11 de dezembro de 2010

Sobre investigações do GAECO

Akino Maringá escreve:

"Li no blog do Messias Mendes a quem peço licença para transcrever ':Em qualquer investigação e em qualquer processo, o investigado (ou processado) tem que ter amplo direito de defesa.Isso é constitucional, é universal, próprio da democracia, do estado de direito. Não sei se foi o caso, mas pelo que fiquei sabendo por meio do promotor aposentado e advogado de um dos envolvidos no caso dos fanasmas da Câmara de Maringá, Joel Coimbra, o GAECO abusou do direito de abusar. É normal que nós e a sociedade como um todo, torçamos para que as pessoas de quem não gostamos se ferrem mesmo. Mas nenhum sentimento de revolta ou indignação, por maior que seja, pode pairar sobre a lei , sobre os direitos de cidadania garantidos pela Carta Magna. Por isso, faço o registro, a partir do que me foi passado por Joel, um operador do Direito de qualidade técnica e saber jurídico inquestionáveis. O seguinte é esse, como dizia meu pai, quando ia explicar alguma coisa que achava ser do seu dever.'

Meu comentário: Caro Messias, não se trata de torcer para que as pessoas se ferrem, o que está em jogo é o dinheiro do nossos impostos. Não é que não gostamos das pessoas, eu pelo menos, são de suas atitudes como homens públicos. Se todos temos que trabalhar para ganhar, não é justo que alguns ganhem sem trabalhar e a custa do dinheiro de impostos dos que trabalham".

PS: Bem,nesse aspecto estou de pleno acordo.Os desvios éticos devem ser punidos e os cofres públicos ressarcidos. Nenhuma dúvida quanto a isso. O que cabe questionamento, meu caro Akino, é a lusira do processo investigatório, até como forma de evitar que uma investigação sob suspeita bote tudo a perder. Não sou advogado, não entendo de leis, mas sei, por experiência de longos anos de jornalismo, que um processo conduzido de maneira errada só tende a beneficiar o réu.

Akino Maringá, colaborador

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