Bolsonaro
desistiu definitivamente de abrir a caixa preta do BNDES que ele tanto prometeu
na campanha. E sabe por que? Porque descobriu
que lá poderá encontrar fraudes de empresários aliados, como Luciano Hang. O “Véio da Havan” fez a partir de 2003, quando tinha apenas 5
lojas, mais de 50 empréstimos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
. O BNDES , todos sabem, não financia
atividades comerciais, mas apenas industriais. E se Hang não tinha indústria
(não consta que ele já tenha produzido um parafuso sequer) , como conseguiu
acessar linhas de financiamentos tão generosas no banco de fomento? Mistéeeerio!
Sérgio Moro deu entrevista à CNN e mostrou-se despreparado e por fora de tudo quando foi instado sobre problemas sociais. Não consegue se aprofundar em nada, não vai além do senso comum, seja qual for o tema abordado. Ele só não é tão raso quanto seu ex-chefe Bolsonaro, mas consegue ser pior do que o cabo Daciolo. O papo do ex-juiz tem a profundidade de um pires. Essa é a terceira via que a Globo e certos setores da elite e da classe média metida a besta defendem?
Comentários
Passei hoje na Havan de Sao Francisco do Sul SC . Baita bandeira do EUA hasteada no topo.
velho caloteiro, mentiroso, patriota de araque, que usa réplica da estátua da liberdade como símbolo.
Corria o boato de que os ex-presidentes seriam sócios ocultos da rede varejista, que cresceu a todo vapor nos governos petistas. “A Havan é minha, é sua, é da família, é do Brasil”, dizia Hang em um vídeo institucional.
O comercial tornou o empresário conhecido do público catarinense e livrou os petistas da suspeita de que estariam escondendo uma fortuna em negócios de fachada.
Uma ironia, já que dali em diante Hang se tornaria célebre por usar as redes sociais para atacar o PT e a esquerda.
Em 2018, Hang apoiou Jair Bolsonaro à Presidência. Gravou vídeos fantasiado e interagiu com bonecos de Lula e Fernando Haddad. Nada disso foi alvo de contestações, mas outras ações renderam problemas judiciais.
Hang foi multado em R$ 10 mil pelo TSE por ter pago o Facebook para impulsionar publicações que promoviam a campanha de Bolsonaro.
Na Justiça do Trabalho, o empresário foi advertido e ameaçado com uma multa de R$ 500 mil caso pressionasse funcionários a votar em Bolsonaro. Ele havia gravado vídeo em que avisa aos funcionários que pode deixar de criar empregos caso seu candidato não vença a eleição.
Na quinta-feira (18) reportagem da Folha informou que a Havan está entre as empresas que impulsionaram disparos contra o PT no WhatsApp.
No processo por evasão de divisas, foi acusado pelo Ministério Público Federal de Santa Catarina de usar contas de laranjas para remeter R$ 500 mil para o exterior sem recolher o imposto devido.
A decisão diz que um primo de Hang atuava como testa de ferro para a movimentação financeira da firma. A sentença, confirmada em segunda instância, prescreveu e ele, apesar de condenado no mérito, ficou livre de punição.
A outra condenação foi por sonegação de INSS dos funcionários. Ainda na década de 1990, ele foi condenado em duas instâncias por “pagar por fora” salários e remunerações de seus funcionários em Santa Catarina e no Paraná.
Segundo o Ministério Público, a Havan tinha duas folhas de pagamento: em uma, declarada como oficial pelo empregador, constava a remuneração fictícia, em média R$ 250 para cada empregado, e na outra aparecia o que era realmente pago, cerca R$ 600.
Com essa manobra Hang teria apresentado ao INSS registros que não representavam os reais custos com a folha de salários. A fraude, segundo a Procuradoria, atingia cerca de 500 empregados, que tinham seus direitos trabalhistas violados, já que as verbas remuneratórias eram calculadas com base em valores inferiores aos realmente recebidos.
O empresário foi condenado pela Vara Federal Criminal de Blumenau, e a 7ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) manteve integralmente a sentença.
A defesa de Hang entrou com pedido de habeas corpus no TRF-4 para que ele não tivesse que cumprir pena antes do trânsito em julgado.
Após a condenação, o empresário firmou acordo, parcelou o débito trabalhista e suspendeu a execução da pena.
Não foi a única vez que Hang conseguiu costurar acordo com a Justiça após perder um processo.
Em 1999, uma ação de busca e apreensão, determinada pela Procuradoria da República em Blumenau, resultou na autuação da Havan em R$ 117 milhões pela Receita Federal e em R$ 10 milhões pelo INSS.
Mesmo sendo a maior autuação da Receita na ocasião, a empresa fez um Refis (programa de refinanciamento de dívida) para pagar a dívida em suaves prestações.
A Procuradoria protestou e, em 2004, fez um cálculo que mostrava que caso fosse mantido o refinanciamento, o débito de R$ 168 milhões só seria quitado após 115 anos.
Em 2013 Hang tentou, sem sucesso, que a Justiça determinasse ao Google que fossem removidas do sistema de busca as expressões “Luciano Hang preso”, “Luciano Hang condenado” e “Luciano Hang condenado 2010”. As pesquisas direcionavam para reportagens sobre a condenação de Hang por crimes financeiros.