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Remake tão bom quanto a novela original

O remake de Gabriela, que terminou ontem, foi tão bom quanto a versão original, novela global que marcou a estréia da TV a cores no Brasil. A história de Jorge Amado é deliciosa, a exemplo de tantos livros seus transportados para a teledramaturgia, como foi o caso de Tieta do Agreste e Terra dos Confins.Quanto aos atores daquela primeira versão e da atual, poucas disparidades, mas pouquíssimas mesmo. Lembro de alguns, que servem de referência para a breve comparação que farei a seguir:
Ramiro Bastos: o de Fagundes foi tão magistral quanto o de Paulo Gracindo:
Nassib: Humberto Martins foi perfeito, não ficando nada a dever ao extraordinário Armando Bógus;
Dr.Mundinho: o de Matheus Solano ficou pouco a dever ao de José Wilker, que aliás foi um show à parte na pele do coronel Jesuíno;
Tonico Bastos: o desempenho de Marcelo Serrado não pode ser comparado ao de Fulvio Stefanini;
Maria Machadão: Ivete Sangalo surpreendeu, principalmente por não ser atriz, mas ficou um pouco longe de
Eloísa Mafalda;
Coronel Melke:o de Chico Dias foi tão bom quanto o de Gilberto Martinho;
Por fim, Gabriela: em matéria de beleza e talento, Juliana Paz e Sonia Braga se equivalem.
A lição que Jorge Amado deixou com a morte do coronel Ramiro Bastos é que nada é mais verdadeiro do que a máxima do rei morto, rei posto. E que os adversários encarniçados da liderança que surge, rende-se a ela e passa a beijar-lhe a mão, quando o todo poderoso que veneravam é derrotado pela morte biológica.
Qualquer semelhança com a política tradicional da nossa Maringá de 2012 não terá sido mera coincidência.


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