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Pela volta do cobrador

A campanha que está apenas começando deve ser um dos temas de debate durante o processo eleitoral, mas pela disposição da empresa, o cobrador não volta. Só tem uma possibilidade: se o poder concedente exigir. Então é assim: se o poder concedente continuar nas mãos do condomínio barroso, esqueçam. Se mudar de mãos a partir de janeiro próximo, vai depender do grau de compromisso que o vencedor da eleição de outubro tiver com a sociedade. De qualquer forma, a mobilização vem em boa hora. Em tempo: é comum a gente ver motoristas dos ônibus da TCCC cobrando o passageiro que não tem cartão magnético, com uma mão no volante e outra na caixinha de trôco. Mais comum ainda, é motorista sem visão das portas quando o carro está cheio, tocando com passageiro ainda nos degraus da escada para descer. Dia desses uma doméstica caiu dentro do ônibus quando o veículo deu uma freada brusca e se machucou. Dois dias depois, um fiscal da TCCC foi à casa dela no Jardim Industrial perguntar se precisava de alguma coisa. Ela indagou:"Quem vai pagar os remédios que estou tomando?". O fiscal respondeu na lata: "o motorista". Diante da resposta, a passageira foi rápida na sua indignação:"Olha, se for para o motorista pagar eu não quero receber nada não. Os coitados já ganham uma miséria, trabalham feito uns doidos e vocês ainda querem que ele pague? Avise lá pro seu patrão que não precisa pagar o remédio".

Comentários

Anônimo disse…
Se não posso dirigir falando no celular, qual a diferença entre esta atitude e dirigir um veículo lotado de seres humanos, tendo que desconectar do volante p/fazer um trôco sem parar o veículo? Dá pra comparar?...

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