

Leio agora no blog do amigo De Paula matéria sobre Waldir Pinheiro, que a gente chamava,primeiro de "Mug" e depois, de "Cabeça". Lá se vão 10 anos da morte do grande reporter esportivo de Maringá, um personagem rico pela sua simplicidade e denso, pela sua humildade socrática, de saber que apenas sabia que nada sabia sobre o assunto que dominava como poucos. Quando o tema era futebol, ele tinha faro de perdigueiro pela notícia e no campo, olho de lince para enxergar os erros táticos do Grêmio, seu time do coração.
Conheci Waldir como tipógrafo da Folha do Norte do Paraná, numa época em que eu começava na redação, como ofce boy. Catando milho nas velhas remingtons e olivettis da redação, o "Mug" convenceu Borba Filho a ensinar-lhe os primeiros passos no jornalismo. Borba, filho do lendário Dr. Altino,o greminte apaixonado que morreu de infarto no estádio quando o "Galo do Norte" fez 2 a 1 no Internacional do Falcão pelo Campeonato Nacional, foi um baita professor e Waldir, um aluno excepcional. Na época, eu começava a batucar nas mesmas máquinas, com a ajuda do repórter policial Antônio Calegari e a concordância do meu eterno guru A.A. de Assis.
Depois, o próprio Waldir convenceu A.A. de Assis a me deixar substituí-lo no "Informe Rodolpho Bernarde", que saia às quintas-feiras com os resultados dos jogos das quartas, do Campeonato Paulista. Quando isso aconteceu, Waldir estava subindo de posto, assumindo a página esportiva do jornal por recomendação do Borba, que foi ser comentarista da Rádio B2 em Curitiba.
Convivi anos com Waldir e com ele aprendi um bocado, principalmente sobre futebol e seus bastidores.
Quando, por sugestão do Reginaldo Dias, o prefeito José Cláudio decidiu batizar aquele ginásio de esportes com o nome de Waldir Pinheiro, fiquei muito feliz.
E claro, certo de que esta foi uma homenagem justa, justíssima.
Tenho saudade dequele tempo, tenho saudade do jeito simples e depojado do "Cabeça".
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