31 de dezembro de 2006

Devolução mandrake

Eu suspeitava da manobra, mas o Rigon clareou tudo com a nota em seu blog sobre o Decreto 795/2006. A devolução dos R$ 500 mil feita pelo presidente João Alves à Prefeitura foi uma bela farsa. Eu só nao lembrava da suplementação que o Rigon revelou agora. Suplementaram R$ 600 mil em um orçamento de quase R$ 10 milhões. Devolveram R$ 500 e a mídia local entrou na onda e deu destaque ao fato.

O último presidente de Câmara que tinha devolvido dinheiro ao Executivo foi Antônio Paulo Pucca, que economizou de verdade e acabou devolvendo dinheiro ao prefeito João Paulino. Foi uma demagogia na época, mas a sobra foi real, sem as manobras agora denunciadas. É triste a constatação, mas esta é uma verdade cruel: o Lesgislativo Maringaense tem piorado a cada quatro anos. Cabe ao próprio eleitor maringaense colocar um ponto final nesse processo caranguejo,

30 de dezembro de 2006

Marca registrada

A carta do representante comercial Wilson Bespalhuk, publicada no O Diário , criticando a reforma mal feita da escola municipal Rui Alegretti, mostra bem como a administração Silvio II é cuidadosa com o dinheiro público. Basta ver a maravilha que está o hospital municipal, a limpeza das bocas de lobo e a coleta de lixo.Tudo é lindo e tudo vale a pena, quando o marketing não é pequeno.

29 de dezembro de 2006

Rezar,rezar

A família do número 1077 da Rua das Tipuanas no Borba Gato está há mais de um ano esperando o corte de uma árvore. É uma tipuana gigante que está inclinada sobre a casa. Os técnicos do meio ambiente passaram por lá no começo desse mes,constataram que precisam cortar a árvore,mas até agora,nada.Quando chove e venta forte, todos olham com temor para a árvore gigante. E rezam.

Pediram que eu desse uma força. Como força não tenho, pois não sou autoridade, procurei um vereador da base de apoio de sua excelência, o Valter Guerles. Passei-lhe o número do protocolo com o pedido do corte, datado de outubro de 2005. Ele foi atrás,parece empenhado em resolver o problema, mas apesar de tratar-se de um legítimo representante do povo, a coisa continua na estaca zero.

27 de dezembro de 2006

Esperando o trem...

José Maciel está feito o Pedro Pedreiro da música do Chico Buarque.Espera há uns dois ou tres meses a Prefeitura fazer uma galeria de emergência para que a chuva não volte a inundar seu pequeno estabelecimento comercial. Esperando,esperando...que já vem,que já vem,que já vem.
O prefeito Silvio Barros II esteve pessoalmente no local (Jardim São Silvestre), prometeu indenizar os prejuízos em caráter emergencial, ao mesmo tempo em que tomaria providencias para o problema não se repetir.
Está claro que a enxurrada que provocou grandes estragos na propriedade foi consequência do desleixo. A pequena obra de uma galeria sobsalente já estaria pronta se houvesse vontade da administração. Independe de licitação ou dotação orçamentária específica, por tratar-se de um serviço simples que o próprio Saop tem condições de executar.
Da última vez que diretores e técnicos do SAOP estiveram lá,prometeram executar a pequena obra,ao mesmo tempo em que garantiram a limpeza das galerias de águas pluviais do bairro. Até agora não fizeram nem uma coisa e nem outra.No caso das galerias, alegam que o tatu está quebrado.O tatu é um equipamento adquirido na gestão do PT , pra limpar galerias de águas pluviais. nada.os obras

26 de dezembro de 2006

Para pensar na cama

Dom Manuel Martins, bispo português disse em entrevista ao jornal luso Primeiro de Janeiro:"A igreja tem o dever de denunciar com coragem e sem medo, todo tipo de agressão so valores e direitos humanos". É uma colocação que muitos padres , bispos e até leigos, deveriam absorver e refletir sobre ela no travesseiro.
Ao mesmo tempo em que exerce a auto-crítica, em nome dos líderes católicos sintonizados com Puebla, Dom Manuel critica duramente a laicismo raivoso do estado, em todo o mundo. Parece querer mandar um recado direto ao estado português, laico como deve ser qualquer estado, mas que parece exageradamente empenhado em incentivar instituições voltadas ao abandono de todas as crenças, de todos os símbolos religiosos.

Arriba, Paraguai!

O bispo Fernando Lugo acaba de renunciar ao sacerdócio para se dedicar integralmente a um projeto nacional de recondução do povo ao poder no Paraguai. Ele anunciou exatamente no dia do Natal que será candidato a presidente da república em 2008. Sua candidatura atende aos apelos insistentes da comunidade católica do país vizinho, que vê no agora ex-clérigo a única chance que o país tem de acabar com a hegemonia de 59 anos do Partido Colorado, do ex-ditador Alfredo Stroessner.

Desde a eliminação de Francisco Solano Lopes, por ocasião da Guerra do Paraguai no século XIX, que o Paraguai nunca mais se levantou. Era até então uma próspera república e com elevado grau de desenvolvimento social. De certa forma, ameaçava "contaminar" outros países da América do Sul com o seu exemplo nacionalista, de contraposição ao império britânico. O Paraguai foi massacrado pela Tríplice Aliança, liderada pelo Brasil de Caxias.

