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No fim do aplauso, o começo da vaia



A Câmara dos Deputados distribuiu algumas medalhas do Mérito Legislativo esta semana. Entre os homenageados, duas personalidades que representam extremos opostos na cena brasileira: a primeira mulher a presidir uma sociedade rural, a maringaense Iraclézia de Araújo e o fundador do MST, João Pedro Stedile. Iraclézua, destaque regional no mundo do agronegócio, foi aplaudida, ao receber a medalha, proposta pelo deputado ruralista Odílio Balbinotti. Stedile foi vaiado,junto com Brizola Neto, autor do projeto que agraciou.
Os aplausos para Iraclézia foram merecidos, mas de praxe. As vaias para João Pedro, compreensíveis, mas convenhamos, deselegantes. A Folha de São Paulo registrou as vaias na coluna painel, mas não fez nenhuma referência à origem delas. O blog Reforma Agrária, alfinetou:
"Esses parlamentares vaiaram João Pedro Stedile, assim como vaiaram aquele que indicou o militante do MST, Brizola Neto, assim como vão vaiar qualquer lutador do povo que questione as bases da desigualdade social do Brasil".

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