Quando o presidente João Goulart sancionou a lei do 13.o salário em 1962 foi uma grita geral do empresariado. O economista Eugênio Gudin (ministro da fazenda no governo Café Filho) fez duras críticas a “Jango”, dizendo que o salário extra quebraria as empresas, levaria a maioria delas à banca rota. Passado meio século, o 13o. é o motor do consumo e o combustível da prosperidade do próprio setor produtivo que agora, tenta barrar por todos os meios e todos os credos, a redução da jornada de trabalho para 40 horas.
Que a História sirva de lição.
Sérgio Moro deu entrevista à CNN e mostrou-se despreparado e por fora de tudo quando foi instado sobre problemas sociais. Não consegue se aprofundar em nada, não vai além do senso comum, seja qual for o tema abordado. Ele só não é tão raso quanto seu ex-chefe Bolsonaro, mas consegue ser pior do que o cabo Daciolo. O papo do ex-juiz tem a profundidade de um pires. Essa é a terceira via que a Globo e certos setores da elite e da classe média metida a besta defendem?
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