Pular para o conteúdo principal

O que inspira Moro trás-nos os riscos de um Berlusconi




Sérgio Moro se inspirou na Operação Mãos Limpas da Itália para conduzir o processo da Lava-Jato. A obsessão dele pela prisão de Lula, segundo deduz o jornalista Rodrigo Viana , tem a ver com o fato de Bettino Craxi, líder do Partido Socialista Italiano ter se tornado o grande alvo da Mãos Limpas. Lula, para Moro, é uma espécie de Craxi brasileiro.
A decisão do STF, de negar habeas corpus a Marcelo Odebrecht, enche o juiz federal de esperança, porque se a suprema corte se recusou a soltar o megaempresário, certamente pode se negar também a soltar Lula, caso o mesmo venha a ser condenado por Moro. A dedução é que o magistrado da Lava-Jato quer por que quer colocar o ex-presidente atrás das grades mas teme ser desmoralizado por uma decisão contrária do Supremo Tribunal Federal.
A prisão de Lula seria pra o juiz maringaense (formado na UEM) um verdadeiro troféu, que o colocaria para sempre na história do judiciário brasileiro, exatamente por ter prendido um grande líder político, ainda mais sendo ex-presidente da república. E mais: identificado com a esquerda. Sua sentença o tornaria celebridade, como ocorreu, por exemplo, com o juiz James Wilkerson, que condenou Al Caponi por lesar o fisco norte-americano.
Vale lembrar que Sérgio Moro publicou artigo certa feita dizendo que o caso italiano poderia vir a ter uma versão brasileira. Desde então passou a atuar nos moldes da Operação Mãos Limpas (Mani Pulite), deflagrada no início dos anos 90 contra poderosos políticos (e partidos) italianos. Mas é preciso lembrar que esta operação teve um preço alto para a Itália: gerou o populista Silvio Berlusconi, que acabou primeiro ministro, O resto da história todo mundo sabe.
Fico pensando, então, se a Lava-Jato coloca grandões na cadeia e pode prender também um ex-presidente, mesmo que seus métodos sejam contestados por diversos juristas , o que viria depois? Quem seria o nosso Berlusconi?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Covardia diplomática

  Já passa de 200 o número de mortos no confronto Israel x Palestinos. Por obra e graça de Benjamin "Bibi" Netanyahu, Tel-Aviv massacra os palestinos da Faixa de Gaza. Isso vem provocando reações diplomáticas em todo o mundo, mas o Brasil continua em silêncio sepulcral. Bolsonaro, que batia continência para Trump e beijava a mão de “Bibi”, tem medo de se manifestar. Sabe que se externar apoio a Israel fica mal com a colônia árabe, que é muito grande no nosso país. E se censurar os ataques do exército israelense, se indisporá com o primeiro ministro carniceiro. Além de reticente, o governo brasileiro é covarde.

Pronto, falei !

 Sempre ouvi dizer que decisão judicial não se discute, se cumpre. Por isso,não há que se questionar as liminares cedidas a grandes supermercados de Maringá que insistem em abrir aos domingos, apesar do caos sanitário que a cidade vive, com 100% dos leitos de UTI ocupados. Não discuto também, mas fico indignado com tanta falta de humanidade, de quem abre e de quem permite que abram.