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A faxina da presidente, segundo Chagas

Até aqui a tarefa vem sendo desempenhada, até com rigor. Mesmo se sabendo que em cima e embaixo de alguns móveis, estantes e armários pode ser presumida mais sujeira, a ser removida sempre que detectada.

Dezenas de funcionários corruptos foram afastados dos ministérios dos Transportes, da Agricultura e da Pesca, assim como três ministros já removidos, no caso o que deveria cuidar da cozinha e não cuidou, como Antônio Palocci, mais Alfredo Nascimento e Wagner Rossi. Tem outros na mora dos espanadores.

O lixo foi removido, ainda que mais possa ser encontrado. Só que falta, agora, dar-lhe destinação, etapa ainda não verificada. Quer dizer, o lixeiro, ou seja, o Poder Judiciário, deve recolher a sujeira. Levá-la para os lixões ou para as usinas de tratamento. Torna-se urgente processar os corruptos, presos alguns, em liberdade outros, obrigando-os a responder por seus atos. Condená-los. De preferência determinando que devolvam o que foi roubado.

Assim se define a faxina, que é preciso manter continuada e permanente. Caso contrário, a sujeira volta.

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