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Foco distorcido


A campanha da dita sociedade civil organizada contra 23 vereadores na Câmara de Maringá pode chegar ao final hoje ou pode tomar outro rumo, mais perigoso, caso a maioria decida pelo aumento do número de cadeiras.
É um direito de todos discutir e se posicionar, contra ou a favor o aumento. Mas daí até chegar a investir em campanhas de desqualificação da representatividade política, com reflexos na instituição Poder Legislativo, vai uma diferença enorme. Particularmente, sempre achei esse debate uma coisa despropositada e inútil. E pela simples razão de que a cidade precisa se ocupar da discussão sobre a qualidade dos vereadores que queremos e nao da quantidade que a Constituição permite. No tocante a custos, não faz a menor diferença o número. Porque uma Câmara com 15, como é o caso atual, pode ficar mais cara para a cidade do que uma com 23 vereadores. Apenas acho que com 23, seriam maiores as possibilidades de termos gente nova e de valor que, qualificando a ação parlamentar, daria um ganho extraordinário para cidade.
Com um número menor de cadeiras, são enormes as possibilidades de reeleição da esmagadora maioria, o que significaria continuar tudo como está. E a a gente sabe que está péssimo, que a atual Câmara tem aprovado leis que mais prejudicam do que beneficiam o conjunto da sociedade. Sem contar a omissão da maioria governista nos casos de improbidade. O X da questão está aí, na manipulação da maioria por que tem a chave do cofre. É por aí que a dita sociedade civil que mete a mão no bolso para bancar uma campanha como esta que o jornal estampa em manchete, deveria caminhar.

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