

fotos: Valdir Carniel e site da Prefeitura de Pintadas
Depois que voltei há uma semana, pouco falei de Pintadas , minha cidade natal, no sertão da Bahia.Pelos relatos que ouvi, pelas fotos que vi, pelos informes que li e pelos CDs de música regional que curti, com apenas 11 mil habitantes Pintadas tem uma vida cultural intensa. Lá existe semana de artes, quando os sambadores da terra dão verdadeiro show de afinação em abôios e toadas que nos fazem arrepiar; tem vaquejada, que mobiliza toda a Bacia do Jacuípe e leva pra lá, cantores de renome nacional como Chico Cesar e Belchior. Ganhei alguns alguns CDs de música da terra, de muita qualidade. Caso dos Sambatores de Pintadas, Sambadores de Capela, Vozes da Mussuca (Dança de São Gonçalo), Bando Padim Vô e Afro Minha Cor. Festas populares nas datas características são grande sucesso, como São João e São Pedro.Tem ainda a Jegada, que mobiliza jegueiros de vários municipios da região, inclusive Ipirá e Mairi, município onde fui registrado , pois na época Pintadas não passava de um povoado.
Sempre que posso volto lá para rever o torrão e a parentaia, que é 70% da cidade. Já me perguntaram porque não volto pra lá.Isso seria impossível, porque estando em Maringá há mais de 40 anos, aqui também finquei raízes, constituí família. Sou maringaense de coração, mais até do que certas pessoas que se gabam de terem aqui nascido. Mas sou pintadense de origem e amo minha terra natal, porque como bem disse o velho Lua em seu último pau de arara, "quem renega a terra natá em outro canto não pára". Não renego Pintadas, por isso paro em Maringá, onde pretendo viver até meus últimos dias.Mas sempre voltando em Pintadas para matar saudades.
Tenho dito.
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