Os 59 anos de domínio do Partido Colorado impediram que o Paraguai evoluisse politica,economica e socialmente a partir da segunda metade do século XX. Tentou na primeira eleição diretra pós-Stroessner com Domingos Laino , mas as forças oposicionistas não conseguiram derrotar o Partido Colorado. Agora com o bispo Lugo, tem uma chance concreta de dar meia volta na política do atraso. Que os anjos digam amém!

25 de dezembro de 2006

HM, um exemplo de desleixo

Justiça seja feita: o atendimento de alguns médicos e enfermeiras de plantão no Hospital Municipal é muito bom. São atenciosos, respeitam o sofrimento dos pacientes. Mas se o usuário do SUS não der sorte e pegar plantonistas mal humorados, aí tá frito.

Lamentável o estado de conservação do hospital.A maioria dos banheiros não tem torneira e nem válvulas de descarga. O hall de entrada está uma lástima. O desleixo chega a ser criminoso. Quem te viu e quem te vê!

24 de dezembro de 2006

Rô,Rô,Rô!

Que o espírito de Natal esteja na cabeça de cada leitor desse blog e de cada blogueiro que se dedica à crítica sincera e honesta e à informação verídica e respaldada na ética do cidadão. Que a generosidade prevaleça nos 365 dias de 2007 em todos os corações, inclusive os menos sensíveis. E que nos comes-e-bebes desse 25 de dezembro, Cristo sejá mais lembrado do que Papai Noel.

22 de dezembro de 2006

Grilo delegado

Na composição do novo diretório regional do PMDB, publicado hoje no blog do Rigon, não consegui identificar mais que dois nomes de Maringá. Um é o do Miguel Grilo, como delegado à convenção nacional. O ex-reitor Gilberto Pavanelli consta como suplente.São muitos nomes. É possível que tenha alí algum maringaense que eu nunca tenha ouvido falar. Mas algo me diz que a participação de Maringá no comando do maior partido do Estado não vai mesmo além disso. Será que este fato pode ser uma indicação de que a cidade não terá um representante no secretariado do segundo mandato de Requião?

Na verdade, não teve e não tem no atual governo. Emerson Nerone, que é daquí, tem seu domicílio eleitoral em Maringá mas reside em Curitiba. Ele entrou no secretariado na reta final do governo Requião. Atuava como diretor geral da Secretaria do Trabalho e assumiu a pasta com a desincompatibilização do Padre Roque.

Se Nerone vai continuar ou não, isto não se sabe. O fato é que o governador Requião gosta dele, o tem como um secretário eficiente, mas na composição do novo governo as forças partidárias que apoiaram a reeleição no segundo turno é que influenciarão a composição do governo que começa em janeiro.Se este for o único critério a ser considerado pelo governador Roberto Requião, Emerson Nerone está fora do primeiro escalão. Mas certamente continuará no governo, possivelmente na função que exercia quando o Secretário do Trabalho era o petista Padre Roque Zimermann.

A fufa e o fole

Passei hoje de manhã em frente a alguns postos e observei que as placas informativas estavam sem o preço da gasolina. Isto sinalizava que, ou o combustível ia baixar novamente ou ia subir de preço. De uns tempos para cá, o cartel dos postos e distribuidoras vem deitando e rolando.
Muita gente é contra o tabelamento de preços, mas no caso dos combustíveis o governo precisa tomar uma providência. O cartel movimenta mais o fole do que Osvaldinho do Acordeón. Tá pior do que sanfoneiro de zona.

21 de dezembro de 2006

Perseguição implacável

Recebo email de um servidor público informando que os 32 processados por participarem da greve de 31 dias não conseguem empréstimo com desconto em folha, que é concedido a qualquer funcionário público pela Prefeitura. Um deles tentou o crédito consignado na Associação dos Funcionários Municipais e também teve seu pedido rejeitado, sob a alegação de que o empréstimo seria inviável por estar o servidor sendo processado.
Trata-se de processo administrativo, que já virou sentença condenatória, e transitada em julgado.Além do assédio moral quase diário que sofrem, os servidores ainda são excluídos dos benefícios a que têm direito.
A propósito da negativa da Associação dos Funcionários Municipais em conceder empréstimo a um grevista, vale lembrar que o presidente (quase vitalício) da entidade é o vereador Dorival Dias.

Falta de manutenção

A inundação do Hospital Municipal, que acabo de ler no blog do Ronaldo Nezo, foi consequência da falta de limpeza das calhas do prédio. Se negligenciam até este tipo de serviço imaginem o que está acontecendo com as galerias de águas pluviais da cidade.
A chuva que caiu hoje na hora do almoço inundou várias ruas. Em frente a Cachaçaria Água Doce, por exemplo, era possível perceber de longe que a boca de lobo tinha capacidade quase zero de escoamento.

20 de dezembro de 2006

Também no JB

Fiquei sabendo que o amigo Domingos Trevisan, que foi chefe de jornalismo na TV Maringá por muito tempo está atuando também no JB. Ele foi embora de Maringá para chefiar o jornalismo da CNT no Rio. Continua na cabeça de rede dos Martinez, mas trabalha também no Jornal do Brasil. O Trevisan é um grande profissional que, a exemplo do Calegari, honra Maringá na grande imprensa.

