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Um dia a esperança venceu o medo. Hoje, a frustração vem derrotando a esperança


Será que algum cientista político ousaria explicar a débâcle do PT? Ousaria, ao menos, fazer nós do senso comum entendermos que diabo explica o silêncio da presidente Dilma diante de um quadro social tão caótico como este que vivemos hoje?
Como entender, afinal, a mediocridade do Partido dos Trabalhadores no campo das comunicações? E mais ainda: sua absoluta falta de humildade para reconhecer que a casa não foi assentada sobre bases estruturais sólidas?
A sábia Dindinha Alvina, que morreu beirando os 90 anos fazendo bordados e xingando a agulha que furava-lhe o dedo de “essa porra!”, dizia sempre que , quem muito se abaixa a bunda aparece. E está aparecendo muito, tornando-se mais visível depois que o PMDB impôs condições para aprovar as duas Medidas Provisórias que ferram a parte mais fraca da relação capital x trabalho, que até pouco tempo o PT defendia.
A presidente Dilma está fragilizada, com uma base parlamentar que mais a chantageia do que lhe dá sustentação no Congresso Nacional . Fragilizada por uma política de comunicação desastrosa e por um Ministro da Justiça que tornou-se motivo de piadas, principalmente nos meios jurídicos, ela caminha célere para o cadafalso.
A fragilização que se amplia no Planalto, se espalha pela planície, gerando protestos em todo o país e dando aos defensores do endurecimento do regime a arma que sempre buscaram para justificar seu apoio fechado a um eventual golpe na democracia brasileira.
As redes sociais estão aí, bombardeando o governo e o partido da presidente, sem que se consiga vislumbrar qualquer tipo de escudo protetor da governabilidade. E assim, passo a passo, o Brasil caminha para um traumático impeachment o que, acontecendo, jogará definitivamente uma pá de cal naquela tal esperança que um dia venceu o medo.



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