29 de dezembro de 2010

COMEM, objeto de desejo de políticos locais

"É impressionante como todos os principais envolvidos em Maringá na campanha de Beto Richa para governador sonham em assumir o comando da Região Metropolitana de Maringá. Mesmo praticamente não tendo estrutura e recursos".
. Da coluna do Verdelírio Barbosa (Jornal do Povo)

Meu comentário: realmente, a COMEM - Coordenação da Região Metropolitana de Maringá não tem estrutura nenhuma. Tem um coordenador, com status de secretário de estado e quatro funcionários. Desde sua instalação, em fevereiro de 2007, a RMM trabalhou em alguns projetos importantes, que não tiveram consequências práticas por envolverem decisões conjuntas do governo do Estado e dos municípios, Maringá à frente. É caso da integração eletrônica do passe de ônibus entre as cidades conurbadas de Maringá, Sarandi e Paiçandu. Esbarrou na resistência do prefeito Silvio Barros em concordar com a proposta de formação de um Conselho Metropolitano de Transporte Coletivo Urbano, com a participação dos tres municípios e o Estado, por meio da COMEM e do DER. O prefeito de Maringá alega, desde o início, que a integração encareceria a passagem e que, no dizer dele, "Maringá não tem nada que bancar a passagem de ônibus para moradores de Sarandi e Paiçandu.".
Não o convenceu o argumento de que Maringá também seria beneficiada, porque boa parte dos trabalhadores dessa cidade mora em Sarandi ou Paiçandu e quem banca a maior parte do vale transporte são as empresas. Acresça-se a isso o fato de que pelo menos 70% das empregadas domésticas e diaristas que trabalham em Maringá, residem nos dois municípios vizinhos. Logo, as famílias empregadoras (a maioria classe média) seriam diretamente beneficiadas. O nó da questão está na perda do segundo embarque, alegada pela empresa TCCC, apesar das evidências de que ela perderia dinheiro com o segundo embarque dos passageiros provinientes de Sarandi e Paiçandu, mas seria recompensada pelo aumento de demanda. Isso sem falar na cota social que qualquer empresa que explora os serviços públicos é brigada a dar.
Além da integração do passe, foram feitas ações no sentido de ampliar as lionhas metropolitanas de ônibus para alguns municípios, caso de Santa fé e munhoz de Melo.
Por ação da Coordenação da Região Metroipolitana também, viabilizou-se a tarifa local para os municípios que a integram, já a partir de 2011. E, por meio da Câmara Técnica da Região Metropolitana no CODEM, está em andamento um grande projeto de incentivo à piscicultura no Norte-Noroeste.
Ações pontuais existem várias. Um dos resultados do trabalho da desestruturada COMEM é um minucioso levantamento feito nos 25 municípios qaue dela fazem parte, das potencialidades, demandas e carências de cada um. Este documento, já entregue ao governador Orlando Pessuti será certamente repassado ao sucessor Beto Richa que disporá de muita informação para respaldar as ações de desenvolvimento regional que pretende implementar.
Aproveito este espaço para relatar isso, porque trabalho na COMEM desde sua instalação e tenho ouvido e lido muita bobagem sobre a atuação do órgão, que é fruto de um projeto de lei apresentado em 1998 pelo deputado Joel Coimbra, um dos melhores representantes que Maringá teve na Assembléia Legislativa.
A julgar por uma entrevista qaue concedeu à Folha de Londrina, o governador Beto Richa pretente extinguir as coordenadorias de Maringá, Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu, o que seria uma pena.

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