Pular para o conteúdo principal

O penúltimo moicano



Das pessoas  presentes  à  reunião que definiu a edição do AI-5 agora só tem vivo Delfim Neto. O penúltimo, Jarbas Passarinho, morreu hoje aos 96 anos. A mídia o está venerando, como grande brasileiro. Foi sim, um intelectual de direita, senador e ministro três vezes dos governos militares.  Quando participei do estágio universitário no Congresso Nacional, pela UEM, Passarinho era líder do governo Geisel no Senado e pude assistir a um debate entre ele e o líder da oposição Paulo Brossard.
Era sem dúvida um grande orador, mas grande brasileiro?. Como Ministro da Educação editou o elaborou o 477, decreto que proibia a manifestação política nas universidades. Foram tempos difíceis, que  abortaram toda  uma geração de líderes políticos, que até 1964 eram gestados justamente na política estudantil, tendo a UNE como plataforma de lançamento de carreiras brilhantes.

Aos que dizem ter sido Passarinho uma referência ética do período militar, olha só esta frase, dita por ele ao presidente Costa e Silva, ao editar o Ato Institucional número 5 : “Às favas, senhor presidente,neste momento, todos os escrúpulos de consciência”.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Covardia diplomática

  Já passa de 200 o número de mortos no confronto Israel x Palestinos. Por obra e graça de Benjamin "Bibi" Netanyahu, Tel-Aviv massacra os palestinos da Faixa de Gaza. Isso vem provocando reações diplomáticas em todo o mundo, mas o Brasil continua em silêncio sepulcral. Bolsonaro, que batia continência para Trump e beijava a mão de “Bibi”, tem medo de se manifestar. Sabe que se externar apoio a Israel fica mal com a colônia árabe, que é muito grande no nosso país. E se censurar os ataques do exército israelense, se indisporá com o primeiro ministro carniceiro. Além de reticente, o governo brasileiro é covarde.

Pronto, falei !

 Sempre ouvi dizer que decisão judicial não se discute, se cumpre. Por isso,não há que se questionar as liminares cedidas a grandes supermercados de Maringá que insistem em abrir aos domingos, apesar do caos sanitário que a cidade vive, com 100% dos leitos de UTI ocupados. Não discuto também, mas fico indignado com tanta falta de humanidade, de quem abre e de quem permite que abram.