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Vale a versão, dane-se o fato




O DNP com a manchete da decisão do ministro Marco Aurélio Mello tomou conta da cidade hoje. Com exemplares sendo distribuídos gratuitamente, a notícia chegou a todos os bairros e até amanhã terá chegado a pelo menos 80 mil mãos. Quantos por cento do eleitorado deve ter lido a matéria e não só a manchete? Some-se a esta ação ao comentário do Pinga Fogo e vamos observar que o grosso da população deve estar acreditando mesmo que o caso está encerrado. Não está. A decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio Mello poderá perfeitamente ser revista pelo colegiado de ministros, como ocorreu com Antônio Belinatti. Claro, os motivos são diferentes. Lá houve corrupção, aqui foi inobservância da lei, que repito, é dura, mas é lei.


Pelo que fiquei sabendo, o PT tentou emplacar uma nota na primeira página dos tres jornais locais, esclarecendo sobre a continuidade do processo de impugnação de Pupin e até o final da tarde não tinha conseguido, mesmo pagando.



Na verdade, a notícia da liberção da candidatura da coligação “A Mudança Continua” está se espalhando feito rastilho de pólvora, mas de maneira incompleta, mostrando só um lado. O efeito disso nas urnas é imprevisível. O objetivo é fazer com que haja uma onda azul, se possível para eleger Pupin no primeiro turno, o que neste momento, me parece um delírio de eufóricos ricardistas.



Como num samba de Mestre Cacimba, ” vamos embora que o que importa é o agora/ as gargalhadas de hoje pedem passagem e as lágrimas de amanhã pode ser que não desçam”.

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