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Bolsonaro trama o golpe e os presidentes da Câmara e do Senado botam panos quentes



A economia está indo pro vinagre (PIB de 1,1%) , o dólar a caminho dos R$ 5,00, ameaça de recessão mundial , seu governo brigando com as instituições. É nesse quadro que Bolsonaro tenta mobilizar seus seguidores para pregar um golpe de estado, com a sonhada volta da ditadura militar. E quem o inspra? Ninguém menos de que o coronel Brilhante Ustra, a degeneração humana que torturou e matou, inclusive mulheres grávidas e mães na frente de seus filhos.

Nos Estados Unidos, beijando mais uma vez a mão de Trump e fazendo um acordo de cooperação militar  (affe!!), Bolsonaro trama o golpe contando com a frouxidão dos presidentes da  Câmara e do Senado e com a reação branda da Justiça, cuja manifestação de contrariedade aos ataques sistemáticos à democracia, se resume à a falas isoladas de ministros do STF.

Comentários

Por enquanto eles ainda estão na fase light do regime. Eles estão ainda comportados, porque, por mais absurdo que pareça, a maioria deles acredita piamente que estão fazendo o melhor para o Brasil e para o futuro do país. Parece loucura, mas militares, políticos e até economistas acreditam nisso. Eles jamais admitiriam que ainda não sucumbiram porque estão se equilibrando à custa da farta gordura deixada na despensa pelos governos do PT. Quando eles não tiverem mais como evitar encarar o tamanho do desastre em que enfiaram a Nação, com seu lero-lero ideológico infantiloide, aí então eles virarão feras de verdade. Vão investir tudo o que puderem investir em chicotes e correntes.
Anônimo disse…
Pergunta: será que o STF não está a favor do golpe?
Não é possível que esse bozó maligno faça e desfaça neste país e o senado, câmara e STF fiquem fazendo cara de paisagem! Estranho....muito estranho!!!
Irineu disse…
As manifestações de protesto de 15 de março no Brasil a favor do presidente Jair Bolsonaro e contra o Congresso e o STF apresentam três hipóteses igualmente alarmantes. E já não são poucas as pessoas preocupadas com a simples convocação. A ideia do protesto já começou mal. Foi lançada pelo General Augusto Heleno, o importante ministro do Gabinete de Segurança Institucional localizado no Planalto. Foi ele quem pediu a Bolsonaro para convocar os brasileiros a sair às ruas contra o Congresso usando inclusive o palavrão de mau gosto “fodam-se”.

O presidente, em vez de refrear a ideia insensata do general, compartilhou com seus amigos a ideia da convocação em sua defesa e contra as instituições do Estado. A reação das instituições foi imediata e dura. O decano do STF, Celso de Mello, uma das figuras de maior prestígio da corte, chegou a dizer que, se a notícia fosse confirmada, tornaria o presidente “indigno do cargo que ocupa”. E soaram em seguida do outro lado as campanas do impeachment...

As guerras e tragédias da humanidade e dos povos começaram muitas vezes com um único tiro e com a centelha de um erro de cálculo. Quando perceberam, as guerras já estavam em andamento e eram imparáveis.

Queremos isso hoje para o Brasil em um clima mundial de crescimento de retorno aos tempos das piores ditaduras, as que produziram no mundo, em um passado ainda recente, tanta dor, morte e fome para milhões de pessoas?

De qualquer forma, neste momento de endurecimento mundial das direitas mais autoritárias e belicosas, o Brasil deveria ser no mundo um elemento de reflexão e de colaboração com os povos que se debatem para que a democracia conquistada com tantos sacrifícios, e que ofereceu riqueza e paz ao mundo, não morra por causa da loucura de um punhado de governantes que se tornaram indignos da responsabilidade que lhes foi outorgada pelas urnas.