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O baile de Cachoeira nos parlamentares

Carlos Cachoeira entrou mudo e vai sair calado da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito). No início, uma chuva de perguntas para resposta nenhuma, posto que o bicheiro tem o direito constitucional de não produzir provas contra si. O fato, entretanto, é que a sessão da CPMI dessa tarde foi um espetáculo ridículo, com o quadrilheiro gozando na cara de todo mundo. A coisa só não ficou pior, porque a senadora Kátia Abreu rodou a baiana e pediu o fim da sessão, onde os parlamentares faziam papel de bobos. Daquele momento em diante, as perguntas foram subtituídas por pronunciamentos de lideranças, um mais contundente do que o outro. A repercussão disso que está acontecendo neste momento no Congresso Nacional será extremamente negativa para o parlamento brasileiro. Pelo menos servirá para que a comissão redimensione sua estratégia, embaralhada pela disputa política entre governo e oposição. O PT detona Pirilo, o PSDB quer fritar Agnelo. Mas uma coisa é certa: o comportamento de Cachoeira forçará deputados e senadores a desligarem o forno que aqueciam para a assar a grande pizza.

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