31 de outubro de 2006

Derrota há muito anunciada

Vendo o blog do Franklin Martins agora de manhã, lembrei do que ele disse quando fez palestra em Maringá no primeiro semestre desse ano. Ele contou que foi tomar café no Palácio dos Bandeirantes com o governador Alckmin em fevereiro , quando Lula se recuperava de uma queda brutal nas pesquisas. Alckmin queria ouvir a opinião do jornalista sobre as chances que ele Alckmin teria de vencer as eleições. Franklin foi franco:"Se o PSDB voltar a sentir que tem chances, o Serra será o candidato. Se o Lula continuar crescendo assim, governador, vão lhe jogar na fogueira. Eu acho, com toda sinceridade que o Sr. é o cabra marcado para perder".

O mesmo Franklin recorda agora no seu blog , que numa conversa com Lula há cerca de cinco mses, o presidente profetizou: "vou vencer as eleições porque o povo sabe que está comendo mais e melhor e porque a oposição está cometendo os mesmos erros que o PT cometeu em 1994: está brigando com os fatos".

ATAQUE NÃO DÁ MAIS VOTO

Foi-se o tempo em que ataque dava voto a quem atacava. Alckmin começou a despencar no segundo turno após o debate da Band, em que todo o tucanato ficou eufórico com o estilo Mick Tison do seu candidato. Osmar quse chegou lá, mas perdeu muito voto no último debate quando repetiu a tática do seu candidato a presidente no debate da RPC. O governador licenciado fez o papel de "Requiãozinho paz e amor" e se deu bem. Tive essa convicção reforçada ao ouvir ontem comentários de duas pessoas simples. A primeira, uma moça de 19 anos, disse que ia votar no Osmar mas ficou com raiva porque ele chamou o governador de mentiroso. O outro, um senhor de meia idade que estava na fila da lotérica para fazer uma aposta da Lotofácil, foi ainda mais objetivo: "Votei no Osmar no primeiro turno, estava disposto a votar no segundo, mas achei que ele estava muito raivoso e agressivo no último debate. Foi alí que decidi mudar meu voto".

A EXPLOSÃO PÓS
Requião vinha reclamando dos principais veículos de comunicação do Estado, mas de maneira velada. Em Maringá chegou a insinuar que estava sendo perseguido pela RPC e que era vítima de "uma campanha sórdida da Gazeta do Povo". Mas estava se contendo, segurando a sua ira, porque a prudência recomendava calma, para não perder votos.

Eleito, ele foi ao ataque. Na primeira entrevista coletiva, partiu com tudo pra cima dos veículos que ele acha que o prejudicaram na campanha. Uma pena, porque ele poderia muito beim, do limão fazer uma limonada, dando tapas com luvas de pelica, como fez Lula na improvisada entrevista de domingo a noite. Mas o temperamento de Requião não é pra isso. Há quem diga que ele terá muitas dores de cabeça no seu relacionamento com a imprensa no próximo governo, por conta da briga em campo aberto que teve com o grupo do Dr. Francisco Cunha Pereira. Mas se há uma coisa que Requião não teme é enfrentamento. Quem não se lembra do confronto que ele teve com o Poder Judiciário quando foi governador pela primeira vez?

Análises precipitadas

É precipitada qualquer análise agora sobre o futuro político do ex-prefeito João Ivo Caleffi. Se continua no PT, se vai para outro partido e se disputa a sucessão municipal em 2008, isso só o tempo dirá. No momento, tudo o que o João quer é retomar a sua rotina, cuidar da vida e, claro, descansar um pouco porque ninguém é de ferro.

Ele tem sido procurado por lideranças partidárias para conversar sobre 2008, o que é natural. Mas acha que está cedo, que o momento é de curtir as vitórias de Lula e Requião e deixar que os acontecimentos indiquem os caminhos a serem trilhados a partir do ano que vem.

Uma coisa é certa: João Ivo será um dos nomes fortes que estará na cena política a partir de 2007, tendo em vista a sucessão municipal. Tem muita gente achando que ele deve sair do PT, pela simples e boa razão de que o partido não facilitou em nada a sua vida nas duas eleições que disputou. Mas por outro lado não se pode deixar de considerar que o PT foi o primeiro partido político da vida de João Ivo. E isso não é pouca coisa.

29 de outubro de 2006

Teste pra cardíaco

Por mais que a expressão tenha sido desgastada, a totalização dos votos na eleição de governador, foi mesmo teste pra cardíaco. A pesquisa de boca de urna deixou os eleitores de Requião tranquilos, certos da vitória. Mas à medida que as parciais iam surgindo no telão do TRE, era Osmar que exultava. Requião não admitirá nunca, vai dizer sempre que acompanhou tudo com tranquilidade, mas o fato é que deve mesmo ter suado frio até o momento em que a matemática virou-se pra ele e disse: "Sorria Requião, voce está reeleito " .

O deputado Ricardo Barros passou um bom tempo hoje no final da tarde e começo de noite na CBN comentando as eleições no Paraná. Do alto de uma arrigância já conhecida, Ricardo criticou as pesquisas, mas em nenhum momento lembrou o quanto lhe favoreceram pesquisas do DNP em passado recente.

28 de outubro de 2006

Contraponto trapalhão

Fiquei intrigado com a insistência do candidato Alckmin em chamar a Lei de Manejo da Floresta Amazônica de privatista. Como sou leigo no assunto, recorri a alguns sites e blogs, onde gente que entende aborda o assunto. Encontrei no blog do Luis Nassif, análises interessantes sobre a Lei 4.276/2005.
Quem fizer isso, vai se convencer de que a alardeada privatização da amazônia, que Alckmin fez questão de usar como forma de neutralizar o rótulo de privatista que Lula lhe colocara na testa, terá efeito exatamente contrário.
A lei cria mecanismos de proteção da selva contra grileiros, fazendeiros inescrupulosos e madereiros. Isto na medida em que o Estado retoma o controle sobre áreas de terra que sempre estiveram na mira da cobiça de predadores contumazes. Segundo Nassif, a lei , que foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula,foi elogiada por ambientalistas do mundo inteiro. Vejam só: até o Greenpeace aplaudiu .
Posturas como esta do candidato tucano é que acabam ajudando a explicar os números das pesquisas.

