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O estilo Requião no parlamento


O senador Roberto Requião, que como governador não teria mais meu voto, mas como homem de tribuna, sim, deu uma interessante entrevista ao jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. Pincei alguns trechos que julguei importantes, pelos enfoques dados a temas polêmicos:


Sobre O PMDB e a aliança com a candidata Dilma:
"Compôs a coligação da Dilma para que ela adquirisse o horário eleitoral do partido. O PMDB, hoje, vale pelo horário da televisão".

Sobre o fisiologismo e as emendas parlamentares:
"Fui governador do Paraná três vezes. Nunca libeberei emenda de deputado. E tive maioria na Assembléia. Trabalhava com projetos. Os deputados iam para suas bases, falavam dos projetos e diziam que apoiavam. Funcionou enquanto eu fui governador".

Sobre sua posição no Senado:
" Apoiarei com entusiasmo a tia Dilma quando estiver correta. Não vou exercitar a tolerância continuada, que vira submissão".

Salário mínimo do governo que não teve seu voto:
"Não estamos propondo um salário mínimo absurdo. Apenas achamos que deveria ter sido mantida a tendência de aumentos reais, acima da inflação. Foi uma bobagem da Dilma se contrapor à esperança do povo por tão pouco. Ela sinalizou para o capital e não sinalizou para o trabalho".

Sobre o governo Dilma:
"Ela tem força, tem apoio popular. Mas começa a perder esse apoio quando comprime o salário mínimo. Podia botar os R$ 560, simplesmente para sinalizar que se joga com o trabalho. Há alguns sinais. O aumento do Bolsa Família atenua o problema do mínimo. Ajudarei no que for possível. Apoio, por exemplo, a desoneração da folha de salários. Só não posso concordar com o papel reservado ao Congresso. O Senado virou uma chancelaria do governo".

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