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O xadrez da sucessão

Duas pesquisas encomendadas por partidos que deverão ter candidatos de ponta a prefeito de Maringá circulam pelos bastidores da política local. Nas duas, o Dr. Batista ( nenhuma delas foi encomendada por ele) lidera, com 30% numa e 27% na outra. O segundo colocado é Ênio Verri com 21% e Wilson Quinteiro vem a seguir com 15%.
O problema do Dr. Batista é o de sempre: falta de grupo e de dinheiro. Mesmo com esse percentual, se sair desprovido de uma boa amarração que lhe permita ter estrutura de campanha e espaço de televisão, ficará novamente no meio do caminho.
Quanto a Ênio, ele carrega uma rejeição enorme, que não é pessoal, é do PT. Vai trabalhar para romper a barreira dos 30%, tarefa difícil exatamente por causa dessa repulsa que grande parte do eleitorado conservador de Maringá tem ao Partido dos Trabalhadores.
Já Quinteiro tem chances de crescer mas esbarra no mesmo problema do Dr. Batista: falta de grupo e de dinheiro, embora hoje ele disponha de melhores instrumentos para compor uma razoável base partidária de sustentação da sua campanha.
Uma quarta força que pode surgir em condições de surpreender é Edmar Arruda. Se for candidato, tem grupo, tem dinheiro e um potencial eleitoral nada desprezível.
O vice-prefeito Roberto Pupin surgiria como uma quinta força, com amplas possibilidades de crescimento, principalmente por estar com a máquina pública na mão. Pupin, entretanto, corre o risco de ser “cristianizado” pelo chefe do clã, Ricardo Barros que, até por questão de sobrevivência política, teria mais interesse na vitória de Verri. Explico: além de preservar seu espaço (via PP) na esfera federal, com Ênio na prefeitura Ricardo teria espaço para atuar como “oposição” ao governo municipal. Se bem que, Batista eleito, Ricardo teria vida fácil e uma grande zona de conforto para trabalhar sua volta à Câmara Federal em 2014. Isto se a Lei da Ficha Limpa permitir.

Comentários

Anônimo disse…
Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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