolsonarizado é de evangélicos, guiados pelos seus pastores.

O que passa desse percentual, são votos que migraram de outras candidaturas, como a de Marina e principalmente a de Alckmin. Esses, num segundo turno, podem fraquejar , como Bolsonaro disse que fraquejou no quinto filho e aí nasceu uma mulher.

O eleitorado de Haddad é em grande parte transferência de Lula. Esse também não muda e está consolidado em mais de 20%, com viés de alta. Isso indica que o segundo turno está praticamente definido entre os dois candidatos. O quadro só muda se, por medo da volta do PT ou receio  pelo tiro no escuro que representa Bolsonaro, ocorrer na última semana uma inesperada debandada de eleitores dos demais candidatos para uma terceira opção,que seria Ciro Gomes ou mesmo Alckmin, este com possibilidades bem mais remotas. Ocorrendo isso, qualquer um dos dois da ponta, perderiam nos segundo turno, cujas simulações mostram Ciro em grande vantagem sobre Bolsonaro e Haddad.




Torpedos sobre a candidatura Bolsonaro


A Globo tratou o caso do roubo do cofre denunciado pela revista Veja como um problema de briga de casal. Por mais que a ex-mulher negue, estão na revista o BO e o processo movido por ela. Não é apenas um caso de briga de casal. É um roubo,que a população tem o direito de saber porque o personagem envolvido é um candidato a presidente da república e com possibilidades reais de vencer a eleição.
O processo eleitoral implica em apresentação de propostas e também em confrontação das biografias. Agora, Bolsonaro luta para impedir a circulação da revista, mas não adianta mais, o país inteiro já sabe disso. Se vai ter reflexo nas intenções de voto, saberemos nas pesquisas da semana que vem. Pesquisas que deverão registrar também a manifestação que lotou ruas, largos , praças e avenidas de centenas de cidades brasileiras neste sábado com a #Elle não.

Spinoza adverte



Após a fortíssima adesão de evangélicos (?) à campanha que prega a tortura, a caça aos presos, e outros crimes contra a Humanidade, reforço a tese de Spinoza, retomada pelas Luzes e pelas democracias modernas, de estrita separação entre política e mundo religioso. A política não é terreno puramente racional, ressalta Spinoza. Mas a religião reforça as paixões que movem o mundo político, ameaçando assim a comunidade estatal e civil.

 Spinoza escreve contra o que provocou a guerra religiosa na Europa, da guerra dos Trinta Anos aos atentados que geraram a Noite de São Bartolomeu. Esta última, um golpe de Estado para afirmar a autoridade pública e o convívio entre cidadãos teve como origem ataques físicos e morais de ambos os lados, massacres praticados por católicos e protestantes. Se o poder público, movido pela política, é dominado pelo religioso, pensa Spinoza, desaparecem a liberdade, as ciências, a pesquisa, a tolerância. Impera o fanatismo bárbaro.

Ultimi barbarorum, colocou ele num cartaz, após o assassinato de um dirigente político que favorecia as liberdades. Foi demovido de sair às ruas com o cartaz, para não ser linchado pelos "piedosos'. Em meus livros sobre Razão de Estado retomo sempre o tema bem como nos prefácios que escrevi e publiquei aos livros de Spinoza (sobretudo o Prefácio meu ao último volume das Obras Completas, o volume IV, que contem a Ética e a Gramática da Lingua Hebraica). Se não forem tomadas medidas sérias, a partir dos que realmente são democratas, logo estaremos assistindo a queima de livros, Autos da fé, e coisas horripilantes em nome de Jesus, da Bíblia e da moral. também católicos entram na via ensandecida de juntar religião e política. Tempos perigosos.

. Professor Roberto Romano (Unicamp)