Revendo amigos

Antônio Calegari, há 20 anos editor chefe do matutino carióca Jornal do Commércio, o segundo jornal mais antigo do país, com mais de 180 anos de circulação ininterrupta, está em Maringá desde sábado.
Tenho o maior orgulho de dizer que foi ele o primeiro profissional a dar um empurrãozinho para que eu ingressasse no jornalismo. Foi em 1966 na extinta Folha do Norte do Paraná, onde ele era repórter policial e eu, apenas office boy da redação. Uma redação que tinha Ivens Lagoano Pacheco, como editor-chefe, A.A. de Assis, como secretário; Borba Filho, como editor de esportes e além dele Calegari, os repórteres Elpídio Serra, Raul Bendlin (hoje um conceituado médico ginegologista) e Kester Carrara, atualmente trabalhando como professor numa cidade do interior paulista.
Acompanhei Calegari no périplo que fez por Maringá ontem e hoje. Hoje pela manhã fomos visitar o Verdelírio, no Jornal do Povo e o Frank Silva, no O Diário. O Verde era colunista político do O Jornal naquela época e o Frank, colunista social da Folha, o principal jornal da região nos anos 60.
O amigo Calegari veio visitar parentes em Maringá e Mandaguaçu e hoje bem cedinho segue com a sua mãe para a cidade de Luiz Eduardo Magalhães , na Bahia, onde ele tem um irmão. Calegari é um jornalista de grande prestígio no Rio.

Tem que se mexer!

Um experiente funcionário da Câmara sugeria após a sessão extraordinária de segunda-feira:"O PT tem que se mexer, articular lá por cima, se quiser evitar a rejeição das contas de 2003, que voltará a plenário em março ou abril". E concluía: "O partido possui bala na agulha, elegeu um deputado estadual por Maringá, que inclusive foi secretário da fazenda e, portanto, também é responsável pelas contas. Agora, resta saber se o deputado tem interesse em trabalhar para tirar o ex-prefeito João Ivo da enrascada". Será que tem?

Inqueto

Muitos presentes à solenidade de diplomação no Teatro Guaíra, anteontem, notaram o desassossego do deptuado Ricardo Barros, que falava o tempo todo no celular. Em vários momentos, pareceu estar dando bronca; noutros, reclamava de alguma coisa e na maioria das vezes, cobrava explicações de alguém.Devido ao burburinho, não se ouvia o que ele falava, mas houve quem fizesse uma ligeira leitura labial e concluísse: "ele estava era irado com o adiamento da votação das contas do ex-prefeito João Ivo Caleffi, por cuja rejeição teria trabalhado icansavelmente nos últimos dias".

Contra a terceirização

Sucatear para terceirizar. Esta lógica , que foi seguida à risca pela gestão Ricardo Barros (89/92)é repetida agora pelo irmão Silvio. Isso não é novidade, mas fica cada vez mais claro com as manifestações dos funcionários municipais que trabalham no setor. Durante protesto contra a terceirização hoje no SAOP, a presidente do SISMMAR Ana Pagamunici voltou a denunciar o sucateamento deliberado da frota de caminhões coletores.

19 de dezembro de 2006

Anônimo informa

Não gosto muito de comentários de anônimos, porque quem se esconde atrás do anonimato para emitir uma opinião é porque não tem coragem de assumir o que diz. De qualquer forma, devo reconhecer a grande contribuição que acaba de me dar um anônimo que, comentando a nota sobre as contas de Gianoto, lembrou bem: Quem terminou o mandato de Jairo Gianoto, cassado pela justiça, foi exatamente ele, João Alves. Como será o comportamento do presidente da Câmara quando as contas de 2000 chegarem à Câmara com parecer do Tribunal de Contas pela rejeição? João Alves foi prefeito de outubro a dezembro de 2000, logo é o responsável pelas contas da administração municipal relativas ao último ano de um governo comprovadamente improbo.E agora João?

Entrou areia

Flagraram um caminhão caçamba despejando areia sobre o asfalto num trecho da av. Sophia Rasgulaef. Isto foi no sábado, porque hoje de manhã o mesmo caminhão estava na mesma avenida despejando sobre o asfalto, uma carga de pó de pedra.
Os moradores e comerciantes da redondeza ficaram perplexos,sem entender absolutamente nada. Pouco depois, a poeira branca que invadiu portas e janelas provocou ira coletiva, mas contra alguém que ninguem sabia quem era. A placa do caminhão foi anotada e logo o dono do veículo será identificado e devidamente "homenageado". Houve quem suspeitasse tratar-se de um caminhão da Prefeitura, apesar de não haver nada escrito nas portas.

E agora José?

Informa Angelo Rigon em seu blog que as contas dos quatro anos da administração Jairo Gianoto acabam de ser analisadas pelo Tribunal de Contas do Estado e logo baixarão na Câmara com parecer pela rejeição.
Não se conhece ainda o parecer do TC, mas é certo que os técnicos encontraram uma montanha de problemas, não apenas de ordem técnica, mas de improbidade mesmo. Alguns dos atuais vereadores já exerciam mandato na época e nenhum deles moveu uma palha contra todo aquele esquemão de corrupçao levantado pelo Ministério Público contra o prefeito "bigodudo" (expressão carinhosa usada pelo Pinga Fogo).