POBRE AGNALDO
As primeiras informações sobre a origem de parte do dinheiro, com o pedido de prisão preventiva de Agnaldo Henrique Lima, colocavam este cidadão como o sujeito que mentiu para incriminar o PT. Mas o Agnaldo foi vítima , pois teve sua identidade usada por um tal Luiz Armando Silvestre Ramos que, com a participação da secretária do PSDB de Pouso Alegre (MG), montou uma farsa para atingir a candidatura Lula. Os fatos estarão devidamente esclarecidos nos próximos dias. Passada a eleição, a verdade do dossiê acabará vindo à tona. Tem muita surpresa pela frnte.

Enfim, Lula começou a dizer...

Alckmin insistiu tanto ao longo do segundo turno na pergunta "de onde veio o dinheiro do dossiê ?", que quase no final do debate da Globo agora a noite, Lula começou a dizer: "Veja Alckmin como Deus escreve certo por linhas tortas: a Polícia Federal acaba de descobrir que uma parte dos reais foi juntada com a participação de uma secretária do PSDB mineiro".
Alckmin fez de conta que não era com ele e seguiu exercitando a fala para a qual estava programado, como parecia programado por computador nos debates anteriores. Mas de um modo geral, o debate de hoje foi melhor do que os dois últimos (Record e SBT). Mas não aconteceu nada de extraordinário que possa alterar o quadro revelado pelas pesquisas.

27 de outubro de 2006

Verdade a conta- gotas

Aos poucos a verdade sobre o mensalão, a máfia dos sanguessugas e principalmente sobre o dossiê , começa a aparecer. Quanto ao valerioduto, está provado que tudo começou em 1998 quando Marcos Valério colocou R$ 11 milhões de caixa 2 na campanha do presidente do PSDB a governador de Minas, Eduardo Azeredo. O processo corre em segredo de justiça, mas o Ministério Público já avisou que oferecerá denúncia contra Azeredo, assim que terminarem as eleições .

Quanto aos sanguessugas, também está provado que o esquema começou em 2001, com a forte atuação de Abel Pereira no processo de liberação de verbas do Ministério da Saúde para a compra de ambulâncias superfaturadas.

Finalmente, no que diz respeito ao dossiê, a Polícia Federal desmascarou o suposto "laranja" Agnaldo Henrique Lima, que mentiu quando declarou que levara R$ 250 mil para o coordenador da campanha de Aloísio Mercadante em São Paulo. A PF federal descobriu que tudo não passou de uma farsa, montada para atingir a candidatura Lula. Por tras dessa operação estaria Rosely Pantaleão, só por coincidência, secretária executiva do PSDB mineiro.

Vence pela repetição

Nunca o ministro da propaganda de Hitler foi tão citado como nessas eleições. Joseph Paul Goebbels não descobriu a pólvora, mas fez a Alemanha inteira acreditar nas mentiras que o nazismo repetia exaustivamente até ser transformadas em verdades absolutas. Essa triste lição foi absorvida pela fauna política brasileira, que em período eleitoral exibe rosários e mais rosários de mentiras, principalmente no palanque eletrônico.

Ontem ouvi uma ,que venho ouvindo há muitio tempo, sem que a mídia e as forças políticas locais se dêem ao trabalho de questioná-la. Refiro-me à Região Metropolitana de Maringá, que de tanto sofrer influência do mito Goebbels , tornou-se órfã de pai. O candidato da oposição Osmar Dias, disse ontem no Pinga Fogo que vai tirar do papel o projeto da deputada Cida.

Nunca é demais lembrar que a única coisa que a deputada fez om relação a isso, foi acrescentar novos municípios ao mapa da RM e com isso, ampliar para muito além das fronteiras de Maringá, suas bases eleitorais.

Em nenhum momento falou-se que a Região Metropolitana de Maringá só dependia de um ato administrativo do governador. Isso não foi feito por Lerner e nem por Requião. Talvez por faltar uma ação política efetiva dos deputados e prefeitos , no sentido de pressionar o governo a tirar a lei Joel Coimbra do papel..

Está faltando sinceridade e sobrando hipocrisia no marketing da Região Metropolitana de Maringá, que já está deformada pelo excesso de municípios integrantes.

Osmar no ataque

Terminou agora ha pouco o debate dos candidatos a governador na RPC.Osmar chamou Requião pra briga o tempo todo, mas Requião, de maneira surpreendente, não aceitou. Osmar adotou a tática Alckmin , foi ao ataque, tentou nocautear. Requião não chegou a frequentar as cordas, mas não parecia querer fazer o adversário beijar a lona. Sua estratégia era a do empate, que sempre beneficia quem está melhor na pesquisa.

Não creio que o debate servirá para mudar o quadro, mas certamente Osmar fez aumentar o entusiasmo da sua militância. Rquião repetia o tempo todo que queria discutir propostas, programas de governo e postura política. Osmar fez o gênero "tô nem aí" e bateu pra valer. Se ele adotou a postura correta, vamos saber já no domingo a noite.

25 de outubro de 2006

Nada de apoiadores

Pinga Fogo disse no início dessa semana que não agendaria mais nenhuma entrevista com apoiadores dos dois candidatos a governador. O espaço continuaria aberto para os candidatos Osmar e Requião. Mas entrevistar quem os apoia, aí não dava mais. Corretíssimo. Pena que a regra não se aplicque à família Barros. Acabei de ver uma entrevista do deputado Ricardo , que se dedicou a desqualificar as pesquisas, hoje favoráveis a Lula e Requião e claro, para não dizer que não falei das flores, criticou a baixaria no horário eleitoral, mas baixaria que para ele só existe de um lado.

24 de outubro de 2006

Nitroglicerina pura

Por meio do blog do Angelo Rigon acessei o Hora H News, do jornalista curitibano Cícero Catani, que no passado foi editor-chefe do jornal Correio de Notícias. O Correrio, que era chamado pelos profissionais da imprensa curitibana de Correndo da Notícia fechou faz uma cara. Mas o Catani é um profissional bem informado. O fato de ser requianista de carteirinha deixa a sua credibilidade arranhada na cobertura eleitoral.

Mas de qualquer maneira, a bomba que noticiou ainda há pouco e em seguida teve que tirar do ar por determinação da Justiça, pode causar um estrago na candidatura Osmar Dias.