18 de setembro de 2018

Quase definido. Mas o quase pode mudar tudo


No bate-bapo que teve ontem à noite com a bancada do Canal Livre da Band o diretor geral do Instituo de Pesquisas DataFolha, Mauro Paulino, criou expectativas e gerou desânimos nas principais candidaturas à presidência da república. Analisando a partir dos números das últimas sondagens, disse que é quase certo a ida dos dois extremos da campanha para o segundo turno – Bolsonaro e Haddad.
Porém, existem certas variáveis que o autorizam a prever a possibilidade de surpresas. Uma delas é que a satanização do PT, que parte considerável da população não quer ver de volta ao Palácio do Planalto, pode levar a uma enxurrada de votos úteis em Bolsonaro, liquidando a fatura no primeiro turno. Há também a possibilidade (real, segundo Paulino), de parcela considerável do eleitorado, principalmente das mulheres , temer a possível eleição de Bolsonaro e migrar com força total para uma terceira opção.
Paulino não descarta ser Alckmin o beneficiário desse cavalo de pau do eleitorado feminino, mas acha quase improvável que isso aconteça. Ciro, na avaliação dele, seria o destinatário natural dos descontentes e temerosos com a polarização Bolsonaro/PT. Neste caso, um dos dois ficariam fora do segundo turno e, o que chegar lá, chegará meio desidratado, facilitando a vitória do ex-governador do Ceará.
A conclusão final a que chegou o diretor do Datafolha é que neste momento a definição dos dois candidatos que deverão duelar no segundo turno está mais para Bolsonaro e Haddad, mas esta não é uma questão fechada. Vai depender muito da intensidade do tiroteio entre os dois de agora até 7 de outubro, e claro, da habilidade de Ciro e Alckmin para lidar com esse movimento pendular do processo eleitoral.
Se ambos não compreenderem esse quadro e agirem mais com o fígado e menos com a cabeça, correm o risco de botar lenha na fogueira do voto útil e chegarem no dia da eleição desmilinguidos.
Numa eventual virada de expectativa, Marina perderia ainda mais massa muscular. Do bloco logo abaixo, desapareceriam Álvaro Dias e Meireles, mas Amoedo se manteria no mesmo patamar, já que o DataFolha detecta ser dele (apesar do baixo percentual) o voto mais convicto.

17 de setembro de 2018

Polarização explosiva


POLARIZAÇÃO PERIGOSA E A CRÔNICA DE UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

É cada vez mais nítida a polarização esquerda-ultra direita no segundo turno entre Bolsonaro e Fernando Haddad. Será um cenário explosivo, perigoso para a paz das ruas. Haddad tem um índice de rejeição baixo, o de Bolsonaro está nas nuvens. Mas Haddad herda a rejeição do PT, o que favorece Bolsonaro num confronto direto.

A vitória de Bolsonaro, perfeitamente possível, seria uma tragédia , em vários sentidos. Tragédia para a paz social e para o futuro do país, que terá um todo poderoso da economia comprometido até a medula com o mercado financeiro em geral e o rentismo, em particular.
Não se trata de gostar ou não do ex-capitão, o problema está nas suas concepções distorcidas de estado e sobretudo, na sua incapacidade intelectual de formular qualquer projeto de salvação nacional que não passe pela cabeça do seu "Posto Ipiranga", o banqueiro Paulo Guedes, envolvido em escândalos gigantescos na área financeira.

Guedes, sabe qualquer cidadão medianamente informado, defende com obstinada intransigência, o estado mínimo. Ou seja, ele quer tirar do estado brasileiro e passar para a iniciativa privada, setores vitais da administração federal para a promoção do bem estar social. Ciro Gomes insiste que "estado mínimo é coisa de barão de bucho cheio".

O lamentável de tudo isso, é que podem ser os pobres, em quem mais um eventual governo Bolsonaro pisará , a conduzir o neofascista ao comando do país.

14 de setembro de 2018

Isso é que é competência


O rei Roberto Carlos demorou décadas para conseguir um milhão de amigos. O Bolsonaro conseguiu um milhão de inimigas em três dias.

7 de setembro de 2018

2018 com cheiro de 1989



O jornalista Fernando Brito faz uma análise interessante sobre a polarização que pode se dar a partir da semana que vem com a oficialização de Fernando Haddad como candidato a presidente pelo PT e Jair Bolsonaro, que deve ganhar mais musculatura após o atentado. Isso colocaria a sucessão presidencial de 2018 no túnel do tempo, para uma comparação inevitável com 1989, caso o substituto do ex-presidente decole. De um lado, Haddad como um Lula rejuvenescido e do outro , Bolsonaro como um Collor envelhecido.
Resta saber qual será dessa vez o papel do personagem central da primeira eleição direta para presidente pós-regime militar , a toda poderosa Rede Globo de Televisão.
Remember : em 89 a Globo alavancou a candidatura de Fernando Collor de Melo, com espaços generosos em seus telejornais para o “caçador de Marajás”. Em 2018 a Globo bate em Bolsonaro e ripa o PT, mas sempre deixando subentendido que num confronto direto de segundo turno, ela fica com o lado dos seus grandes anunciantes e patrocinadores. Alguma dúvida quanto ao preferido?


