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O xadrez da sucessão no Paraná





Ratinho Jr está vivendo um dilema. Depois de comemorar a saída de Osmar Dias do páreo, soltando foguetes pela certeza da vitória no primeiro turno, ficou cabreiro com a última pesquisa Ibope/RPC. Sabe que dificilmente sairá vitorioso no dia 7 de outubro e que o segundo turno é outra eleição. Ele e sua coordenação de campanha torce para que a adversária seja Cida Borgheti, mais fácil de derrotar do que se eventualmente João Arruda crescer e chegar lá.
E aí o que fazer? Alguns defendem que uma estratégia para desgastar a atual governadora, ante a perspectiva de que herdando uma boa fatia dos seus atuais 15%  poderá liquidar a fatura no primeiro turno. Por outro lado, partir para o ataque conta a esposa do deputado Ricardo Barros pode deixar espaço para o crescimento do candidato do MDB, que além de bom de debate, tem o respaldo do tio Requião, que deverá se reeleger senador com um pé nas costas. Some-se a isso o fato de que o MDB tem diretórios em praticamente todos os municípios do Paraná. É o partido que mais tem prefeitos e vereadores no Estado, o que faz toda a diferença.
A campanha mal começou e com base nessas variáveis todas, parece claro que João Arruda é entre os três candidatos principais a governador o que tem mais possibilidade de crescer. E isso tira o sono do “roedor” e deixa Cida numa verdadeira sinuca de bico.

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