O fato concreto é que a Polícia Federal prendeu hoje num hotel da capital um cidadão com armas e muito dinheiro vivo. Catani informou tratar-se de José Carlos de Oliveira, suposto caixa de campanha do candidato oposicionista. Parece que é muita grana, quase tudo em notas de R$ 10,00. Cícero Catani chegou a insinuar que seria dinheiro oriundo dos pedágios.

A RPC noticiou o fato agora há pouco, mas não citou o nome do preso e nem deu a ele qualquer conotação eleitoral. A prisão estaria neste momento sob segredo de justiça. Se Catani estiver certo, o homem da mala preta" é nitroglicerina pura.

BALDE DE ÁGUA FRIA
Mais do que fria, gelada. Assim estava a temperatura da água que a pesquisa Data Folha , divulgada há poucos instantes pela RPC jogou na militância do candidato Osmar Dias. Requião tem 5 pontos de vantagem e está em ascensão. Osmar, que terminou em alta e recomeçou o segundo turno ensaiando passos de avanço, recuou. Isso é reta final de campanha é pior do que carro sem freio morro abaixo.
(postado às 19,30hs/ 24.10.06)

A direita também ensina

Nem tudo causa asco na direita rançosa. Nem todos os políticos que habitam a fauna do reacionarismo passam pela vida partidária sem nos deixar boas lições, de comportamento e de ética, inclusive. Lembro de Josapha Marinho, um liberal de respeito, com grandes preocupações sociais e com uma virtude inquestionável: era adversário figadal de Antônio (Malvadeza) Carlos Magalhães na Bahia, meu querido estado natal, estado de ambos. Um ano antes de morrer, ainda senador da república, foi questionado sobre sua permanência no PFL, mesmo partido do adversário e como seu adversário, um udenista de quatro costados: " Ora, ora, dizem que às vezes falo e atuo como um político de centro e, eventualmente, até como um político da esquerda. A esta inquietação que não é só do nobre repórter, mas de correligionários meus, costumo responder o seguinte: é importante que eu esteja do lado oposto aos reacionários de carteirinha, porquie afinal de contas, alguém precisa ter juízo nessa nossa direita".

Agora há pouco li no blog do Ricardo Noblat uma explicação do ex-senador e ministro da educação no regime militar, Jarbas Passarinho, sobre sua reconhecida coerência partidária. Disse: "Quando entrei para a Arena - o primeiro partido a que me filiei - assumi comigo mesmo o compromisso de só sair do partido quando eu morresse ou qundo ele morresse antes de mim". A Arena morreu com o bipartidarismo e Jarbas Passarinho, como Josapha uma das grandes inteligências da política brasileira nas últimas décadas do século XX, continua vivinho, engrossando as fileiras do PP. Isso é coerência partidária.

Lembro a propósito, que o PT foi o primeiro e até agora único partido do ex-prefeito de Maringá João Ivo Caleffi. Embora não seja um petista orgânico, como costumam desdenhar seus "companheiros" orgânicos da tendência majoritária, acho difícil que ele mude de sigla...mesmo que esteja sempre sobre um tapete pronto para ser puxado.

Aumento de potência

A rádio da UEm está operando com 10 kilowatts de potência. Operava com apenas 1k. Está de ditetor novo. Paulo Petrin'sabe muito de comunicação de massa e é um craque da programação musical. Promete novidades para janeiro.

Petrin foi convidado para dirigir a Universitária FM pelo novo chefe da comunicação social , o Luck, que assumiu no lugar da minha dileta amiga Marialva Taques, que depois de tanto tempo e de passar por tantos reitores, já estava merecendo um descanso.

As mudanças que o reitor Décio Sperandio está fazendo na comunicação da nossa universidade devem se refletir na maior interação da UEM com a comunidade, que é o que se busca há tempo. A rádio é um instrumento importante. E lgo vem a televisão, já autorizada pelo Ministério das Comunicações. Falta estrutura para montá-la, o que deverá acontecer em breve. Com o advento da tv digital, um canal de televisão nas mãos de uma instituição de ensino superior do peso da UEM, terá importância vital para a comunidade acadêmica.

Alckmin, previsível

O terceiro debate entre Lula e Akcmin, ontem à noite na Record foi mais frio do que o da da Band e mais quente que o do SBT. Como sempre, o tucano estava bem treinado. Impressionante como Alckmin parece programado por computador. Repete o tempo todo as mesmas histórias e reage sempre da mesma forma aos contra-ataques de Lula. É extremamente privisível, o que de certa forma, ajuda a explicar o seu desempenho nas pesquisas .

23 de outubro de 2006

Como fica o PMDB?

Postado às 13,30hs desse 23/10/06
----------------------------------------

Já começaram as especulaçoes sobre o futuro do PMDB de Maringá. Requião se reelegendo ou não, há quem diga que o PMDB deverá dar uma guinada de pelo menos 180 graus. Considerando que o último líder de fato do partido em Maringá foi Horácio Racanello e que o último prefeito que fez foi Said Ferreira, o PMDB velho de guerra pode trazer de volta para suas fileiras algumas figuras de proa do horacismo.

Essa de abrir espaço para a volta dos históricos é uma hipótese. Mas não é a única. Há quem diga que se depender do vice Orlando Pessuti, o PMDB tira João Ivo do PT. Hipótese remota. Fala-se que a sigla cairia no colo de Edmar Arruda. Hipótese remotíssima. A continuação de Crispim no comando do partido. Hipótese, nada mais do que hipótese. Continuidade do interventor Pavanelli no processo de reestruturação do diretório. Hipótese pouco provável.

Uma coisa é certa: seja qual for o resultado da eleição de governador, Requião vai querer fortalecer o PMDB nas cidades polos do Estado, onde o Partido do Movimento Democrático Brasileiro não tem feito jus à sua tradição e ao seu tamanho. A restruturação do novo PMDB rumo a 2008 começa logo após a ressaca do pileque pela vitória ou da enorme dor de cabeça provocada pela derrota.

CADÊ O ABEL?

Os jornalões de hoje estão manchetando as novidades do dia sobre o dossiê. Nada de destaque ao depoimento de Abel Pereira à Polícia Federal. Abel, Abel, se não tem abelha, como pode vender mel?