O conselho de quem sabe das coisas


O professor de filosofia da Unicamp, Roberto Romano alerta :

 “Se ficarem na defensiva, como estão, os adversários de Bolsonaro vão se tornar vulneráveis a ataques dos correligionários dele, como se admitissem que são responsáveis pelo que aconteceu”, afirma.Na avaliação de Romano, os candidatos deveriam ter lamentado o atentado, mas, em seguida, ter ressaltado que Bolsonaro foi vítima do tipo de atitude que sempre alardeou. Em 3 de setembro, por exemplo, o candidato do PSL disse durante um ato de campanha: “Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre”. Para Romano, se não explorarem isso, os adversários de Bolsonaro podem perder votos. “Eleição só se ganha com ataque. Foi assim, sobretudo, com Fernando Collor e com Dilma Rousseff, que, aliás, exagerou na dose devido à atuação de seu marqueteiro, João Santana”.

4 de setembro de 2018

Fiocco passou a perna em Richa e Ricardo



Lembram da fábrica de aviões e  helicópteros que , com estardalhaço o Secretário de Indústria e Comercio do Paraná, Ricardo Barros , o prefeito Roberto Pupin e o governador Beto Richa anunciaram para Maringá em 2013? O anúncio foi feito em solenidade no Palácio Iguaçu, onde foi recebido com tapetes vermelhos o empresário Luigino Fiocco.

Pois não é que o tal Fiocco, que já naquela época era procurado pelas autoridades policiais italianas acabou sendo preso no Brasil? Ele é acusado de fraudes que totalizam 200 milhões de euros.
Na época em que anunciaram a tal fábrica de helicópteros para  Maringá, Luigino Fiocco chegou a fazer parte de uma missão comercial brasileira à China, como convidado especial da dupla Beto Richa/Ricardo Barros. Segundo o blogueiro Cícero Catani, que postou há pouco a nota da prisão, Richa disse ao tal mega-empresário  que “o grupo irá se orgulhar por optar pelo Paraná, pois atingirá seus objetivos e terá retorno garantido. Nosso objetivo não é só atrair empresas, mas que elas prosperem e possam ampliar seus investimentos aqui”.
E disse mais o governador  Beto Richa, na ocasião entusiasmado com a conquista de seu secretário :“O acordo com a  sua empresa mais uma vez demonstra a eficiência da política de industrialização e de atração de novos investimentos para o Paraná.”. Vale lembrar que o O protocolo de intenções com a empresa de Fioco (Avio Internacional Group, , da Suíça) para a instalação de uma fábrica de aviões e helicópteros em Maringá previa investimentos da ordem de R$ 174 milhões e criação de mais de mil empregos. Beto Richa e Ricardo Barros , segundo observa o jornalista Celso Nascimento, caiu no conto “príncipe da fraude”, como Fiocco é conhecido na Itália.

3 de setembro de 2018

Luto

O Brasil está de luto, a ciência está de luto, a educação está de luto. O descaso fez com que o fogo destruísse uma parte importante da memória nacional. De quem é a culpa? Quem será punido por isso? Ninguém, porque não há na legislação brasileira punição para o crime subjetivo e o povo, que ainda não aprendeu a reparar danos de lesa pátria pelo voto, vai passar batido em mais essa.

2 de setembro de 2018

Incitação clara à violência


Em ato de campanha realizado neste domingo (02/09), o candidato do PSL à Presidência da República  subiu em um carro de som segurando um objeto que simulava uma metralhadora e disse: “Vamos fuzilar a pretalhada aqui do Acre”.

Na sequência do discurso, direcionada para uma plateia com alguns apoiadores inflamados, Jair continuou: “Vamos botar esses picaretas para correr do Acre. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem que ir para lá, só que lá não tem nem mortadela, vão ter que comer é capim mesmo”.
. Blog O Cafezingo
O vídeo está disponível no YouTube.

1 de setembro de 2018

O Brasil não pode passar uma borracha sobre esta mancha de sangue



VOCÊ , QUE SE DIZ UMA PESSOA DE DEUS, QUE TEM SENTIMENTO E COMPAIXÃO PELO SEU SEMELHANTE, VEJA ESTE VÍDEO. E ACREDITE:
Bolsonaro rendeu homenagens hoje, pela segunda vez, aos policiais que que promoveram o massacre de Eldorado dos Carajás em 1996. " Quem tinha que estar preso era o pessoal do MST, gente canalha e vagabunda. Os policiais reagiram para não morrer", disse o presidenciável da bala, quando visitou a região do massacre em julho último. Hoje , ele esteve fazendo campanha no Acre e falou novamente em condecorar os policiais assassinos.
Se você ainda não viu, veja como tudo aconteceu .

https://youtu.be/C7QFwIHH39o

30 de agosto de 2018

Passa a bola logo, Lula !



                                  - TÔ CONFIANDO NO SEU TACO, VIU BOLSONARO?

