A luta
política, por mais exacerbados que sejam os discursos, se dá no terreno das
ideias. Colocar Deus nesse embate é blasfêmia.
Sérgio Moro deu entrevista à CNN e mostrou-se despreparado e por fora de tudo quando foi instado sobre problemas sociais. Não consegue se aprofundar em nada, não vai além do senso comum, seja qual for o tema abordado. Ele só não é tão raso quanto seu ex-chefe Bolsonaro, mas consegue ser pior do que o cabo Daciolo. O papo do ex-juiz tem a profundidade de um pires. Essa é a terceira via que a Globo e certos setores da elite e da classe média metida a besta defendem?
Comentários
DEU NA FOLHA DE SP HOJE
"Pec-de-bolsonaro-e-guedes-desobriga-poder-publico-de-construir-escolas"
Depois de acabarem com a previdência agora querem acabar com a educação publica e depois com a saúde publica.
EXISTE UM DEUS QUE APOIA ATAQUES A MULHERES, NEGROS, GAYS, QUILOMBOLAS, INDÍGENAS, QUE APOIA MILICIANOS QUE ASSASSINAM E MATAM PESSOAS INOCENTES.
EXISTE UM DEUS QUE APOIA TIRAR DINHEIRO DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE PARA DAR PARA OS MILIONÁRIOS E BANQUEIROS AUMENTANDO AINDA MAIS A MISÉRIA E A MORTALIDADE INFANTIL.
EXISTE UM DEUS QUE APOIA QUEM NÃO ESTÁ NEM AI PARA O DESEMPREGO, QUE NÃO ESTÁ NEM AI PARA AS PESSOAS QUE ESTÃO PASSANDO FOME.
EXISTE UM DEUS QUE APOIA QUEM PREGA A DESORDEM ENTRE OS POVOS.
EXISTE UM DEUS QUE APOIA QUEM QUER DESTRUIR A NATUREZA PARA QUE LATIFUNDIÁRIOS PLANTEM MAIS PARA FICAREM CADA VEZ MAIS MILIONÁRIOS.
ESTE DEUS NÃO É O MEU, O MEU DEUS É DIFERENTE, ELE PREGA O AMOR, A PAZ, ESTÁ DO LADO DOS POBRES, DOS DESEMPREGADOS, DAS CRIANÇAS E DOS EXCLUÍDOS.
Parece que tudo de errado no país hoje é culpa da “esquerda”. Mas você, como cristão, sabe que o problema do mundo se resume a uma palavra: pecado. Esquerda, direita, qualquer ideologia vai carregar características ruins, oriundas justamente do pecado que está na mente e no coração de cada ser humano. Mas também é verdade que cada indivíduo consegue apresentar traços de bondade originais da criação, mantidos pela graça comum. Se você acha que toda esquerda é comunista ou socialista, comete um grande erro. Esquece-se que foram ideias mais à esquerda que criaram os sistemas de previdência e saúde pública, por exemplo. Nomes como Martin Luther King e Nelson Mandela seriam hoje associados à esquerda. Os países com maior qualidade de vida no mundo (Suécia, Dinamarca, Noruega) seguem ideais construídos com base na social-democracia (de esquerda, portanto), que mistura a liberdade de ideias com preocupação social.
Alguém que já falou que fuzilaria adversários, que desejou que uma oponente morresse de câncer ou infarto, que exprime ideias reprováveis sobre mulheres, negros, homossexuais, que advoga a tese de que bandido bom é bandido morto, que festeja torturadores e tantos outros absurdos, no meu entender, não reproduz, nem nos discursos, o amor que se espera de um cristão. Verdade sem amor é estupidez.
Bolsonaro já casou três vezes. Se orgulha de ter quatro filhos homens, mas disse que na quinta vez “fraquejou e saiu uma mulher”. Questionado por repórter da Folha de São Paulo sobre o motivo de receber auxílio-moradia mesmo tendo imóvel, Bolsonaro respondeu: “uso o dinheiro pra comer gente”.
Os defensores de Bolsonaro gostam de alardear que o político não é corrupto. Isso é bem questionável. Embora não seja vinculado a nenhum grande escândalo de corrupção, Bolsonaro tem uma série de atitudes típicas de uma ética corrompida, como receber auxílio-moradia tendo imóvel, fazer campanha com dinheiro de cota parlamentar e ter passado por aumento patrimonial que não se explica apenas com sua renda. Ademais, sobre ele recai suspeita de ter recebido dinheiro por caixa dois e ter feito lavagem de dinheiro com imóveis. Vale dizer que três dos filhos dele são políticos, num modus operandi semelhante ao de todos os políticos tradicionais no Brasil, e tem o Queiroz e os milicianos...
Neste país o crime compensa, lembra do caso BANESTADO????
