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Melzinho na chupeta

A maioria dos servidores públicos recebeu com um pé atrás a proposta de privatização (na cara dura) do plano de saúde da categoria. A Capsema gastava em torno de R$ 11 milhões por ano para garantir um atendimento de qualidade aos servidores e dependentes. Mesmo assim, havia muita negociação com os prestadores, que operavam no limite permitido pelo atendimento exigido. Agora, o prefeito anuncia que este gasto será reduzido para R$ 6 milhões no máximo. O atendiumento será feito por um único prestador, que deverá receber o bolo definido no contrato, atendendo o máximo ou atendendo o mínimo de pacientes. A qualidade começa a ficar comprometida na falta de opção do servidor, que antes poderia escolher o médico, o hospital e o laboratório da sua confiança.
Num primeiro momento, parece um benefício que a Administração está dando ao servidor, principalmente porque os 3% que vinha descontado em folha não viria mais. O que vai acontecer? O montante do dinheiro que era gasto com assistência médica via Capsema deixa de sair da folha de pagamento do funcionalismo e passa a ser tirado do orçamento geral do município. Alguém se lembra o que foi que o prefeito disse quando começou a operação desmonte na Capsema? Ele disse exatamente isto:"A Prefeitura não pode pagar plano de saúde para o funcionalismo, porque senão a população como um todo, teria o direito tamém a um plano de saúde pago pelos cofres municipais". Na prática , agora é a Prefeitura que vai pagar o plano de saúde dos funcionários. E os funcionários, que podem imaginar estarem sendo beneficiado, verão mais adiante que o molho sairá bem mais caro do que o peixe.
Fico me perguntando: será que os vereadores vão se dar conta disso? Vão se dar conta de que, no fundo, o que vai acontecer é uma privatização, escancarada e descarada?

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