“É bom não se iludir : por trás do Bolsonaro tem a submissão total do Brasil aos Estados Unidos na figura de Paulo Guedes e o repúdio à China, como Donald Trump quer”, adverte Paulo Henrique Amorim. Ou seja, num eventual governo Bolsonaro, o Brasil se transformaria definitivamente em sucursal dos Estados Unidos, prestando uma vassalagem devidamente legitimada pelas urnas.
PH chama a atenção de Lula, que se ele demorar muito para definir seu substituto na cabeça de chapa como o candidato a presidente do PT, ele vai permitir que Bolsonaro , após jantar Alckmin e Marina, passe como um trator sobre Haddad. "E aí, o PT dará um salto triplo mortal e vai jogar ao chão, abatidos, inertes e derrotados, o Boulos, o Ciro e o próprio Haddad. E quanto à Globo, que não tem futuro como se sabe, agora com a Netflix no seu cangote, ela vai ter que aderir ao Bolsonaro . E o Bolsonaro vai destruir tudo rapidinho e vender tudo aos Estados Unidos, inclusive a Globo".

Dá o que pensar


Fico pensando: o que leva um cristão,pregador do evangelho, a apoiar um candidato que só fala em matar, que ensina uma criança de colo como apontar uma arma e apertar o gatilho e que confunde movimentos sociais com o crime organizado? Fico pensando como um cristão pode apoiar um candidato a presidente que diz que teve 5 filhos, no último se descuidou e veio mulher? Fico pensando como um cristão pode achar que vai resolver o problema da violência um candidato que usa gasolina para apagar o incêndio da criminalidade? É de pensar o que explica tanta gente apoiando um candidato que diz que negros quilombolas são pesados em arrobas e não servem nem para procriar e que, mesmo com desmentidos enfáticos do Ministério da Educação, insiste que há um "kit gay" sendo distribuído e usado nas escolas, numa mentira criminosa, que induz à distorção de temas complexos, como o da sexualidade. Estou pasmo.

Lula vence em 23 estados


O site Poder 360 fez uma compilação das pesquisas regionais que o Ibope tem realizado em 25 estados e no Distrito Federal. Resultado: Lula vence em 23, Bolsonaro em 4 e Alckmin em 3. O candidato petista (que pode ser barrado amanhã pelo TSE, ou não) dá de goleada em todos os estados nordestinos. Em alguns, passa de 50% dos votos.


28 de agosto de 2018

Isso sim é que é "justiça" fiscal


Os maiores produtores de refrigerantes há anos driblam a Receita e são reembolsados por impostos que nunca pagaram

A Receita Federal e organizações da área de saúde tentam há anos desmontar um distorcido sistema de incentivos fiscais que beneficia grandes produtores de refrigerantes. Empresas instaladas na Zona Franca de Manaus cobram créditos tributários por impostos que nunca foram pagos.
Segundo cálculos conservadores, as companhias beneficiadas deixam de repassar aos cofres públicos 7 bilhões de reais por ano, o equivalente a 84 meses de manutenção da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, ameaçada de fechamento, ou um terço do orçamento anual da saúde em São Paulo. O Fisco reclama da “distorção”. Não bastasse o incentivo em si, há sinais de superfaturamento nas notas fiscais emitidas pelos beneficiários.

Os subsídios variam de 15 a 20 centavos de real por lata de refrigerante consumida no País. Nas garrafas de 2 litros, o valor repassado a essas empresas fica entre 45 e 50 centavos. Entre o que deixa de ingressar no Tesouro e o que sai na forma de incentivos, cada brasileiro, consuma ou não os produtos das corporações de bebidas, “doa” 35 reais ao ano aos fabricantes. Os principais beneficiados são a Coca-Cola e a AmBev.

. Revista Carta Capital

26 de agosto de 2018

Fácil acesso


Digo fácil acesso porque se eleito , Bolsonaro deve criar o programa "Minha Pistola, Minha Vida"


