Parasita é uma história bem humorada de proletários que vão trabalhar numa mansão em Seul e acabam se surpreendendo com a escala de valores de mulher e filhos do ricaço da Coréia do Sul, em cujo ambiente familiar reina a futilidade e a irrelevância. Vi o trailer e li algumas críticas do longa que foi a grande surpresa do Oscar na noite de ontem. E somando isso ao ganhador na categoria documentário dá pra perceber que a indústria do cinema está se atentando para o processo gravíssimo (e degradante) da exploração do homem pelo homem. Indústria Americana, o documentário produzido pelo casal Obama, critica a exploração de trabalhadores, escravizados no âmbito da alucinada produção industrial, onde compaixão é tudo o que o capital não tem em relação ao trabalho. Petra Costa, portanto, perdeu com seu Democracia em Vergigem para ninguém menos que Barack Obama, o que convenhamos, não pode ser considerado demérito. Portanto, Parasita, Democracia em Vertigem e Indústria Americana devem puxar o debate sobre os contrastes sociais que o mundo capitalista nos apresenta. E nos atormenta.
Sérgio Moro deu entrevista à CNN e mostrou-se despreparado e por fora de tudo quando foi instado sobre problemas sociais. Não consegue se aprofundar em nada, não vai além do senso comum, seja qual for o tema abordado. Ele só não é tão raso quanto seu ex-chefe Bolsonaro, mas consegue ser pior do que o cabo Daciolo. O papo do ex-juiz tem a profundidade de um pires. Essa é a terceira via que a Globo e certos setores da elite e da classe média metida a besta defendem?
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