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Bastidores da campanha deixa Bolsonaro tão firme quanto um palanque no banhado




Cadê o celular de Bebiano com as conversas que ele manteve durante um ano com Bolsonaro? As agressões verbais que ameaçam o mandato do Bozo seriam bombinhas perto do que contém o telefone de Bebiano, que estaria guardado nos Estados Unidos.
O bem informado Ricardo Noblat (Veja) confirma o que todo mundo sabia: Sérgio Moro teve influência decisiva no resultado final da eleição de 2018. Em pleno segundo turno, quando Fernando Haddad crescia e ameaçava Bolsonaro, Moro liberou para divulgação a delação de Antônio Palocci, que o Ministério Público tinha rejeitado pela fragilidade das provas apresentadas. Palocci detonava Lula e o PT e a mídia, como era conveniente naquele momento, deu um destaque exagerado às acusações do ex-ministro da Fazenda de Lula, prejudicando a candidatura de Haddad.
Em entrevista à Folha de São Paulo, o suplente do senador Flávio Bolsonaro, Paulo Marinho, revela que ainda no primeiro turno, o delegado da Polícia Federal do Rio, ajudou a família Bolsonaro a camuflar o resultado de uma investigação que descobrira detalhes do esquema de rachadinhas no gabinete do deputado Flávio Bolsonaro.
Se aquilo viesse a tona, como ocorreu com a delação e Palocci, Jair Messias nem teria passado para o segundo turno. Revela também Marinho, que o então braço direito de Bolsonaro na campanha, Gustavo Bebiano (demitido no início do governo) deixou um celular com mensagens de áudio trocadas com Jair Bolsonaro ao longo de um ano. Seriam mensagens explosivas e por isso o aparelho está guardado a sete chaves nos Estados Unidos.
Diz Noblat que  “o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, em que Bolsonaro ameaçou intervir na Polícia Federal, virou uma bombinha se comparado com o celular de Bebbiano – esse, nitroglicerina pura. A história contada por Marinho ajuda a explicar por que Bolsonaro quer há tanto tempo a Polícia Federal sob seu controle direto”.












Comentários

Décio disse…
E O MORO SABIA DE TUDO
A lei é para todos mas apenas quando interessa" será o epitáfio gravado no túmulo de Moro. Esse tem sido, aliás, o seu lema desde sempre como juiz e, depois, como um fantoche no Ministério da Justiça. Só até quando lhe interessou. Sem novidades quanto ao caráter do juizeco de Maringá, mas até que é divertido assistir ao seu processo de auto-incriminação. Não pode dar um passo contra o Coiso sem que sofra os respingos de sujeira.

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