22 de outubro de 2006

Muitas interrogações

A cobertura da grande imprensa com relação aos escândalos que abalam a república neste período eleitoral é repleta de senões. Nem vale mais falar da Veja, porque a maior revista semanal do país passou dos limites no quesito parcialidade. Curioso como em nenhum momento apareceu no noticiário, a relação intrigante de Abel Pereira com o sucessor de Serra no Ministério da Saúde durante o governo FHC, Barjas Negri. Da mesma forma como não houve qualquer referência ao fato de que 70% das ambulâncias da Planam dos Vedoin foram adquiridas pelo governo passado, no período Serra/Barjas no Ministério da Saúde. Por que será que os jornalões e a Globo continuam omitindo fatos relevantes como esses?

A revista Carta Capital, que não esconde a sua opção pro-Lula, levantou que a Globo fez reportagem sobre Abel Pereira, o homem que intermediou boa parte da liberação das emendas orçamentárias que culminaram na compra das ambulâncias. Mas a reportagem não foi ao ar até o presente momento.Talvez porque o escândalo da compra do dossiê não tenha deixado espaço para mais nada no Jornal Nacional. Nem mesmo para tratar do conteúdo do tal dossiê.

Incompreensível também, o esforço que a mídia faz para cristalizar a barreira cronológica montada pelo tucanato, para evitar que as investigações contra a máfia dos sanguessugas e contra os mensaleiros, retroajam ao período FHC, o intelectual que orgulhava a elite brasileira, embora envergonhasse seu professor, o honrado sociólogo Florestan Fernandes. Florestan , que me orgulho de ter entrevistado para a revista Pois é, quando ele esteve em Maringá, morreu amargurado com os rumos que o ex-aluno dera ao país em 8 anos de um governo predatório (vide, por exemplo, o caso da doação que ele fez da Vale do Rio Doce ao grupo Vicunha., do Benjamin Staimbruck).

Em resposta ao diretor de jornalismo da TV Globo, que publicou carta detonando a revista Carta Capital, Mino Carta chama Ali Kamel , de Tartufo. Tartufo, personagem de uma peça famosa de Molière , encarnava uma espécie de síntese da hipocrisia. Diz o respeitadíssimo Mino Carta (por ironia ,criador de Veja):'"Nào é lícito condenar a Globo, bem como outros órgãos e empresas da mídia, por suas preferências políticas. Insuportável é a tentativa de esconder a parcialidade por trás de uma neutralidade que os comportamentos traem a cada passo".

Quem acompanha o noticiário não apenas pelo Jornal Nacional , pelos jornalões Folha de São Paulo, Estadão e o Globo, mas se dá ao trabalho de ler também veículos como Tribuna da Imprensa, Observatório da Imprensa e Carta Capital, haverá de estar inconformado com o circo armado em torno das eleições presidenciais, um circo que visa produzir fumaça de gelo seco para encobrir o "linxamento" moral e ético do governo Lula.

Antes que alguém aí pense bobagem, é bom que fique claro que ninguém de bom senso acha normal os crimes e trapalhadas dos "aloprados"do PT. Entretanto, não dá pra engolir seco o festival de hipocrisia que os Tartufos do PSDB, PFL e quejando, estão a promover, com total apoio da grande mídia.

Me desculpem, mas me dá náusea ver certas figurinhas carimbadas da política nacional arrotando ética na tv, no rádio e nos jornais e revistas. Agride a consciência nacional , figuras como ACM, Agripino Maia, Bornhausen e outras tantas, pousando de vestais da moralidade em horário nobre.

20 de outubro de 2006

Pedro Simon na carreata

O senador se incorporou à carreata de Requião em Maringá quando a fila interminável de carros deixava a Brasil e seguia para Sarandi. Pedro Simon veio ao Paraná para dar uma força à campanha do ex-colega de Senado. Seguiu com Requião para Foz do Iguaçu e iria andar com o governador no Sudoeste ,onde tem muita influência, devido à grande colônia gaúcha na região.

Requião não falou em Lula em nenhuma de suas falas em Maringá, mas sua equipe está integrada na campanha de reeleição do presidente. Pensando bem, o governador nem precisaria explicitar sua posição pro-Lula porque ela está implícita na força das suas palavras contra a elite e nas críticas pesadas ao neoliberalismo, principalmente à tese do estado mínimo.

O ex-prefeito e candidato a deputado federal com 50 mil votos, João Ivo Caleffi, esteve o tempo todo com Requião, na passagem do governador licenciado por Maringá. Foi junto com Requião aos programas de tv e à Radio CBN e esteve ao lado dele na camioneta que puxava a carreata. Politicamente, isso tem um significado:
João Ivo pode estar ao lado de Requião nas eleiçoes municipais de 2008.

Contundência verbal

Requião continua em forma e o mesmo peso-pesado de sempre. Chegou às 11hs no aeroporto, deu rápidas entrevistas para repórteres locais e depois se fechou numa sala para uma exclusiva ao José Maschio, Folha de São Paulo. A matéria, mais de meia página deve sair na edicáo de segunda-feira. Não insisti com o amigo Ganchão para saber o que o governador havia dito, mas com todoa certeza bateu pesado noa dversário Osmar. E ouviu do repórter da Folha a seguinte avaliação do primeiro turno: "Pois é Requião,a minha avó sabe tudo de política e dia desses ela lamentou que voce não tivesse liquidado a fatura no primeiro turno. Mas ficou irritada com a tua indecisão quanto à sucessão presidencial. Por causa daquela aliança esquisita com o Hemans Brandão, um tucano, voce acabou batendo com a bunda na água. Acho que a avaliação de vovó é correta. Até porque ela sabe que se há uma coisa que não combina com você é a indecisão. E cá entre nós, o muro do primeiro turno lhe fez muito mal". Requião ouviu, não partiu pra cima do repórter , mas certamente saiu refletindo:"e não é que o Ganchão está coberto de razão?".

PALAVRAS DURAS
Durante o almoço no CTG , Requião foi duro com os adversários. Mas teve sensibilidade suficiente para tirar o deputado Luiz Nishimori do sufoco. Nishimori chegou a ser hostilizado quando discursava. Principalmente porque disse apoiar Requião mas para presidente seu candidato é Alckmin. Houve um princípio de vaias, mas Requião restabeleceu a ordem, elogiando Nishimori e a ajuda que o deputado prestou ao governo na Assembléia Legislativa.

