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Que Zoroastro, Confúcio e o Dalai Lama não nos ouçam




“Quando o assunto é a felicidade, os maringaenses se destacam. Uma pesquisa realizada pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), em parceria com o Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), revela que 90% da população da cidade se considera feliz”.
. O Diário (online)
Achismos à parte, eu acho: Felicidade está diretamente relacionada ao prazer, à sensação de bem-estar ou como preferem os  esotéricos, à paz de espírito. Grandes pensadores místicos se debruçaram ao longo dos séculos sobre o conceito de felicidade, mas até hoje nenhum conseguiu definir, objetivamente, o que vem a ser essa tal . Zoroastro achava que por meio de uma conduta individual correta o homem alcançaria a felicidade ,como vitória definitiva, assim que o bem vencesse o mal. Já se sabe hoje, no entanto, que se a felicidade existe de fato não é pelo maniqueísmo que iremos alcançá-la na sua plenitude. Confúcio dizia que era preciso disciplinar as relações sociais para se atingir a felicidade. Nos dias atuais, o Dalai Lama  nos induz à necessidade de reflexão permanente, pois só assim poderemos ser felizes.
Sendo a felicidade tema central do budismo, ser feliz é superar o desejo em todas as suas formas. Já pensou se  para sermos felizes tivéssemos mesmo que superar o desejo de consumir? Certamente o capitalismo estaria em maus lençóis. De qualquer modo,  a  ACIM veio jogar mais luz nesse debate, no mínimo instigante. Quanto a mim, luto sempre para ser feliz, mas de preferência consumindo menos e tentando fazer com que mulher e filhos contenham-se, respeitando os limites do meu limitado bolso. Não é fácil, mas vou levando essa bagaça, com uma dose de ipióca e um Lupcínio na vitrola.
Afinal, a felicidade mora na filosofia ou habita um carnê das Casas Bahia?





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