13, exatamente 13

Este foi o número de votos pela retirada de pauta das contas de João Ivo por 10 sessões. Estava tudo acertado para rejeitar, mas a presença do ex-prefeito e de um número razoável de petistas e amigos dele acabou influenciando a decisão. Uns dois ou tres vereadores teriam recebido telefonema do deputado Ricardo Barros, que pressionou pela votação e rejeição das contas. Não deu certo, porque apesar da costura de fim de semana, os vereadores avaliaram que rejeitar as contas agora seria ruim para o Legislativo, que já vive um momento de grande desgaste perante a opinião pública devido a reeleição de João Alves para a presidência.

18 de dezembro de 2006

Deu o esperado

A recondução de João Alves à presidência da Câmara Municipal de Maringá pela terceira vez estava escrita nas estrelas. Só não estavam escritos os votos de Dorival Dias e Valter Guerles neles mesmos. Humberto Henrique teve o voto dele , o do Mário Verri e o da Marly. Imaginava-se que Valter Viana votaria no Humbertinho. Mas acabou mesmo foi votando no João Alves, o que ajuda a explicar sua posição no episódio da CPI dos leptops. Lamentável!

Câmara vota conta às 9hs

A Câmara de Maringá se reúne extraordinariamente nesta terça-feira às 9 da manhã para votar as contas da gestão petista de 2003, com um resultado previsível: rejeição.
O ex-prefeito João Ivo Caleffi protocolou hoje de manhã no Tribunal de Contas, em Curitiba, um pedido de rescisão, que tecnicamente significa pedido para que o TC reveja as contas.
Apesar disso, o presidente da Câmara João Alves não aceitou retirar as contas da pauta da sessão para aguardar o novo pronunciamento do TC. "Vai pro pau", foi uma expressão muito ouvida hoje lá pelos lados do Legislativo.
Há uma mobilização silenciosa de petistas e simpatizantes do ex-prefeito, para levar muita gente ao Plenário da Câmara amanhã cedo. Uma coisa é certa: os vereadores deverão rejeitar as contas, porque isso já é baralho marcado, mas essa armação pode ter um preço muito alto, a ser pago em 2008.

16 de dezembro de 2006

Lindas vaquinhas!

Alí ao lado da Catedral, bem perto da Câmara de Vereadores, o presépio natalino do talentoso Lima, mostra também algumas belas vaquinhas, colocadas naquele espaço pela Sociedade Rural, patrocinadora da obra de arte. Como é maravilhoso o dezembro, período em que muito se valoriza as vacas de presépio!

Sob nova direção

O PMDB do Paraná deverá sacramentar neste domingo o nome de Renato Adour para presidente do Partido no Estado. Depois de Maurício Requião, Adour é o secretário de maior influência junto ao governador.A eleição de Adour para a presidencia do PMDB fortalece Humberto Crispim em Maringá. Crispim, que há 30 anos manda prender e manda soltar no PMDB local, parecia estar liquidado com a intervenção no diretório. Para sua sorte, o ex-reitor Pavanelli mostrou ser pouca prática. Agora com seu amigo Adour no comando do Diretório Regional, segure o piauiense! Crispim já provou que é arueira, madeira de dar em doido..."mesmo depois de morta/ ela brota/ só pra desafiar".

Vai,não vai...

O Tribunal Regional Eleitoral fará terça-feira a diplomação dos candidatos eleitos no pleito de outubro. Serão diplomados também os suplentes de deputado, caso de João Ivo (federal) e Belino Bravin(estadual).
João Ivo provavelmente nem vá para a capital, porque prefere ficar aqui, acompanhando a sessão da Câmara que apreciará as contas da gestão petista, relativas a 2003. Bravin não queria ir (e nem é obrigado), mas acabará indo porque não quer votar pela rejeição das contas de João Ivo mas também, não pretende se submeter à pressões que virão da Praça Renato Celidêonio.

Ele decide

Um passarinho me contou esta manhã que o resultado da votação das contas do ex-prefeito João Ivo vai depender de uma reunião que o deputado federal Ricardo Barros terá hoje ou amanhã com os vereadores da bancada governista. O parecer da Comissão de Finanças deve recomendar a rejeição, porque isso é bom para os adversários do PT, na medida em que pode dificultar a candidatura de João Ivo a prefeito em 2008.

O mesmo passarinho também usou o bico para, em linguagem de sinais, me dizer que provavelmente o presidente da Câmara, João Alves, estará nesta reunião. Como segunda-feira tem eleição da mesa executiva e João Alves pleiteia o seu quarto mandato como presidente, é possível que os votos que ele precisa para ser reconduzido ao cargo serão os mesmos que tentarão comprometer o futuro político do seu xará.

Devolvendo

Na última sessão ordinária da Câmara o presidente João Alves anunciou que vai devolver R$ 500 mil para a prefeitura, dinheiro do orçamento do Legislativo não gasto. Sobrou, apesar dos leptops. Com a devolução , o presidente, que está enroscado com a justiça, tenta dar um pouco de brilho na imagem da Câmara, que nunca esteve tão embaçada.