No discurso, Requião bateu forte no adversário Osmar. Falou da Fazenda no Tocantins, da coligação do adversário, que chamou de "formação de quadrilha" e pediu para que rezassem por ele, pelo Paraná e pelo Brasil, "para que o estado e o país nao caiam nas mãos da quadrilha privatista".

Requião anunciou que , uma vez reeleito, implantará as regiões metropolitanas de Londrina e Maringá e iniciará o processo de retomada do transporte ferroviário de massa, com a volta do trem de passageiros entre Maringá e Londrina.

O CTG teve lotação completa e lá estavam também nada menos do que 113 prefeitos que apóiam a reeleição do atual governador. Entre as lideranças políticas de Maringá e região, estavam ao lado de Requião o ex-prefeito de Maringá João Ivo Caleffi, OdilioBalbinotti , Nishimori e o deputado eleito Ênio Verri,

De olho em você!

O olho mágico do DIAP não deixa um só parlamentar fora da sua mira. Quem quiser saber como cada deputado e cada senador age em Brasília, basta consultar o departamento intersindical. Foi o que fizeram os sindicalistas paranaenses que apoiam Requião. Pesquisaram o comportamento do senador Osmar Dias no tocante às relações capital x trabalho. Resultado: o senador tem um histórico que mete medo no assalariado. Há projetos dele que não chegaram a virar lei (ainda), que tiram direitos do trabalhador. Entre outras coisas, há um que propõe pagamento parcelado do 13o. e outro que acaba com a multa de 40% que o patrão tem que pagar em caso de demissão sem justa causa. Essa postura antipovo está sendo explorada em todo o Paraná pelos apoiadores de Requião, principalmente por sindicalistas. Isso vai tirar votos do Osmar? Tudo indica que sim, e não será pouco. É esperar as próximas pesquisas de institutos de credibilidade para saber.

A TODO VAPOR
O candidato à reeleição Roberto Requião decidiu intensificar a campanha no interior, principalmente nas cidades-polo , onde perdeu feio no primeiro turno. Hoje em Maringá ele tem uma agenda bastante intensa. Chega às 11hs no Aeroporto, vai a vários programas de tv, participa de um almoço com prefeitos e lideranças regionais no CTG e depois participa de uma carreata que vai do CTG (saída para Campo Mourão) até Sarandi, passando pelo centro de Maringá.O exército formiguinha que ainda tem o comandante Crispim à frente se juntou à militância do PT e está indo às ruas, com o firme propósito de virar o jogo aqui, pra Requião e Lula.

Os peemedebistas, refletindo a indecisão do comandante-chefe, estavam resistindo à dobradinha. Mas depois que o Lula disparou nas pesquisas (,chegou a 61% na do Vox Popoli divulgada hoje) todo mundo se mostra entusiasmado com o casamento celebrado pelas cúpulas dos dois partidos. Vão estar com Requião à frente da carreata, os petistas João Ivo Caleffi e Ênio Verri. Em tempo: já está rodando por aí o adesivo de bolso (mosquitinho ou praguinha), com Lula e Requião, nas cores vermelha e azul.

QUINTEIRO SÓ VOTA
Wilson Quinteiro que fez uma votação expressiva para deputado estadual, vota em Requião mas não vai para a rua. Não explicitará o apoio, por uma questão partidária. O seu PSB, que tem o lernista Severino como presidente, é Osmar. Se os partidos políticos brasileiros navegassem nas águas da coerência , jamais o PSB estaria do lado em que está, o mesmo ocorrendo com o PDT. Arraes e Brizola nada fizeram para merecer isso.

18 de outubro de 2006

Sim, é o primeiro

Com base em informação do amigo Abrãao Vagner informei aqui que o reitor do Cesumar Wilson Matos era o segundo e não o primeiro suplente do senador Álvaro Dias. O Angelo Rigon , que não perde tempo, foi ao site do TSE , leu a ficha com mais vagar e corrige a informação: Matos é mesmo o primeiro suplente. O segundo é o Hélio Duque, contemporâneo da Walber Guimarães e Adriano Valente na Câmara Federal (legislatura 79/82), e um dos mais brilhantes parlamentares daquele período.

Fique ligado Paraná

Este é o nome de um tabloide de 4 páginas editado pelo Movimento Sindical Pró-Requião, que circula em todo o Estado. A coligação do Osmar chiou e a polícia já andou indo atrás de pontos de distribuição. Conseguiu quase nada, porque o jornal já circula de mão em mão em várias regiões. Não é nada agressivo com o candidato da opopsição, mas é duro na comparação entre os dois postulantes ao cargo de governador. Sobre Requião, o jornal arrola uma série de ações positivas. Sobre Osmar, detalha ações negativas, que vão desde sua posição no Senado, favorável ao fim da multa dos 40% sobre o FGTS até seu apoio a um projeto que visa parcelar o 13o salário

Wilson é o primeiro?

A mídia local vendeu a informação de que o professor Wilson Matos é o primeiro suplente do senador Álvaro Dias. Se for isso mesmo, tem grande chance de assumir uma hora. Assumiria, por exemplo, na hipótese remota do Alckmin se eleger. Neste caso o Senador Álvaro Dias poderia ocupar um ministério. Ou em 2010, quem sabe, Álvaro poderia se eleger governador. Mas segundo consulta feita ao site do TSE por um membro do PV, o primeiro suplente de Álvaro é Hélio Duque, Matos seria o segundo.
SINDICATOS PRO-REQUIÃO
Dirigentes sindicais de Maringá , ligados a diferentes centrais estão fechados com Requião para o governo do Estado. Alguns são também Lula, embora os maiores estejam com Alckmin, caso do Sindicato da Construção Civil, dos Metalúrgicos e da Alimentação. Com Requião, há um apoio formalizado , inclusive pela Coordenação Sindical de Maringá, que está com o governador desde a promulgação do salário mínimo regional de R$ 437,00.
LULA COM MAIS VISIBILIDADE
Até dia desses Geraldo Ackmin reinava absoluto na adesivagem de carros em Maringá. Depois da última pesquisa do Data Folha, que mostra Lula consolidando sua vitória e o candidato tucano em queda livre, começou a crescer o número de carros com adesivo de Lula nas ruas de Maringá. Das duas uma: ou são lulistas envergonhados que decidiram mostrar a cara, ou alckimistas decepcionados e oportunistas que sempre procuram estar do lado de quem vai ganhar.

