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No apagar das luzes de sua administração, o prefeito Pupin aplica um golpe baixo no meio-ambiente


Não sei se este será o único ou apenas um dos decretos de autorização de loteamentos irregulares, que atentam contra o meio ambiente no município de Maringá.  Publicado no Diário Oficial de número 2590 o decreto 1476 ,  assinado pelo prefeito Roberto Pupin no último dia 16 , autoriza a Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo a analisar e aprovar  projetos de parcelamento do solo  na Macrozona Rural de Proteção de Manancial. Na prática, abre caminho para loteamentos rurais sobre bacias hidrográficas, a começar pelos  ribeirões Morangueiro e Sarandi.


Tudo bem que o decreto manda preservar as reservas legais, as matas ciliares e a biodiversidade, mas até os pernilongos dos fundos de vale mal  cuidados  sabem que a qualidade dos recursos hídricos do município, que já não é boa, tende a ficar ainda pior, com poluição irremediável. Falando o português claro: o que o prefeito em fim de mandato fez foi abrir a porteira para a especulação imobiliária sobre as bacias hidrográficas do município. É caso para a Promotoria Especial do Meio Ambiente.

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