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O prefeito e sua máxima culpa

Maringá é o segundo município do Estado em casos de dengue. A administração municipal tem sua parcela de culpa, que não é pequena. Negligenciou na ação preventiva dos agentes de saúde, que praticamente saíram de circulação desde que começou o processo de desmontagem de programas que a Prefeitura mantinha com o Ministério da Saúde. Durante muito tempo os agentes do PSF, que também acabou desmantelado e voltou à meia-bomba, foram às ruas cuidar de água parada, quando sua função era o atendimento domiciliar das pessoas cadastradas. Sem estrutura e sobrecarregados, os agentes do Programa Saúde da Família não conseguiram realizar um trabalho consistente de combate prévio ao mosquito. Afinal, não era função deles.

Uma vez atingida por um surto, que depois ganhou status de epidemia de dengue, Maringá foi à luta para acabar com o Aeds Aegypti. Não digo que já era tarde, porque neste caso, antes tarde do que nunca. Mas de qualquer forma, deixar a situação chegar aonde chegou foi uma irresponbsabilidade sem precedentes. Até porque qualquer criança sabe que no perído de chuvas (de dezembro em diante) água se acumula em pneus velhos, garrafas e outros vasilhames, sem que a população tome a iniciativa de fazer a sua parte. Cabe então ao Poder Público, promover ações preventivas, que são permanentes. É pra isso que existem os programas própiros do Governo Federal. Mas a condução dos mesmos depente fundamentalmente do agente público municipal. E para que tudo dê certo, precisa de competência, vontade política e compromisso social, que se afirmam através de ações concretas . Não se cresce com cidadania apenas na mídia.

Comentários

Anônimo disse…
Parabéns Messias!

Realmente é um governo municipal mais preocupado no resultado d e investimento na mídia de que em realizar ações concretas de prevenções e serviços sociais! É a cidadania para poucos, e o povo que se dane!

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