VOLTANDO, TIMIDAMENTE
A campanha de Requião está voltando timidamente às ruas de Maringá. A coordenação regional está demorando demais para botar o bloco na rua. Hoje de manhã havia meia dúzia de gatos pingatos com bandeira de Requião no centro da cidade. Em compensação, os osmaristas estão por toda parte desde a primeira semana do primeiro turno.

ESTÁ BEM
Os amigos Alberto Abrãao Vagner e Euclides Zago me informam que o dr. Said Ferreira está bem, sem mágoas e ressentimentos, apesar da baixa votação que teve para deputado estadual. Said mesmo não fala nada, mas os amigos e seguidores não compreendem porque o governador Requião sequer ligou para pedir apoio do ex-prefeito que, queiram ou não,'tem a simpatia de muitos eleitores mais antigos e, principalmente , do funcionalismo público municipal. E, convenhamos, numa disputa renhida como esta entre Requião e Osmar, qualquer apoio, qualquer agente multiplicador que entre na campanha, sempre soma alguma coisa. Eu acho que o Dr. Said ainda soma muita coisa.
O argumento puro e simples da sua baixa votação para deputado estadual não é suficiente para justificar o esquecimento. Said foi mal votado porque não fez campanha, produziu um material gráfico ruim, que mais derrubava do que levantava a sua campanha. Mas ele ainda é uma liderança de expressão na cidade.

17 de outubro de 2006

Clima de guerra, clima de golpe

A oposição está descontrolada. E inconformada com as pesquisas que apontam a ascensão de Lula e a queda de Alckmin. Paulo Henrique Amorim, que conhece muito bem os bastidores da mídia, suspeita que estão preparando o cenário para o golpe. Como já fizeram em 89, quando Collor venceu Lula no segundo turno e como a Globo fez em 82 , alimentando o clima da grande fraude eleitoral que aplicariam para cima de Brizola.
Nesta manhã, a tropa de choque da candidatura tucana está em ação, discutindo estratégias e executando planos que possam frear a tendência de reeleição do presidente. Pasmem! Um dos membros de peso da tropa é ninguém menos do que o outrora comunista Roberto Freire, que transformou o velho partidão nesse braço da direita odiosa, chamado PPS. A população precisa ficar atenta, porque vem coisa pesada por aí. E a coordenação de campanha de Lula precisa ter competência para criar o antivirus, inclusive fazendo com que a sociedade tome conhecimento do que está acontecendo.
O caso do dossiê foi uma vergonha, o PT precisa esclarecer logo a origem do dinheiro, porque é essa dúvida que está deixando a direita cada dia mais assanhada. Mas é preciso que, paralelamente às investigações do dossiê, se busque a verdade também sobre os fatos que o tal dossiê contém. E já que o clima da eleição está quente, que um grupo enorme de vestais da moralidade está querendo passar o país a limpo, então que procure desativarr a barreira cronológica, montada para evitar que se jogue luz sobre os escândalos ocorridos de 2003 para tras. Não dá para deletar da memória nacional a origem do valereoduto e nem da máfia dos sanguessugas. O primeiro começou a operar no governo em 1998 e a vergonhosa compra de ambulâncias superfaturadas, remonta a 2001.
A Veja, como está bem claro, é o instrumento mais poderoso até agora usado para facilitar as coisas. Estadão, Folha de São Paulo e Rede Globo, o Globo e outros veículos e menor peso ajudam a compor o cenário com a total parcialidade na cobertura diária que fazem das eleições.Quem achar que estou exagerando, procure ler a parte da mídia que não tucanou, principalmente os blogs de respeitados jornalistas, como por exemplo: Paulo Henrique Amorim, Luiz Nassif, Franklin Martins. É bem verdade que a revista Carta Capital se declarou favorável à candidatura Lula, mas a matéria de capa dessa semana , mostrando parte da armação, é de um jornalista acima de qualquer suspeita. Raimundo Pereira tem todas as credenciais do mundo para dar credibilidade à reportagem. E o que dizer do Observatório da Imprensa, que também levanda a mesma suspeita?
Os acontecimentos sao de extrema gravidade. Aquela expressão do governador eleito da Bahia de que a oposição está querendo tomar a eleição de Lula "na mão grande" não é exagerada. Portanto, brasileiros e brasileiras que amam a democracia e respeitam a vontade do povo: fiquemos de antens ligadas, porque o bicho é feio, e vai pegar.

15 de outubro de 2006

Operação desmonte

Li no blog do Elias Brandão que das cinco viaturas do SAMU que vieram para Maringá em 2004, só duas funcionam. Vale lembrar que as unidades móveis, trazidas pelo prefeito João Ivo Caleffi estavam zeradas.E que o Ministério da Saúde não deve ter interrompido o envio da verba de manutenção do sistema. De jeito nenhum. Se é assim, como explicar essa operação desmonte? Curioso que tudo o que faz lembra a administração do PT (Zé Cláudio e João Ivo), ou foi ou está sendo descaracterizado. Primeiro foi o PSF, depois programas como Parto Humanizado e as CAPs, o processo de eleição direta nas escolas municipais, e por aí vai.. Mais recentemente, o caso do Plano Diretor que, fruto de um ano de discussão com a sociedade durante o Governo Popular, foi engavetado , alterado e depois enviado para a Câmara e votado no afogadilho.
Vale lembrar também, o caso do projeto de conclusão do Novo Centro, resgatado no final de 2003 por João Ivo . Ao assinar convênio no Denit , o prefeito garantiu os R$ 36 milhões que Maringá estava perdendo para o Polo Petroquímico de Camaçari. A obra foi licitada, o prefeito João Ivo deu início à Av. Horácio Racanello (a homenagem ao grande advogado e líder político foi iniciativa do saudoso prefeito José Cláudio). De acordo com o contrato assinado com a CR Almeida, o prazo para a conclusão da também chamada super-via e dos sete viadutos era de 40 meses. Apesar do dinheiro já garantido, houve um atraso de pelo menos um ano, o que significa que o cronograma inicial já furou.
Em tempo: com relação ao dinheiro do Novo Centro, ele ficou bloqueado lá em Brasília durante os últimos quatro anos de FHC, porque um certo vice lider do presidente na Câmara Federal trabalhou contra a liberação, que só foi possível no governo Lula. José Cláudio, infelizmente, não está mais entre nós, mas se Deus tivesse dado esse privilégio a Maringá, algumas verdades sobre o dinheiro do Novo Centro já teriam vindo à tona. Eu tive o privilégio de ser amigo pessoal do Zé e trabalhei ao lado dele, como assessor de imprensa no gabinete , quando mesmo lutando bravamente contra a doença, ele administrava Maringá. Depois segui até o último dia da administração petista (lembro que não sou filiado ao PT) com o João Ivo, que também aprendi a admirar, pelo caráter e pela honestidade. Mas em respeito à memória de uma das maiores promessas políticas que Maringá teve, prefiro ficar por aqui nesta questão do Novo Centro. Quanto à desconstrução que ora se faz do governo do PT, este é um assunto que ainda vai dar muito pano pra manga.Quem viver, verá.

