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A mídia ignora o Paraguai

O Paraguai vai ter uma eleição apática em abril para presidente da república. Procuro nos jornais do vizinho país alguma coisa sobre o processo e quase não encontro nada. A não ser que Luis Castiglioni renunciou a vice-presidência para disputar." O candidato colorado enfrentará nas eleições do ano que vem uma oposição dividida entre três pré-candidatos a Presidência: o ex-bispo católico Fernando Lugo, o ex-general golpista Lino Oviedo (recém saído da prisão) e o empresário Pedro Fadul".
Estranho como a imprensa brasileira ignora as eleições paraguaias, que terão como grande novidade a participação do bispo, que tenta viabilizar uma frente oposicionista chamada CONCERTACIÓN NACIONAL.Dom Fernando renunciou a prelazia para encarar o desafio de tentar dar um novo rumo ao país vizinho, vítima maior do colonialismo no século XIX.
Dom Fernando é dos candidatos, o que mais se identifica com as aspirações legítimas dos mais de dois milhões de trabalhadores rurais do país. Por meio de uma entidade chamada Organizações Camponesas, eles enviaram mensagem aos presidenciáveis. Reproduzo aqui um pequenoi trecho ca mensagem:

"Os camponeses e as camponesas (trabalhadoras rurais) exigimos a plena e íntegra oficialidade do guarani em todo e para todo o Paraguai.Queremos que a justiça, a verdade, a eqüidade e a prosperidade cheguem com o guarani! Basta de mentiras, enganos e promessas falsas durante as eleições! Queremos justiça!
Os abaixo-assinados, ORGANIZAÇÕES CAMPONESAS (TRABALHADORES RURAIS) de todo o Paraguai que representamos de forma direta ou indireta a 2.234.761 pessoas que vivem nas áreas rurais (ou 43,28 % de toda a população nacional, dados de 2002) e a centenas de milhares de cidadãos que também têm suas origens e suas famílias em áreas rurais (Assunção, por exemplo, em 2002 tinha aproximadamente 40% da população nascida na cidade), nos dirigimos aos candidatos às Eleições Presidenciais de 2008, quaisquer que sejam, para que ouçam nossa voz.Temos sede e fome infinitas de Justiça".

Comentários

Anônimo disse…
MEssias, em 1981 fiquei o ano todo vendendo ração em Assunção. Ia e voltava toda semana. Coisa de louco. No dia que mataram Somoza eu estava lá na capital. UM sucofo, viu?

A convivência diuturna com os amigos paraguaios naquele tempo me fez ver um Paraguai (ainda no Tempo de Strosner) muito diferente do que imaginávamos. BOm até para morar, naquele tempo. Hoje não posso dizer mais nada. MAs a questão política lá é muito, mas muito séria mesmo. Coisa de louco. Valei-me meu São Sarapião! abs
Anônimo disse…
Bem lembrado! Esperamos que o povo Paraguay siga a tendencia progressista da América Latina e elega Fernando Lugo presidente.

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