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Derrota há muito anunciada

Vendo o blog do Franklin Martins agora de manhã, lembrei do que ele disse quando fez palestra em Maringá no primeiro semestre desse ano. Ele contou que foi tomar café no Palácio dos Bandeirantes com o governador Alckmin em fevereiro , quando Lula se recuperava de uma queda brutal nas pesquisas. Alckmin queria ouvir a opinião do jornalista sobre as chances que ele Alckmin teria de vencer as eleições. Franklin foi franco:"Se o PSDB voltar a sentir que tem chances, o Serra será o candidato. Se o Lula continuar crescendo assim, governador, vão lhe jogar na fogueira. Eu acho, com toda sinceridade que o Sr. é o cabra marcado para perder".

O mesmo Franklin recorda agora no seu blog , que numa conversa com Lula há cerca de cinco mses, o presidente profetizou: "vou vencer as eleições porque o povo sabe que está comendo mais e melhor e porque a oposição está cometendo os mesmos erros que o PT cometeu em 1994: está brigando com os fatos".

ATAQUE NÃO DÁ MAIS VOTO

Foi-se o tempo em que ataque dava voto a quem atacava. Alckmin começou a despencar no segundo turno após o debate da Band, em que todo o tucanato ficou eufórico com o estilo Mick Tison do seu candidato. Osmar quse chegou lá, mas perdeu muito voto no último debate quando repetiu a tática do seu candidato a presidente no debate da RPC. O governador licenciado fez o papel de "Requiãozinho paz e amor" e se deu bem. Tive essa convicção reforçada ao ouvir ontem comentários de duas pessoas simples. A primeira, uma moça de 19 anos, disse que ia votar no Osmar mas ficou com raiva porque ele chamou o governador de mentiroso. O outro, um senhor de meia idade que estava na fila da lotérica para fazer uma aposta da Lotofácil, foi ainda mais objetivo: "Votei no Osmar no primeiro turno, estava disposto a votar no segundo, mas achei que ele estava muito raivoso e agressivo no último debate. Foi alí que decidi mudar meu voto".

A EXPLOSÃO PÓS
Requião vinha reclamando dos principais veículos de comunicação do Estado, mas de maneira velada. Em Maringá chegou a insinuar que estava sendo perseguido pela RPC e que era vítima de "uma campanha sórdida da Gazeta do Povo". Mas estava se contendo, segurando a sua ira, porque a prudência recomendava calma, para não perder votos.

Eleito, ele foi ao ataque. Na primeira entrevista coletiva, partiu com tudo pra cima dos veículos que ele acha que o prejudicaram na campanha. Uma pena, porque ele poderia muito beim, do limão fazer uma limonada, dando tapas com luvas de pelica, como fez Lula na improvisada entrevista de domingo a noite. Mas o temperamento de Requião não é pra isso. Há quem diga que ele terá muitas dores de cabeça no seu relacionamento com a imprensa no próximo governo, por conta da briga em campo aberto que teve com o grupo do Dr. Francisco Cunha Pereira. Mas se há uma coisa que Requião não teme é enfrentamento. Quem não se lembra do confronto que ele teve com o Poder Judiciário quando foi governador pela primeira vez?

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