Acontecimentos que seriam dramáticos em qualquer país com um mínimo de normalidade institucional, aqui, viram banalidades, que não merecem interesse mais profundo da imprensa e de seus analistas.
Não estou sendo dramático, não. Convenha, chegamos a um quadro em que olhar para o cotidiano é um exercício de resistência à repugnância que, porém, não pode fazer com que achemos normal a monstruosidade medíocre em que se converteu a vida pública brasileira.
É banal que um presidente de extrema-direita se eleja e, antes de se completarem 11 meses, sai do partido pelo qual se elegeu e anuncia que vai montar uma agremiação de cunho familiar, presidida pelo filho metido num escândalo de rachadinhas e milícias e liderada pelo ex-futuro embaixador que deseja a volta do AI-5?
Como encarar o fato de um presidente dizer que “casou errado” com seu vice, flerta com um sujeito que se autodenomina príncipe – pois não há nobreza a dar-lhe este título -, enquanto este é atingido por uma história sórdida de ter sido “queimado” politicamente por fotos de uma suposta suruba gay, invadindo a sua vida privada, a única sobre a qual ele deve ter poder imperial? E a isso, o ex-ministro chefe do Governo desafia o chefe da Nação a um teste de polígrafo, o popular detetor de mentiras?
Não, não é uma piada, é uma torpeza.
É certo que os direitos sociais e o progresso econômico construídos ao longo de um século de História sejam desmanchados em meses, por simples decretos e sob os aplausos de uma classe dominante que, em sentido nada amoroso, gostaria de entoar a marchinha do “ai, meu deus que bom seria, se voltasse a escravidão”?
A verdade é que, como dizia Cartola, quando a gente entra no “inverno do tempo da vida”, embora se possa contentar com uma espécie de autofelicidade, fruto de sua trajetória e dos seus próximos, dói ver seu país tomado por esta mediocridade boçal e violenta, para a qual regredimos com tanta rapidez e da qual só nos curaremos lentamente.
Nem mesmo consola olhar para fora, pois se vê os pobres, de todas as cores e de todos os pobres tornarem-se os “judeus do século 21”
O fato é, porém, que esta é a realidade e de nada terá valido ter sido de uma geração que amou reconstruir a liberdade e o convívio se, a esta altura, não estivermos dispostos, com todas as dores e canseiras, a recolher seus cacos e de novo soldá-los ao ambiente social, não apenas às nossas vidas pequeninas.
Anos atrás, em algum lugar, escrevi que o que nos faz vivos, a qualquer ser, é a capacidade de absorver e sintetizar. Enquanto pudermos fazer isso, poderemos olhar para o futuro. Mas se criarmos uma crosta que não permita mais, como à cigarra, trocar de casca sem deixar de cantar o verão, aí, o inverno terá vencido e a espécie humana será fria, insensível, antissocial e, por isso mesmo, já não merecerá o nome de humanidade.
Em Mateus 23 está a mais longa denúncia pública feita contra os fariseus em toda Bíblia. João Batista já havia chamado os tais de “raça de víboras” (Mt 3.7), mas neste capítulo de Mateus, Jesus os chama ainda de “hipócritas” (v. 13), “guias cegos” (v. 16), “tolos e cegos” (v. 17) e os compara a “sepulcros caiados” (v. 27), ou seja, túmulos bem acabados, rebocados e pintados por fora, enquanto no interior guardam decomposição e mal cheiro. É incrível que Jesus não teve problema com o povo comum, os leigos; o problema de Jesus era justamente com esses homens religiosos e instruídos.
JESUS CONDENA OS FARISEUS HIPÓCRITAS
Quando está na Judeia, Jesus aceita o convite para tomar uma refeição com um fariseu, provavelmente durante o dia. (Lucas 11:37, 38; veja Lucas 14:12.) Antes de comer, os fariseus seguem o ritual de lavar as mãos até os cotovelos. Mas Jesus não faz isso. (Mateus 15:1, 2) Lavar as mãos desse modo não é uma violação da Lei de Deus, mas não é algo que Deus exige.
Esse fariseu fica surpreso porque Jesus não segue essa tradição. Jesus percebe isso e diz: “Ora, vocês, fariseus, limpam por fora o copo e o prato, mas por dentro estão cheios de ganância e de maldade. Insensatos! Aquele que fez o exterior também fez o interior, não fez?” — Lucas 11:39, 40.
Mas lavar as mãos antes de comer não é o problema, e sim a hipocrisia religiosa. Os fariseus e outros que seguem o ritual de lavar as mãos não purificam seu coração da maldade. Por isso, Jesus os aconselha: “Deem aos pobres do que está no íntimo, e então tudo a respeito de vocês será limpo.” (Lucas 11:41) Assim, a ação de dar deve ser motivada por um coração amoroso, não pelo desejo de impressionar outros por fingir ser justo.