Sérgio Moro deu entrevista à CNN e mostrou-se despreparado e por fora de tudo quando foi instado sobre problemas sociais. Não consegue se aprofundar em nada, não vai além do senso comum, seja qual for o tema abordado. Ele só não é tão raso quanto seu ex-chefe Bolsonaro, mas consegue ser pior do que o cabo Daciolo. O papo do ex-juiz tem a profundidade de um pires. Essa é a terceira via que a Globo e certos setores da elite e da classe média metida a besta defendem?
MESSIAS MENDES - Informação e análise, com o máximo de isenção e imparcialidade. Meu compromisso? É nunca afrontar a realidade dos fatos.
Comentários
Quem ainda acredita no Bozo? 20 a 30% de eleitores que acham que ainda serão, de alguma forma, beneficiados. Hoje são minoria. Mas uma minoria extremamente perigosa.
Ainda que ele recue, game over.
Foi uma brocada irrecorrível.
Brochou definitivamente.
Teme, né temer, a cadeia.
Rato pequeno e definitivo.
Quando o bozo vê o bicho pegando vira gazela.
ARREGOU, ARREGOU, ARREGOU, ARREGOU.
BUNDÂO, BUNDÂO, BUNDÂO, BUNDÂO.
“Dia 7: multidão nas ruas com pauta patriótica condena o arbítrio. Dia 9: Bolsonaro elogia China como essencial e pede desculpas ao STF. Game over”, tuitou o corneado.
Hilário!
Muitos bolsominions vão encher o rabo do cloroquina nesta noite.
Confirmada a notícia de que “valentão” Bolsonaro, antes de afrouxar e divulgar nota em que recuou dos ataques golpistas ao STF, ligou para o ministro Alexandre de Moraes. O telefonema foi mediado por Michel Temer.
Totalmente cagado, “nesta quinta-feira (9), Bolsonaro mandou um avião a SP para levar Temer até Brasília. Durante conversa entre ambos, Temer ligou para Moraes, que foi indicado por ele para o STF, e passou o celular para Bolsonaro”. A Folha prossegue no relato da cena risível:
“Segundo quem acompanhou a conversa, o diálogo foi institucional e Bolsonaro adiantou o que divulgaria posteriormente na carta, escrita com a ajuda de Temer: que nunca teve a intenção de agredir, que foi afetado pelo calor do momento e que acredita na harmonia entre os Poderes”.
Quem financiou os atos bolsonaristas do 7 de setembro? Dinheiro público e/ou da cloaca burguesa?
O advogado Marco Aurélio de Carvalho e o deputado Rui Falcão (PT-SP) entraram com requerimento junto ao TSE para que apure o uso de recursos ilícitos (público, privado e estrangeiro).
A petição foi feita para que a investigação se junte ao inquérito chefiado pelo corregedor-geral do TSE, Luís Felipe Salomão, que já apura o uso de recursos públicos em ataques do fascista às urnas eletrônicas.
Esse processo poderá reforçar o pedido de impeachment de Bolsonaro.
O gado não merece respeito, são lixos humanos, não enxergam a realidade do país, tudo caro(comida, carne, gasolina...), não enxergam o desemprego, a corrupção dos filhos do Bozo e de seus aliados como Ricardo Barros(que continuam como lider do Bozo).
O grau de volatilidade do cenário político é tanto que as análises de conjuntura têm prazo de validade de apenas algumas horas.
Num momento Bolsonaro, uma dissidência do Homo Sapiens, parece estar ensaiando um autogolpe e, no outro, Michel Temer, o profissional dos golpes, parece estar mandando de novo no país.
Bolsonaro esperava que o seu sequestro do 7 de setembro, o maior peculato político e simbólico da história, se tornasse o pontapé inicial de uma grande reviravolta política, que o retirasse das cordas de sua contínua desidratação, ocasionada por uma profunda crise econômica, social e sanitária.
Ele nutria a esperança de que a mobilização da massa fanática e furiosa dos 20% que ainda o apoiam, motivada também por uma dinheirama de origem desconhecida, talvez até, em parte, de origem externa, emparedasse as instituições e a oposição.
No limite, se poderia até decretar o estado de sítio ou o de defesa, de forma a se iniciar um processo de destruição definitiva do que restou da democracia brasileira.
Houve, no entanto, um grosseiro erro de cálculo.
O capitão do mato achou que podia mandar na casa grande. Não pode.
O capitão do mato, embora tenha a função crucial de controlar os escravos, é também um mero empregado dos reais senhores.
É preciso entender que o golpe de 2016, a Lava Jato, a prisão sem provas de Lula e a eleição de Bolsonaro foram realizados com um grande e perene objetivo: enterrar o projeto progressista encabeçado pelo PT e implantar a Pinguela para o Passado, um modelo ultraneoliberal, socialmente regressivo e de aprofundamento da dependência.