25 de agosto de 2018

O xadrez da sucessão no Paraná





Ratinho Jr está vivendo um dilema. Depois de comemorar a saída de Osmar Dias do páreo, soltando foguetes pela certeza da vitória no primeiro turno, ficou cabreiro com a última pesquisa Ibope/RPC. Sabe que dificilmente sairá vitorioso no dia 7 de outubro e que o segundo turno é outra eleição. Ele e sua coordenação de campanha torce para que a adversária seja Cida Borgheti, mais fácil de derrotar do que se eventualmente João Arruda crescer e chegar lá.
E aí o que fazer? Alguns defendem que uma estratégia para desgastar a atual governadora, ante a perspectiva de que herdando uma boa fatia dos seus atuais 15%  poderá liquidar a fatura no primeiro turno. Por outro lado, partir para o ataque conta a esposa do deputado Ricardo Barros pode deixar espaço para o crescimento do candidato do MDB, que além de bom de debate, tem o respaldo do tio Requião, que deverá se reeleger senador com um pé nas costas. Some-se a isso o fato de que o MDB tem diretórios em praticamente todos os municípios do Paraná. É o partido que mais tem prefeitos e vereadores no Estado, o que faz toda a diferença.
A campanha mal começou e com base nessas variáveis todas, parece claro que João Arruda é entre os três candidatos principais a governador o que tem mais possibilidade de crescer. E isso tira o sono do “roedor” e deixa Cida numa verdadeira sinuca de bico.

Getúlio morreu mas não entregou a Petrobras

    . Por José Augusto, no Conversa Afiada


Quero voltar ao 24 de agosto de 1954 para contar de novo, sem a necessidade de qualquer comentário, um episódio daqueles dias. No auge daquela campanha, a mídia se mobiliza contra Getúlio, o jornalista Carlos Lacerda fala contra ele toda noite pelas duas únicas TVs em funcionamento no Brasil, uma no Rio e a outra em São Paulo, ambas de propriedade do Rei da Mídia de então, Assis Chateaubriand – um monopólio privado absoluto. A onda avança, manifestos militares exigem a renúncia de Getúlio e no auge da crise a chantagem e seu preço são anunciados sem meias palavras.
Assis Chateaubriand, que comanda o linchamento midiático de Getúlio, tem um encontro com o General Mozart Dornelles, subchefe do Gabinete Militar da Presidência da República, de quem era amigo pessoal desde a Revolução de 30, quando se conheceram, Mozart combatente e Chateaubriand jornalista. É Mozart que procura Chateaubriand, sem Getúlio saber, e pergunta por que tanto rancor, tanto ódio na campanha das televisões, das rádios e jornais fortíssimos da rede dos “Associados” de Chateaubriand em todos os Estados e de sua revista ilustrada O Cruzeiro, que vende meio milhão de exemplares por semana.
Chateaubriand não faz cerimônia, faz seu preço:
- Mozart, eu sou o maior admirador do Presidente, eu adoro o Presidente. À hora que ele quiser, eu tiro o Carlos Lacerda da televisão e entrego para quem ele quiser... É só ele desistir da Petrobrás.
É só ele desistir da Petrobrás...
O General, chocado com a crueza da proposta, volta para o Palácio do Catete, sede da Presidência da República, onde encontra o Ministro da Justiça Tancredo Neves, conta o episódio e pede uma opinião: deve contar ou não a Getúlio sobre a proposta de Chateaubriand?
- Acho que você deve contar – responde Tancredo. – O Presidente precisa saber disso. Mas nós dois sabemos de uma coisa: o Presidente morre, mas não desiste da Petrobrás.
Getúlio não desistiu – e o Brasil tem hoje o Pré-Sal, tão ameaçados neste agosto, o Pré-Sal e a própria e sessentona Petrobrás, quanto a Petrobrás recém-nascida no agosto de Getúlio na crise de 54.


24 de agosto de 2018

Presidente do Senado deixa claro que o Brasil deve cumprir decisão da ONU



NOTA PÚBLICA
Em atenção à solicitação da Presidente do Partido dos Trabalhadores, o Presidente do Senado Federal informa que o Brasil é signatário do “Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos” e de seus Protocolos Facultativos, assinados na ONU em 16 de dezembro de 1966.
O tratado internacional tramitou na Câmara e no Senado entre janeiro de 2006 e junho de 2009, sendo aprovado em ambas as Casas, e foi promulgado pelo Decreto Legislativo nº 311, de 2009, conforme publicado no Diário Oficial da União de 17 de junho de 2009, encontrando-se em pleno vigor.

Senador Eunício Oliveira
Presidente do Senado Federal

23 de agosto de 2018

Algo de estranho


            Saiu no jornal espanhol El País

"O eurodeputado Roberto Gualtieri, membro do Partido Democrático Italiano, pisou em solo curitibano no final de julho para visitar o ex-presidente Lula com uma certeza: a de que há algo estranho no processo judicial que levou o petista a uma condenação de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato. "Eu li toda a sentença, e acho que aqui trata-se mais de um expediente para compensar a falta de provas do que uma qualificação genuína dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção", afirma. "Pessoalmente eu não vejo nesse caso nada que indique um crime". O político romano não é estranho a estes delitos: Gualtieri ocupa a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu, responsável por, entre outras coisas, legislar sobre combate à lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no bloco".