14 de outubro de 2006

Pessuti vai a luta

O vice-governador Orlando Pessuti é um hábil articulador político. Está no comando da campanha à reeleição e se depender do trabalho de aglutinação de forças que realiza no interior, a candidatura Requião decola nas cidades-polo, onde foi mal no primeiro turno.
Em Maringá , onde passou todo o dia deste sábado, conversou com lideranças, amarrou apoios e orientou o PMDB a ir às ruas. Aqui, irá para a rua também, trabalhar pelas vitórias de Lula e Requião , toda a militância do PT, capitaneada por João Ivo e Ênio Verri.
O PT, aliás , mostrou toda a força da sua militancia neste sábado de manhã, quando tomou o centrão da cidade com bandeiraço, ofuscando a carreata de Osmar Dias, que teve que passar por uma espécie de "corredor polonês", formado por militantes e suas bandeiras.

Um fotógrafo do esquema de "espionagem" da família Barros se infiltrou no meio dos petistas para arrumar confusão. Usou como argumento para justificar sua falsa irritação, uma suposta bandeirada que seu filho teria levado na cabeça quando passou na carreata.
Na avaliação dos petistas ele estava fotografando funcionários municipais presentes ao bandeiraço, para entregar ao patrão, como já havia feito na greve dos servidores. A orientação do presidente do diretório Ruben Mariano era para que o pessoal não aceitasse provocações.

13 de outubro de 2006

Com o bloco na rua

Os candidatos Geraldo Alckmin (presidente) e Osmar Dias (governador) estarão amanhã cedo em Maringá fazendo comício no centro da cidade. Hoje, segundo o blog do Rigon , o prefeiro Silvio Barros II foi a alguns programas de tv convidar o maringaense para o comício. Claro, aproveitou o espaço para encher a bola dos dois, que só seria permitido no espaço gratuito da Justiça Eleitoral. Será que algum partido adversário ou algum promotor eleitoral já requisitou as fitas do Aqui Agora e do programa Pinga Fogo?

Requião também põe o seu bloco nas ruas do interior do Estado, principalmente nos grandes municípios onde ele perdeu para Osmar no primeiro turno. Está em Maringá desde ontem o vice Orlando Pessuti que nesta manhã de sábado costura alianças, consolida apôios e monta estratégias de campanha na região da Amusep. Pessuti conversará hoje com os petistas Ênio Verri e João Ivo Caleffi, que a própria coordenação da campanha de Requião considera uma grande liderança regional.

Coitado de São Francisco!
Alguns candidatos reconhecidamente endinheirados e que fizeram campanhas indisfraçavelmente endinheiradas não se cansam de dizer por aí que gastaram pouco, que fizeram campanhas franciscanas. Nesse show de cinismo, o santo é que paga o pato.

11 de outubro de 2006

Pouca prática

Definitivamente, Alkmin é mesmo um pouca prática . Fez trapalhadas nas alianças no Rio, onde irritou seus aliados com a adesão de Garotinho à sua candidatura. Na Bahia recebeu apoio dos Magalhães - Antônio Carlos e Jutaí. Apesar do sobrenome em comum, os dois são inimigos e trocaram farpas em público, na frente do presidenciável. Para piorar sua situação, já lançou Aécio e Serra para presidente em 2010. Das duas uma: ou não acredita na sua eleição agora em 2006 ou quer fazer os os dois caciques do seu partido brigarem antes da hora..
A propósito do debate de domingo, o jornalista Hélio Fernandes (irmão do Milôr) disse não ter considerado Alkmin agressivo, mas sim, mal educado."Lula o chamava de governador e Alkmim chamava Lula de você". De fato, o tratamento que o candidato tucano deu ao adversário na disputa do segundo turno foi, no míinimo desrespeitoso.

Willy, o apressado
Willie Taguchi já se julga o vitorioso no caso da eleição do dr. Batista. Até parece que são dele os votos que conduziram Batista à Assembléia Legislativa. E já está em campanha pra prfeito, buscando composições com outras forças , mas desde já deixando claro que ele é o cara. Os out-doors que espalhou pela cidade mostram que modéstia pouca é bobagem.

Osmar e Lula
Osmar Dias que, ignorando a verticalização abandonou Cristóvão Buarque no primeiro turno para abraçar Geraldo Alkmin, certamente não se oporá a alguns motoristas que começaram a adesivar seus carros com Osmar e Lula. Ontem, vi dois pelas ruas de Maringá. Imagino que já deve ser efeito da pesquisa do Data Folha, que mostra Lula subindo e Alkmin caindo.

Recordar é viver
Quando disputava o segundo turno das eleições de 2002 contra Álvaro Dias, Roberto Requião saiu-se com essa, numa entrevista à Rádio CBN de Maringá, onde eu era comentarista: "Devo reconhecer que o Álvaro tem uma grande qualidade: ser irmão do Osmar. O Osmar, por outro lado, tem um grande defeito: ser irmão do Álvaro". Será que o governador e candidato à reeleição continua pensando do mesmo jeito?

