
Roberto Requião voltou hoje à tribuna do Senado depois de 8 anos. E reestreou com um discurso denso, recheado de críticas ao neoliberalismo, sem poupar o governo Lula no que ele tinha de mais parecido com FHC: a manutenção da espinha dorsal da política econômica entreguista, simbolizada pelo Banco Central, que acende uma vela pra Deus e outra pro diabo:"“Hoje, todo o edifício institucional em que se suporta a política econômica tem como base a autonomia do Banco Central,que age como um Estado dentro do Estado, subordinando e condicionando as ações do Governo e do setor produtivo aos mandos e desmandos do capital financeiro”.
Foi um discurso rico em contextualizações ,muito consistente no contraponto. O conhecimento que o ex-governador do Paraná tem de economia não é pequeno. Tudo isso recheado com o seu elevado nível cultural e político, mostra porque foi um ganho extraordinário para o país os paranaenses elegerem Requião para uma das duas cadeiras do Estado no Senado da República.
Como administrador, Roberto Requião é cheio de senões, senões que viram arma nas mãos dos seus adversários devido principalmente à sua falta de modéstia, truculência verbal (só verbal,felizmente)e cumpulsão pelo nepotismo.
Mas vamos e venhamos: no Parlamento, o homem é o bicho
Comentários
ta postado no casa do noca....sete