14 de agosto de 2011

A franqueza de Bravin


"Aonde eu vô, cumprimento o povo, seja gente granfina ou pé rapado. O que custa eu dar um abraço num mendigo na rua? Não pago nada para apertar a mão de um catador de papel e até gosto de dar um oi para todos os que está perambulando na praça". Palavras do verearor Belino Bravin, que disse estar invocado com o fato de alguns vereadores da base de sustentação do prefeito, não estenderem a mão nem para cumprimentar os colegas. "Uai, como uns home desse vai querer voto do povo? Se não cumprimenta nem a gente que é colega deis, imagina se vai apertar a mão do zé ninguém na rua".
É por essa e por outras que, escrevam aí, Bravin tem tudo para ser o segundo vereador mais votado da história de Maringá na próxima eleição. Claro, não baterá Eli Diniz que, surfando na onda da absolvição de Sebastião Pedrosa Lô, que ele defendeu em juri popular, fez 10,5% dos votos de Maringá no pleito de 1972. Corresponderia hoje a mais de 20 mil votos.
Sinceridade: o Bravin é o rei do assistencialismo, um vereador que socorre os desvalidos que o procuram. Não é o tipo do representante do povo em quem eu votaria, mas tem que tirar o chapéu pro cara. Sua simplicidade calculada, rende simpatias e votos. Geralmente produz franqueza, como a que ouvi dele ontem no Café Cremoso:
"Tem vereador que diz agora que vai votar assim numa matéria e daqui 10 minutos vota assado". Um curioso pergunta: "Mas quem?". Sem pestanejar Bravin responde: "Oxenti, quem não sabe? Só você não sabe que é o Sabóia e o Luiz do Postinho".

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