Apanhou por declarar voto em Lula


O ódio propagado pelo pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ) já está fazendo vítimas nas ruas. Viralizou, nesta quarta-feira (15), a postagem de uma mulher que foi agredida em uma padaria por um apoiador de Bolsonaro simplesmente por ter dito que, entre o deputado e o ex-presidente Lula, votaria em Lula nas próximas eleições.
R* contou, no relato que postou no Facebook, que parou com uma amiga na madrugada de quarta-feira para comer na padaria Bologna, na rua Augusta, em São Paulo, antes de ir para casa. No local, dois homens que comiam no mesmo balcão que ela começaram a incomodá-la e, em dado momento, um deles perguntou se em um segundo turno nas eleições de 2018 ela votaria em Lula ou Bolsonaro. Bastou ela dizer que votaria no petista para que o homem começasse a destilar uma série de ofensas de cunho racista e classista.
. Portal Forum


19 de agosto de 2018

O retrato de mediocridade



                 . Fernando Brito (Blog Tijolaço)

O retrato aí de cima, da “cola” escrita na mão de Jair Bolsonaro, na foto de Diego Pardgurshi, da Folhapress, é o melhor retrato do grau de indigência dos candidatos à Presidência no debate da Rede TV.

Indigência intelectual, indigência política, indigência moral e ética.
Dizer o quê de um candidato dito “favorito” que precisa rabiscar na mão, a caneta, como um ginasiano apavorado, sobre o que deveria falar, olhando a toda hora o que havia garranchado .
Sua resposta à questão da educação, dizendo que vai “militarizá-la” colocando  gente do exército para dirigir escolas é de chorar.

Mas não foi o único indigente e nem é preciso falar das invocações de Jesus do Cabo Daciolo.
Marina Silva quer fazer o desenvolvimento à base de “turismo sustentável”. Mesmo que não fosse um quinquilharia para o  quinto maior país do mundo, qualquer um sabe que não há atividade mais predatória ao meio-ambiente que o turismo.

Álvaro Dias posava de “dono da Lava Jato”, ridículo, disputando-o com Marina.
Henrique Meireles era de dar dó, porque era impossível dizer se eram mais trôpegos seus pés do que trôpega a sua língua. De qualquer forma, nada era mais reumático que seu discurso de autoelogios vazios. Até “bancário” quis dizer-se.

Geraldo Alckmin não é nada, transpira falsidade, frieza, é daqueles caras que ninguém chamaria para tomar uma cerveja e conversar. Não envolve, não cativa, não convence e apresenta um “programa” que caberia a um candidato a síndico de prédio, nada mais que isso.

Ciro Gomes, lamentavelmente, mostrou ter um comportamento ético tão burro quanto deplorável. Suas três invocações gratuitas e agressivas contra Dilma Rousseff o levaram ao nível de Dias e Marina, mesmo tendo condições intelectuais visivelmente maiores que as deles.
Mais grave fazer isso, portanto, porque não se bate em quem não pode se defender.

Escrevam o que digo: Ciro não irá além dos 3% no final destas eleições. Não porque não merecesse mais, mas porque infelizmente escolheu ser um Cristovam Buarque 2 ponto zero.
Um pouco melhor, porque seus diagnósticos são, basicamente, corretos, mas ele escolheu parecer “bonzinho” e “educado” nos debates à custa de agredir aqueles que foram seus companheiros ao longo de mais de dez anos.


16 de agosto de 2018

Pomar mineiro




O PSDB, cujo líder máximo em minas está desmoralizado, tenta impugnar a candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff ao Senado. Não é o tucanato diretamente que tenta , pela segunda vez, puxar o tapete dela. Mas Dilma não tem dúvidas que o PSDB usa um laranja do MBL para fazer o serviço sujo. “Resolveram, com mãos de gato, usar um testa-de-ferro dos tucanos, um laranja do MBL, para continuar dando seus golpes contra a soberania popular”, denunciou a líder das pesquisas para o Senado da República no Estado de Minas.

15 de agosto de 2018

Lula candidato. Até dia 23



Termina exatamente às 19 horas, mesmo horário em que há anos os  brasileiros ouvem o Guarany,  tema de abertura da Voz do Brasil, o prazo para inscrição das chapas que vão concorrer as eleições de presidente, senadores, governadores e deputados (federais e estaduais). O PT fará a inscrição de Lula em Brasília  acompanhado de milhares de militantes, que já estão acampados na capital da república para gritar “Lula livre” e “Lula presidente”. O partido anuncia que fará tudo dentro da lei. E é dentro da lei que viverá até o dia 23 próximo a expectativa de ver a chapa Lula-Hadade ser deferida ou indeferida pelo TSE.