15 de dezembro de 2006

Fole classe A

Luiz Gonzaga popularizou e ao mesmo tempo sofisticou o baião. Quebrou todos os preconceitos que a elite musical brasileira tinha contra a sanfona. Sivuca deu um toque de classe ao fole, levou o ritmo nordestino para o mundo, fez escandinavo saculejar ao som de "Feira de Mangaio". A morte do paraibano de Itabaiana empobreceu um bucadinho a cultura nacional. Sivuca tocou na Europa, nos Estados Unidos, na África, no Oriente. Foi músico de Miriam Maqueba. Milhões de brasileiros cantarolavam "tá com pulga na cuéca, pati, patatá...", nos anos 70, sem ao menos imaginar que o arranjo de Pata, Pata era de Sivuca, Severino Dias de Oliveira para os íntimos. Esse cabra da peste era mesmo um fenômeno musical. Dá pra imaginar o concerto de sanfona que ele vai fazer no céu com o velho Lua?

14 de dezembro de 2006

Quebrará a tradição?

A Câmara de Maringá nunca rejeitou contas de um prefeito. Nem as contas de Ricardo Barros, que demoraram 18 anos para chegar à apreciação dos vereadores. E olhem que tinham falas, senões , etc e tal.Mas foram apropvadas.

Tres anos depois, apenas tres anos depois, os vereadores estão com as contas da gestão petista de José Cláudio e João Ivo, relativas ao exercício de 2003. As contas foram encaminhadas pelo Tribunal de Contas do Estado com a recomendação para serem rejeitadas, por problemas técnicos.Para ser mais exato, dois propblemas: a falta de alguns extratos bancários que sequer haviam sido pedidos e um pretenso déficit orçamentário , que segundo o contador da Prefeitura à época Décio Galdino, não era déficit e sim superávit.
Mesmo que fosse déficit não justificaria o parecer pela rejeição.

O ex-prefeito tenta conversar com vereador por vereador, para explicar que não houve improbidade, houve sim erro formal. Mas esbarra na pré-disposiçao da maioria de manter o parecer do TC, apesar de afirmarem que o ex-prefeito é um homem sério, que não cometeu nenhum deslize.

Há quem acredite na aprovação das contas, mas percebe-se que as articulações para rejeita-las e criar embaraço ao ex-prefeito estão explícitas nos corredores da Câmara. As razõs são mais ou menos óbvias: por um lado, prevalece e tática do grupo político anti-PT de matar no ninho a possível candidatura de João Ivo a prefeito em 2008. Por outro, há o cultivo indisfarçável de alguns ressentimentos com a falta de habilidade com que o Partido dos Trabalhadores tratou alguns edis durante o Governo Popular.

Os problemas não fram nem com o prefeito João Ivo, e muito menos com o saudoso Zé Cláudio, mas com alguns secretários municipais que viviam com o rei na barriga. Além disso, o prefeito deixou de atender alguns pedidos de vereador, quando esses pedidos estavam em desacordo com a orientação partidária.

Quais as consequências de uma possível rejeição das contas para o PT enquanto instituição? Aapenas o desgaste político. Para João Ivo, a possibilidade de se tornar inelegível , além é claro, do desgaste político pessoal.

Isso é que não dá pra entender: o próprio presidente da Câmara João Alves reconhece que João Ivo tem um forte apoio popular e que a rejeição das contas colocaria a Câmara em situação difícil perante a população. Mas se jeito regula, a Comissão de Orçamento deverá dar parecer pela rejeição e o plenário decidirá a parada, contra o ex-prefeito.

Não é preciso ser analista político , e nem pitonisa, para deduzir que João Ivo acabará sendo vítima da expressiva votação que teve para deputado federal, tornando-se dessa forma, um candidato fortíssimo à sucessão de Silvio Barros II.

Constrangidos,mas votam

A sentença condenatória provocou um certo constrangimento nos vereadores que já haviam declarado voto em João Alves para presidente da Câmara. João foi sentenciado a dois anos e quatro meses de prestação de serviços à comunidade, uma multa pecuniária e perda do mandato. Claro, continua vereador e presidente da Câmara, porque a sentença de primeira instância não tem efeito suspensivo.Ele irá a todas as instâncias para se segurar na cadeira de vereador.

Mais do que isso: fará das tripas coração para garantir um novo mandato na presidência da Câmara na eleição de segunda-feira de manhã. Hoje à tarde, na última sessão ordinária do ano , vários vereadores se mostravam constrangidos com a situação. Alguns se diziam embasbacado, admitindo até a hipótese de não honrar o compromisso de recunduzir João Alves à presidencia.

O clima de constrangimento fortaleceu a candidatura Humberto Henrique, que continua como anti-candidato, mas com alguma chance, ainda que remotíssima, de vitória. As propostas do vereador do PT para a presidência do Legislativo Municipal encantam o eleitor, mas desagradam a maioria dos seus nobres pares, pela simples e boa razão de que os obriga a trabalhar mais e apertar o cinto, para economizar entre e 2 e 3 milhões de reais do orçamento da Câmara, por ano.

Comentário de um dos constrangidos, ironizando a situação de um colega que se diz oposição , mas que , por razões que a a própria razão desconhece, tem compromisso de votar em João: "Hoje ele passou mal na sessão. Estava meio pálido, foi algumas vezes ao banheiro...acho até que estava com o intestino solto".