Em primeiro lugar, por causa da crise institucional que ele mesmo criou, Bolsonaro não está conseguindo aprovar as reformas prometidas ao capital para sedimentar, em solo pátrio, o modelo pretendido.
Em segundo, sua estratégia de confronto permanente e sua insistência paleolítica em agendas de extrema-direita estão prejudicando “os negócios”.
Na realidade, as fricções entre o capitão do mato e a casa grande vêm se acumulando há tempos.
Nesse contexto, o recuo, registrado para a posteridade por Temer, com erros de português e sem mesóclises, não foi o primeiro imposto a Bolsonaro.
Houve outros igualmente significativos, embora menos estrondosos.
O primeiro foi na política externa.
O chanceler pré-iluminista, admirador de Trump e caudatário de grandes expoentes do “pensamento” do Ocidente cristão, como Steve Bannon e Olavo de Carvalho, teve de ser substituído por um diplomata profissional e racional.
A substituição foi imposta por grandes interesses econômicos, inclusive os do agronegócio, atemorizados pelos conflitos constantes com a China e com as agressões contra tradicionais parceiros do Brasil, como Alemanha, França, Rússia, Argentina etc.
Os elogios recentes de Bolsonaro à China na cúpula do BRICS foram apenas a culminação de um processo de correção de rumos que se desenvolve há meses.
O segundo foi na política ambiental.
A eleição de Biden e as fortes suspeitas de corrupção do ex-ministro antiambientalista, somadas aos grandes prejuízos acarretados ao país e aos seus negócios pela insistência numa desavergonhada predação ambiental, obrigaram Bolsonaro a recuar.
Os setores mais esclarecidos do capital entenderam que, caso não houvesse esse recuo, o Brasil não entraria na OCDE e o Acordo Mercosul/UE não seria aprovado.
Esses são sonhos de consumo das nossas oligarquias colonizadas. Por isso, o Bolsonaro curvou-se à pauta ambiental, na cúpula convocada por Biden.
O terceiro foi na política sanitária.
Graças, em boa parte, à CPI, tornou-se claro que a política omissa e genocida do governo, que colocava ênfase na imunidade de rebanho e em tratamentos enganosos e inúteis, não apenas estava matando pessoas, mas também as oportunidades para que a economia voltasse ao normal.
Além disso, também estava contribuindo para isolar ainda mais o Brasil, no cenário mundial. Bolsonaro, a contragosto, teve de investir em vacinas, embora com desvios de corrupção, e ainda recalcitrante, em relação às medidas não-farmacológicas.
Não, isso seria ingenuidade.
O fascismo é de difícil controle. É como a caixa de Pandora, uma vez aberta, impossível fechá-la.
Afinal, o fascismo se move por emoções básicas e baixas. Bolsonaro, em particular, move-se, agora, pelo medo.
Ele tem dois grandes temores. O primeiro é o de ser condenado e preso.
Daí sua campanha raivosa contra Alexandre de Moraes e contra o STF.
O segundo é o de ser derrotado por Lula, em 2022.
Daí sua campanha de ódio e descrédito contra o TSE e o sistema de votação.
Tenta emular Trump e a invasão do Capitólio.
Assim, Bolsonaro é como aquele cachorro que é perigoso justamente porque é medroso.
Sentindo-se ameaçado, distribui mordidas a esmo.
A História mostra que movimentos como o de Bolsonaro podem extrapolar quaisquer controles institucionais.
Na Alemanha, a elites apostaram em Hitler contra o fantasma do comunismo achando que ele era “controlável”.
Deu no que deu.
Embora Bolsonaro esteja se enfraquecendo há tempos, ele ainda tem poder de mobilização e o relativo controle de alguns setores estratégicos, como as polícias militares, muitas igrejas evangélicas, parte das Forças Armadas, setores econômicos ligados ao agronegócio etc.
Tem também apoio da extrema-direita mundial, que aqui desembarcou em peso para ajudá-lo em seus planos golpistas.
Não está morto e, a depender das circunstâncias voláteis, pode voltar a “esticar a corda” e intentar um novo putsch.
O caos o favorece.
O dilema dele é claro: submeter-se aos grandes interesses que o colocaram no poder e tentar chegar a 2022 como o único candidato capaz de derrotar Lula, alternativa crescentemente improvável, ou, na iminência da debacle, amealhar forças para dar um autogolpe, antes ou depois das eleições.
Alguma coisa semelhante ao que aconteceu na Bolívia e ao que Trump tentou fazer nos EUA.
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2022FORÇA💪TOTAL🙏❤🙏🍀🍁🌹❤⭐⭐😍🍀🙏🙌🙌🙏❤💗🌹🌷🍀🙏🙏🙏