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral já emitiram vários sinais de fumaça de que aplicarão com rigor, a Lei da Ficha Limpa, que Lula sancionou na condição de presidente. Ninguém, nem os petistas que analisam o processo com racionalidade, esperam o deferimento da chapa, apesar de toda a pressão  ,inclusive externa, para que isso aconteça. Mas a militância continuará batendo bumbo, na expectativa de que , quanto mais for vitimizado, maior será a capacidade de Lula transferir seus votos para Fernando Haddad, cujas possibilidades de estar no segundo turno já são apontadas pelas pesquisas.

12 de agosto de 2018

Sérgio Moro e o lixo da história

                      Por Sandro Ari Andrade de Miranda ( advogado, mestre em ciências sociais)


O título do artigo é aparentemente forte, mas não é. É uma descrição própria e clara do papel que está designado ao juiz da 13ª Vara Federal do Paraná nos livros da história. Intelectual medíocre, sem nenhum trabalho de relevância que possa ser aproveitado pelo direito, o nobre magistrado ocupa um papel comum a muitos juristas de segundo escalão na história internacional: o de executor de violações e direitos fundamentais contra cidadãos e cidadãs e contra figuras políticas, estas sim, importantes.
Moro está longe de ser um super-herói. O seu vínculo com a mídia é de curta duração e vai terminar quando este conseguir sepultar, em definitivo, verdadeiros escândalos de corrupção como o das constas CC5 (Banestado), esquema de lavagem de dinheiro que alimentou as campanhas do PSDB, e o da Monsack Fonseca (do Panamá Papers), lavanderia que gerenciava o esquema de lavagem de dinheiro que tem entre os seus beneficiários dirigentes da FIFA e das Organizações Globo. Ou seja, como um reles subalterno de um golpe de estado, o juiz do Paraná foi um tarefeiro perfeito.
Na prática, viverá para a história como Roland Freisler, o juiz nazista que mandou milhares de pessoas para campos de concentração e para a câmara de gás durante o nazismo, enquanto a SS roubava descaradamente o dinheiro das vítimas e mandava para contas na Suíça, ou Quatus de Wet, juiz que presidiu o Tribunal de Rivônia e condenou toda a resistência da CNA contra o apartheid, dentre eles Nelson Mandela e Walter Sisulu. Em síntese, Moro é um bandido histórico comum, como muitos dos operadores das páginas mais tristes da história.
A prisão de Lula sem prova, e vou mais longe, sem enquadramento penal válido, é apenas parte de um circo que visa esconder os verdadeiros esquemas de corrupção que destroem o país, seus artífices e manter o poder concentrado na mão da extrema direita golpista. Lula é inocente, assim como Mandela, Sisulu, Gandhi, e todas as vítimas de Freisler. É preciso espancar a constituição e os livros de direito para sustentar tamanha perseguição política.
As armas utilizada por Moro, a tortura (pois prisão cautelar para forçar obtenção de provas é sim tortura) e acordos de colaboração premiada são presentes para os corruptos. Se analisarmos todos os acordos de colaboração premiada firmados pela 13ª Vara Federal do Paraná vamos notar que os mesmas sempre beneficiaram os verdadeiros corruptos e seus operadores. A Lava Jato não conseguiu recuperar 1/10 do valor desviado por pessoas como Paulo Roberto da Costa, Pedro Barusco ou o homem das CC5, Alberto Yousseff. Hoje todos vivem tranquilamente em condomínios de luxo e usufruem do benefício de anos de saques no patrimônio público. O esquema de Yousseff ganhou peso com o PSDB no poder e Paulo da Costa é cria da ditadura, e responsável por administrar desvios desde aquela época. Hoje são todos ricos e gozam plenamente desta riqueza em casa.
A tentativa de prender Lula nunca teve por objetivo acabar com a corrupção, mas pelo contrário, escondê-la. Aliás, se fizermos um apanhado jurídico-normativo vamos notar que a lavanderia pela CC-5 foi extinta em 2013, por ato da então Presidenta Dilma Rousseff (PT), acabando com um esquema que beneficiava banqueiros e lavadores desde 1962. Se as pessoas se derem ao trabalhar de estudar ao contrário de ler o noticiário, vão entender porque Lula é perseguido e Dilma foi afastada. Com eles distantes, a direita golpista e os corruptos ganham plena liberdade para manter os seus esquemas em plena atividade, e ainda vendem a falsa preocupação com a ética.
https://sustentabilidadeedemocracia.wordpress.com/2018/04/08/sergio-moro-e-o-lixo-da-historia/