13 de dezembro de 2006

Hoje ou terça?

A João Ivo Caleffi alguns vereadores garantiram que a apreciação das contas de 2003 será feita em plenário somente na próxima terça-feira. Mas há quem desconfie que João Alves, que trabalha pela rejeição e com a força da família Barros (Ricardo, Cida e Silvio) continuará presidente, pode surpreender, mandando o processo a plenário na sessão de hoje, a última ordinária de 2006. O objetivo seria pegar o PT e o ex-prefeito de surpresa, para que não haja tempo para a mobilização da militância.

Tim Tones

A nota que li agora no blog do Rigon sobre o vale-dólar e o sistema de coleta em benefício do prefeito Silvio Barros II me fez lembrar aquele personagem do Chico Anísio. "Vamos passar a sacolinha!". Lembram-se?

Grande Lima!

Quem passar pela Catedral Nossa Senhora da Glória vai se encantar com o presépio natalino esculpido na areia pelo artista plástico Lima. Ele faz o presépio todo ano naquele local, sempre patrocinado pela Sociedade Rural de Maringá. Este de agora deu muito mais trabalho, porque Lima teve que viajar o Paraná inteiro atrás de sapé para cobrir a manjedoura. "Mas valeu a pena", diz satisfeito, do alto de um talento tão grande quanto grande é sua humildade. Lima é um artista fora de série.

Boa sorte!

Rogério Calazans faz agora a tarde sua primeira sustentação oral ( como advogado) no Tribunal Regional do Trabalho, em Curitiba.Formado há pouco tempo pela UEM ele já é um dos mais brilhantes advogados de Maringá. Ex-petista , dedica-se desde o início do ano ao processo de organização do PSOL em Maringá.
Nõ Governo Popular, atuou na Procuradoria Jurídica do Município e na chefia do Procom, onde foi uma pedra no sapato de maus comerciantes. Quem ousou desrespeitar o Código do Consumidor naquele período penou nas mãos do simpático Kojaq.

12 de dezembro de 2006

Isto é incrível!

O plenário da Câmara de Maringá discutia um projeto do vereador Odair Fogueteiro na sessão dessa terça-feira. Odair foi à tribuna e defendeu sua proposta , que acabou sendo aprovada por unanimidade. Recebeu exatos 13 votos, menos o dele. Ocorre que Fogueteiro saiu do plenário com rapidez de buscapé no exato momento em que o presidente João Alves colocava a matéria em votação.
"Nunca vi um negócio desse", comentou um funcionário do Legislativo, que já presenciou coisas do arco da velha na nossa Casa de Leis, mas essa do autor não votar um projeto de sua autoria, foi demais!.

11 de dezembro de 2006

Dentro do previsto

A Câmara pode votar a qualquer momento as contas da gestão petista relativas a 2003. Até ontem pelo menos, os indícios eram de que a maioria dos vereadores seguiria o parecer equivocado do Tribunal de Contas, que recomendou a reprovação.
O TC apontou para a falta de alguns extratos bancários, que o contador da Prefeitura na época, Décio Galdino, já mostrou que não foram solicitados. Apontou também para um déficit orçamentário de mais de R$ 3 milhões, quando o que houve na verdade foi superávit. O ex-prefeito João Ivo recomenda a qualquer cidadão que tenha dúvida quanto a existência de superávit, que busque informações na Secretaria da Fazenda, porque os números estão lá para serem confrontados..
Há , por parte do ex-prefeito e do contador, o reconhecimento de que o TC até propiciou o princípio do contraditório, mas não houve comunicado nenhum, a não ser a publicação em Diário Oficial.
Sendo assim houve perda de prazo para contraditar, mas a contra-prova já está nas mãos dos técnicos do Tribunal.
As justificativas do ex-prefeito está também nas mãos dos vereadores, que se tiverem o cuidado de lerem atentamente, chegarão à conclusão definitiva que se rejeitarem as contas do ex-prefeito estarão cometendo uma injustiça brutal.
E aí, ficará provado que o julgamento terá sido político, orquestrado por grupos intteressados em ver Jõao Ivo fora da disputa em 2008. Nesta caso, os vereadores estarão dando um tiro no pé.

8 de dezembro de 2006

Admite, mas só admite

A comitiva de vereadores que foi quarta-feira a Curitiba voltou com a certeza de que o erro no caso das contas da Prefeitura de Maringá relativa a 2003 foi do Tribunal de Contas e não da gestão José Cláudio/João Ivo. Mesmo assim, não deixou claro que pediria o processo de volta para corrigir as falhas. Pediu isto sim, novos documentos que, apesar dos pesares, serão encaminhados no prazo estabelecido.

É bom que fique claro, no entanto, que o reconhecimento apenas verbal do erro, não significa garantia de aprovação na Câmara Municipal, onde a análise tende a ser mais político-partidária do que técnica. Não deveria ser assim, mas tudo caminha para que seja.

Bom combate

O PT vai para o bom combate ao anunciar que pretende disputar a presidência da Câmara Municipal de Maringá. John reina absoluto, apesar de todos os processos e desgaste que efnrenta. O Vderdelírio Barbosa comenta em sua coluna desta sexta-feira, postada no blog do Rigon, que os vereadores irão cometer um grande erro ao reconduzir John ao cargo de presidente.

