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"A morte de um filho da puta"


O jornal PÁGINA 12, de Buenos Aires, saiu hoje com esta capa. O personagem é o outrora temível almirante Emílio Eduardo Massera, um dos principais carrascos do golpe militar de 1973 na Argentina. Ele morreu ontem aos 75 anos de idade e recebeu do jornal esta justa "homenagem", reprotuzida pelo blog do psicanalista curitibano Leonardo Ferrari:
"Como escrever o epitáfio de um filho da puta? O brilhante Página 12 de Buenos Aires responde em sua edição histórica de hoje, para ler, guardar, pregar nos postes de cada cidade: “O inferno é pouco”. Morreu o filho da puta, o assassino, o torturador, o líder do campo de concentração chamado Escuela Superior de Mecánica de la Armada (ESMA), paródia macabra de Auschwitz. Morreu o filho da puta que tingiu de sangue para sempre o Rio da Prata, cemitério transformado, leito das dores, dos membros disjuntos, torcidos e retorcidos, línguas cortadas, corpos dilapidados, mortos insepultos, sem direito a nome, à memória, ao luto. Filho da puta. Que seja jogado aos pedaços no mesmo rio que profanou. Filho da puta".

. Pincei do blog da professora Marta Belini (Universidade de Maringá)

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