10 de outubro de 2006

Veja perde assinantes

Nada mais natural depois do show de imparcialidade que a revista tem dado nessa campanha eleitoral. Que a principal revista semanal do país tenha sua posição política, tudo bem. Mas o problema é que a Veja está passando dos limites no seu antilulismo. Com a postura que adotou, acaba reforçando a carga de preconceitos que recai hoje sobre Lula e sobre o PT. A corrupção registrada no governo Lula causa indignação, sim. Mas não dá pra aceitar é o fato de que a mídia faça coro à fina flor do reacionarismo nacional , dando suporte à barreira cronológica que se quer cristalizar. O que é isso? É a tentativa desesperada do tucanato de manobrar todos os mecanismos de que possa dispor para evitar que a sujeira do governo FHC continue embaixo do tapete. Só vale varrer para fora os escândalos verificados na república nos últimos tres anos e pouco. De 2003 para trás, nada se sabe, nada se pode saber. Omite a grande imprensa, Veja à frente, o fato de que o esquema do mensalão começou em 1998, quando Marcos Valério iniciou suas operações no governo ; a máfia dos sanguessugas não é de agora, vem de 2001. Mas isso não está em questão, o que conta é o período Lula. O período Lula deve ser investigado pra valer sim. Não se pode tolerar a corrupçao. Mas que as investigações retroajam ao nascedouro dos dois escândalos mais explorados nesse embate eleitoral.
Por essa e por outras é que o advogado Ozório Campaner mandou carta`(com AR) à Editora Abril, desativando seu código de assinantes e informando que por estar muito decepcionado com o comportamento nada ético da revista, estava dando um novo destino à sua coleção de Veja, que remonta à ediçao número 1. Destino da coleçao: o latão de lixo.
Na carta , Ozório solicita que seu nome seja retirado do cadastro de assinantes de Veja, "porque a mesma não é digna de possuir meu nome em seu arquivo de assinantes". Termina dizendo que a revista não merece o espaço que vinha tendo em sua estante/biblioteca". Só um lembrete: Ozório nào é petista.E certamente não é o único leitor indignado com a postura da outrora conceituada revista.

Campo x Cidade

O debate entre Osmar e Requião foi de bom nível, melhor do que o de domingo pela mesma Band, entre Lula e Alkmin.Enganou-se quem imaginava que o senador e o atual governador sairiam no braço. Claro, não foi um bate-papo de compadres, foi uma conversa dura, com críticas e ironias dos dois lados. Osmar tentou insistentemente priorizar a discussão de propostas para a agricultura, campo em que ele nada de braçada. Requião , por sua vez, insistiu em temas urbanos, mais técnicos. Percebendo a fragilidade do adversário nesse campo, o governador puxou a conversa para o terreno da conceituação, tentando (e conseguindo) mostrar um Osmar Dias de poucos recursos para o embate político-ideológico .

9 de outubro de 2006

Exageraram no sal

Muito sal, muita pimenta. O resultado foi que o chuchu ficou com o sabor muito agressivo, de não deixar nada a dever ao vatapá e à buchada de bode. Gosto dos dois últimos, mas o chuchu, mesmo salgado e apimentado, não convence meu paladar.
Alkmin estava preparado para nocautear. Ao soar do gongo, partiu para o ataque, como se Mik Tyson fosse. Lula ficou meio na de George Foreman, se defendendo, mas contra-atacando com pouca eficiência. A agrassividade do ex-picolé de chuchu parecia arrancar gritos histéricos da tucanada presente ao estúdio da Band. Não houve tempo e nem oportunidade para que Lula falasse de plano de governo, sua estratégia anunciada. Em alguns momentos o presidente pareceu espantado com a agressividade do oponente, que dava a impressão de estar com um ponto eletrônico e a senadora Heloísa Helena a instigá-lo:"Vai pro ataque, mata, sangra!".
No frigir dos ovos, quem era Alkmin vibrou com o novo estilo "cabra macho" do ex-governador de São Paulo. Quem era Lula continuou Lula e achando que Alkmin estava desesperado e decidiu partir para o tudo ou nada. Se o debate terá influência decisiva nas próximas pesquisas, só esperando pra ver. Na minha modesta avaliação, não terá. No máximo , o tucano consolidará os votos que já tem e conquistará uma fatia dos indecisos, o que por si só , não lhe garantirá a virada.
O fato é que o tom raivoso e a repetição exaustiva das denúncias que o país está careca de saber pode também, ter efeito bumerangue. Até porque se agressividade conquistasse corações e mentes, quem estaria no segundo turno com Lula não seria o Geraldo, mas a Heloísa, aquela guerreira verbal que parecia orgânica, mas orgânica não é. Muito menos, é revolucionária. Enganou-se quem na esquerda chegou a imaginar que Heloísa seria Rosa, a Luxemburgo.

8 de outubro de 2006

rigon

Messias Mendes: Jo�o Ivo e Pintadas

João Ivo e Pintadas

João Ivo Caleffi fez uma votação expressiva para deputado federal. Não se elegeu porque faltou recursos financeiros para dar mais visibilidade à campanha. Seu material impresso foi entregue nas casas, mas nas ruas não se via baners e carro de som tinha apenas tres para circular em Maringá e cidades da região. Some-se a isso o fato da coligação Paraná Unido ter lançado ele e mais dois federais em Maringá. Dos tres só o João tinha viabilidade eleitoral. O diretório municipal do PT andou na contramão da lógica quando fez pouco da possibilidade real do ex-prefeito conquistar uma cadeira na Câmara Federal. De qualquer maneira, o pequeno exército de voluntários que trabalhou com dedicaçao e entusiasmo na campanha, ficou feliz com a expressiva votação João Ivo, quase 50 mil votos. Foi sem dúvida um feito eleitoral, prova de que Maringá reconheceu o trabalho que o PT fez na Prefeitura, com o saudoso José Cláudio e o João Ivo.

Duas vitórias que me alegraram
Jacques Wagner deu um banho de bola no "carlismo", vencendo Paulo Souto no primeiro turno na Bahia. O candidato de ACM era favorito, disparava em todas as pesquisas. Quando começou a totalização dos votos delineou-se a vitória de Vagner. "Painho Corleone" quase teve um troço.
Como baiano que sou, fiquei felissíssimo porque o futuro governador da Bahia é frequentador assíduo de Pintadas, minha cidade natal, para onde ele sempre vai a convite de meu tio Daniel, comer sarapatel e buchada de bode.
Pintadas venceu duplamente nessas eleições. A ex-prefeita Neusa Cadoro, do PT como Vagner, elegeu-se deputada estadual. A ex-freira administreu o município por duas gestões e ganhou vários premios internacionais
devido a programas educacionais e de redução da mortalidade infantil que desenvolveu em Pintadas.