A maioria está, segundo o Verde, amarrada ao John, que ao ler na cartilha dos Barros, ganha o apoio explícito do prefeito Silvio Barros, do deputado Ricardo Barros e da deputada Cida Borghetti. Esse fato torna a anti-candidatura do PT ainda mais importante. Humberto Henrique deverá ser o escolhido para estabelecer, pelo menos,. o debate ético mum processo eleitoral historicamente tão viciado

7 de dezembro de 2006

Só uma palavra...

Muito se falou e se escreveu sobre a absolvição de José Janene pelos seus colegas parlamentares. O deputado,
que vinha fazendo chantagem emocional com o seu problema cardíaco, é hoje uma espécie de referência do que há de pior na política brasileira no momento. Só há uma palavra para definir esse tipo de corporativismo: ESCÁRNIO.

UM PRA LÁ, DOIS PRA CÁ
E o STF acabou com a cláusula de barreira, que não chegou a significar um grande avanço, mas que pelo menos colocaria um dique de contenção à trambicagem de alguns nanicos nos períodos eleitorais. As tais siglas de aluguel, que enriqueceram tantos maus dirigentes partidários, não sobreviveram às urnas, mas ganharam ganharam força de Popay, com espinafre que a mais alta corte do país acaba de servir .

Nem soda limpa...

Janene foi absolvido pelo plenário da Câmara Federal esta noite. Foi salvo pelo voto secreto, porque se o voto fosse aberto poucos parlamentares teriam coragem de votar pela absolvição. Nem com soda e água quente será possível remover esta nódoa.

ANTICANDIDATO
Na eleição indireta do último general- presidente, o deputdado Ulysses Guimarães decidiu ser uma espécie de anti-candidato. Até fez campanha junto aos parlamentares - deputados e senadores - que era quem referendava o nome do militar escolhido pelo regime,naquela oportunidade o general tres estrelas, João Batista Figueiredo. Antes dele, na escolha do general Geisel, outro general da reserva também afrontara a ditadura, colocando-se como candidato. Lembram-se do general Euler Bentes Monteiro? Ele até esteve aqui em Maringá, trazido pelo MDB de Horácio Racanello.

Ações políticas como essas é que começaram a minar, de vegar e sempre, o militarismo no Brasil. Em Maringá, guardadas todas as proporções possíveis, o vereador Humberto Henrique, do PT, pode acabar batendo chapa com o imbatível John, tornando-se uma espécie de anticandidato, à moda Bentes e Ulysses.

A anticandidatura de Humberto seria muito importante para a Câmara, a partir do momento em que conseguisse estabelecer um amplo debate sobre os desvios éticos na atual legislatura. Ia ser bonito de ver..

5 de dezembro de 2006

Cartas marcadas

O presidente da Câmara John Alves está indo hoje para Curitiba acompanhado da presidente da Comissão de Finanças Márcia Socrepa e do contador do Legislativo municipal. Também estará lá o vereador do PT Humberto Henrique que, estranhamente, está viajando sozinho. O objetivo da viagem é solicitar ao Tribunal o recolhimento do processo das contas do município relativo ao exercício de 2003. É que o TC mandou a prestação de contas do penúltimo ano da gestão petista para a apreciação dos vereadores, mas com a recomendação de que elas sejam reprovadas. Os argumentos, que já foram derrubados pelo ex-prefeito João Ivo é de que faltaram alguns extratos bancários e a Prefeitura fechou o ano com défici, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Na defesa que levou pessoalmente a Câmara, João Ivo mostra que os extratos alegados não foram sequer solicitados, o que contraria o princípio do contraditório. O déficit alegado não existiu, porque os balanços apresentados pela contabilidade daquela gestão mostram superávit. Sendo assim, fica claro que o erro foi do próprio tribunal.

Aliás o vereador Humberto Henrique ligou lá no TC nesta segunda-feira de manhã, e o técnico que atendeu puxou a prestação de contas no computador e reconheceu que houve realmente um equívoco. Vendo a coisa por este ângulo, pelo ângulo da técnica-contábil, está tudo certo. Mas o comportamento dos membros da comissão e do próprio presidente da Câmara deixa claro que o Tribunal dificilmente pedirá o processo de volta e que a tendência é a Comissão de Finanças é manter a recomendação do TC e o plenário rejeitar as contas.

Eu havia escrito aqui dia desses, que estaria em andamento uma armação política para rejeitar as contas e com isso atingir o ex-prefeito João Ivo e o PT. Mas o diretório municipal não parece muito preocupado com essa possibilidade real dos vereadores rejeitarem as contas, cujo balanço de encerramento do exercício foi assinado pelo prefeito João Ivo, que assumiu em setembro daquele ano, com o falecimento do titular, o saudoso José Cláudio Pereira Neto.

Curioso observar que até agora as contas do ex-prefeito Jairo Gianoto não foram objeto de análise do Tribunal , que não emitiu qualquer parecer também sobre as contas de 2001 e 2002. Mas 2003 já está na bica da desaprovação, em que pese não haja nada de errado.

