Pular para o conteúdo principal

Rubens Ávila faria 90 anos hoje

 



O pouco que sei de jornalismo, inclusive no campo da ética , aprendi com ele. Trabalhei com seu Rubens, o Rubão, na Folha de Londrina (sucursal de Maringá) e na TV Cultura. Era um chefe exigente, duro nas cobranças, mas de uma generosidade imensa. Cada chamada de atenção que ele dava nos seus comandados era uma aula de profissionalismo. Fui no velório dele em Londrina e chegando lá o bispo que rezava a missa de corpo presente me reconheceu e veio me abraçar após a celebração.Era Dom Geraldo Ávila, irmão de Rubens, que fui visitar em Brasília, onde era bispo auxiliar, quando participei do estágio universitário (representando a UEM) então organizado pela 4a. Secretaria da Câmara dos deputados. Ao vir na minha direção, dom Ávila lembrou da pergunta que me fez quando lhe entreguei uma encomenda que o irmão de Maringá mandara: "O Rubens continua fumando muito?". Respondi que fumava um bucado, e o sacerdote ironizou: "Falo há anos para ele parar com o tabaco, porque ainda morreria disso". Na verdade nunca soube do que seu Rubens morreu, mas o que sei é que ele continua mais vivo do que nunca na memória daqueles que, como eu, tivemos o privilégio de trabalhar com ele. Saudade, muita saudade.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Covardia diplomática

  Já passa de 200 o número de mortos no confronto Israel x Palestinos. Por obra e graça de Benjamin "Bibi" Netanyahu, Tel-Aviv massacra os palestinos da Faixa de Gaza. Isso vem provocando reações diplomáticas em todo o mundo, mas o Brasil continua em silêncio sepulcral. Bolsonaro, que batia continência para Trump e beijava a mão de “Bibi”, tem medo de se manifestar. Sabe que se externar apoio a Israel fica mal com a colônia árabe, que é muito grande no nosso país. E se censurar os ataques do exército israelense, se indisporá com o primeiro ministro carniceiro. Além de reticente, o governo brasileiro é covarde.

Pronto, falei !

 Sempre ouvi dizer que decisão judicial não se discute, se cumpre. Por isso,não há que se questionar as liminares cedidas a grandes supermercados de Maringá que insistem em abrir aos domingos, apesar do caos sanitário que a cidade vive, com 100% dos leitos de UTI ocupados. Não discuto também, mas fico indignado com tanta falta de humanidade, de quem abre e de quem permite que abram.