11 de agosto de 2018

Saiba o que está por trás da candidatura Bolsonaro

                             Por L. Alberto Rodríguez / Los Angeles Press


É possível em pleno século XXI um político como Bolsonaro? Claro! Sobretudo, se não agir sozinho. Seu perfil pró-nazista, homofóbico, misógino e militarista tem sua contraparte americana; nem mais nem menos que o senador republicano Marco Rubio, que financia e apóia as aspirações do político carioca.
Vejamos.
Metido nas eleições brasileiras, Rubio pretende continuar sequestrando a política da América Latina desde a Casa Branca e restabelecer o conservadorismo militar no Brasil para agradar a Donald Trump.
Por esta razão, o senador da Flórida injeta dinheiro na campanha de Bolsonaro que, desde que passou a contar com o apoio de Rubio, subiu de cinco para vinte por cento nas pesquisas presidenciais. E tem se posicionado à frente de todas as pesquisas que não incluem Lula da Silva.
Como funciona o esquema Rubio-Bolsonaro? É claro que eles não precisam se ver o tempo todo para operar. Esse é o trabalho de Valdir Ferraz, o assistente mais confiável de Bolsonaro, que constantemente viaja para Miami para receber dinheiro e instruções de Rubio. Em troca, o republicano organiza a agenda do brasileiro e até o acompanha em suas viagens fora do Brasil.
A relação entre Bolsonaro e Rubio é relativamente nova. Os ilustres personagens se conheceram durante a primeira visita do político do Rio de Janeiro aos Estados Unidos, em 7 de outubro de 2017, quando se reuniu com membros do Partido Republicano e do governo Trump. O encontro mais recente entre os dois nos EUA ocorreu em março de 2018, quando almoçaram na casa de Rubio e ficaram conversando por quatro horas, em particular. Claro que, a pedido do anfitrião, não houve qualquer divulgação e não foram tiradas fotos.
Em troca de apoio financeiro e midiático, Rubio encomendou a Bolsonaro conquistar uma bancada no Congresso para apoiá-lo contra Lula ou, na sua ausência, contra Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, nomeado pelo Partido dos Trabalhadores como seu candidato presidencial, até que o ex-presidente brasileiro saia da prisão.
As semelhanças entre Rubio e Bolsonaro são muitas. Ambos, por exemplo, são firmes defensores da liberalização de armas. O candidato carioca propôs abertamente o porte de armas no Brasil, que acaba de atingir a taxa histórica de 30,3 assassinatos por 100 mil habitantes em um ano. Trinta vezes mais do que na Europa, e um assassinato a cada dez minutos, colocando-se como a região mais violenta da América do Sul.
Mas isso não parece importar ao candidato carioca. Bolsonaro foi Capitão do Exército e é um defensor aberto das ditaduras militares. De fato, seu candidato a vice-presidente é um militar. O seu conselheiro para assuntos de defesa é Augusto Heleno, ex-chefe da missão militar brasileira no Haiti, ligado a Embaixada e ao Exército dos EUA, identificado pelas autoridades haitianas como um "homem dos americanos", justo quando dispararam os casos de violações sexuais, especialmente de menores, naquele país caribenho.
Bolsonaro também foi multado em 2011 por comentários racistas e misóginos. Algo que se repetiu em 2017. Ele é um personagem conhecido no Brasil por declarações como "índios fedorentos", "se ver dois homens se beijando, eu bato", "escória" (referindo-se aos imigrantes); "os afrodescendentes já não servem mais para procriar"; "não te estupro porque você não merece".
E tem mais. Bolsonaro propôs a tortura como punição judicial. Ele disse que Lula era um bêbado. Diz sentir saudade das ditaduras militares. Ainda, afirmou que não havia ditadura no Brasil e que o erro era torturar e não matar. Tem também outras três sentenças judiciais por injúria e difamação e acusações junto ao Supremo Tribunal Federal.
Este é o homem dos americanos para ser o novo presidente do Brasil.
Suponho que para a comunidade internacional não deva ser coisa menor, já que o país não consegue se recuperar da crise social e política resultante do golpe parlamentar imposto por Michel Temer em 2016 e pela queda da economia que já ultrapassa 12% nos últimos três meses. Assim, Bolsonaro é uma ameaça e sua possível chegada à Presidência seria um desastre, não só para o Brasil, mas para toda a região. É a mão de Washington metida na América Latina e essa é a sua aposta.

* L. Alberto Rodríguez é vencedor do Prêmio Nacional de Jornalismo Contra a Discriminação, concedido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos; especializado em jornalismo narrativo e análise sobre contracultura, política e movimentos sociais.