O que corre nos corredores da Câmara e nas rodinhas de conversa entre vereadores da situação, é que independente das contas estarem certas ou não, reprová-las é preciso. Seria a primeira tentativa de matar no ninho a provável candidatura de João Ivo à sucessão municipal nas eleições de 2008.

Por todas essas evidências é que já tem um grupo de petistas da base do partido prontos para entrar em ação. No dia em que as contas forem a plenário, as galerias da Câmara estarão superlotadas, não só de petistas mas de simpatizantes de João Ivo, caso as armações ilimitadas se confirmem.

Apenas para lembrar: em 2003, ano das contas apreciadas pelo TC , João Ivo foi empossado prefeito, se não me falha a memória, no dia 22 de setembro, 6 dias após a morte de Zé Cláudio. Portanto, ele governou tres meses e pouco naquele ano. O Secretário da Fazenda até então era o agora deputado eleito Ênio Verri que, por uma questão lógica, é co-responsável pelas contas em vias de rejeição.

Do ponto de vista jurídico, o ex-prefeito não terá nenhuma dificuldade para se defender na justiça comum. Mas isso é o de menos para quem quer vê-lo fora da disputa em 2008. O que importa é o desgaste político e moral que a rejeição das contas pela Câmara pode causar. Aí reside o eixo da "crônica da sacanagem anunciada".

4 de dezembro de 2006

Falta médico

Encontrei hoje com uma agente do Programa Saúde da Família e ela estava lamentando a falta de médicos nos postos de saúde neste final de ano. É que vários deles estão ou estarão em férias e a Prefeitura de Maringá não tem como repor. Assim como não reporá também enfermeiros e atendentes . Muitas delas estão indo embora por que não aguentam mais as perseguições ou porque encontraram coisa melhor.

A atendende do PSF disse que as equipes estão tendo que se desdobrar para fazer também o trabalho de prevenção à dengue . "Pior do que isso, só o desemprego", lamentou.

O John não estava...

O presidente da Câmara John Alves não estava às 15 horas desta segunda-feira na Casa para receber formalmente a defesa do ex-prefeito João Ivo Caleffi, no processo das contas de 2003, cuja rejeição foi sugerida pelo Tribunal de Contas do Estado. Mas a presidente da Comissão de Finanças, Márcia Socrepa, estava. E se comprometeu a ir quarta-feira ao TC junto com o presidente e o vereador Humberto Henrique para solicitar que o Tribunal receba o processo de volta e ele mesmo corrija os erros cometidos pelos seus técnicos.

O erro do TC reside exatamente na negativa do contraditório ao ex-prefeito no caso dos fatos novos alegados. Além da falta de estratos não solicitados após a primeira análise do processo, o Tribunal aponta para a existência de um déficit orçamentário da ordem de R$ 3.747,798,59 no fechamento do balanço de 2003. Mas a conclusão a que chegou é baseada em cálculos equivocados. "Na verdade o que houve foi superávit", diz João Ivo, que juntou farta documentação para provar que as contas estão absolutamente corretas. Se o TC não reformular sua decisão e a Câmara rejeitar as contas, ficará muito claro que o julgamento é político, o que seria uma lástimca.

3 de dezembro de 2006

Próximo da comenda

O prefeito Silvio Barros II está próximo de ganhar uma comenda da Associação Maringaense dos Protetores dos Cães Vira-Latas. Faz juz à homenagem, porque nunca os estimados animaizinhos de rua tiveram tanto lixo para revirar. Sob a gestão SB II, os cachorros vivem tempos de fartura.

2 de dezembro de 2006

Lixo a dar com pau

A cidade tá que é lixo só. Passei agora a tarde pela av. Carlos Borges, onde o lixo se acumula na mesma proporção em que acumula a insatisfação coletiva com a administração municipal. O que mais irrita a população é a certeza de que tudo na passa de uma estratégia para justificar a terceirização da coleta.

ALMA PENADA
A Rede Globo está anunciando na sua programação o novo CD do sertanejo Leonardo, que gravou Nervos de Aço. Desse jeito, a alma de Lupcínio Rodrigues não vai conseguir descansar em paz.

1 de dezembro de 2006

RTV também é cultura

Vi há pouco o programa Palco Brasil na RTV canal 10 , retransmissora local da Rede Minas. Estavam lá ninguém menos do que Pena Branca e Chico Lobo. Um belo show de música raiz. Sete anos depois de perder o parceiro Xavantinho, Pena Branca segue carreira solo com grande sucesso. Está cantando cada vez melhor. Nesta apresentação fez dupla com o violeiro Chico Lobo e levou os telespectadores a viajarem no tempo com belas interpretações de músicas famosas , como Vaca Estrela e Boi Fubá (Patativa do Assaré), Cuitelinho (Paulo Vanzolini) e Cio da Terra (Chico Buarque e Milton Nascimento) .Maravilha!

TERCÍLIO
Hoje foi meu dia de sorte. Na hora do almoço matei saudade da sanfona do amigo Tercílio Men, que esteve no programa do Airton Costa. Tercílio , que foi vereador na época em que eu era assessor de imprensa da Câmara Municipal (bons tempos) , é bom de fole que só um danado . Pena que forró pé de serra e baião não sejam sua praia., mas poucos sanfoneiros executam Relicário como ele.